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domingo, 20 de novembro de 2011

O dedo na ferida do Ocidente

Erdogan, primeiro-ministro turco, parece ter posto o dedo na ferida: acusou o Ocidente de não intervir, pelo menos diplomaticamente de forma mais activa, nos tumultos na Síria que têm causado a morte a centenas de civis que lutam por um regime mais livre e democrático. Depois de ter imposto algumas sanções do foro económico com aquele país, cujo líder era, antes, uma aliado e um amigo pessoal, Erdogan exige que os países europeus e a própria Liga Árabe seja mais rígida com Assad para terminar com o massacre que o seu regime tem perpetrado. 

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

As relações Síria-Turquia

Apesar de terem sido grandes aliados e parceiros económicos, o ataque contínuo de Assad à sua população fez com que Erdogan perdesse a paciência com os vizinhos e os sancionasse economicamente, cortando o fornecimento de energia eléctrica. Como tem sido já avisado por vários académicos, a energia desempenha um papel cada vez mais fundamental na diplomacia actual e isso provou-se por este pequeno acto simbólico (sim, porque a Síria não depende desta fonte de energia). Ainda assim, a posição turca contribui para um ainda maior isolamento internacional do regime de Assad, cujos aliados estarão reduzidos ao Irão e possivelmente a Rússia. Com a pressão a aumentar, o presidente sírio já libertou algumas centenas de detidos, no que parece ser uma tentativa desesperada de recuperar algum aliado. A Liga Árabe tem adoptado igualmente uma posição muito crítica e, mais cedo ou mais tarde, o regime cairá. Com isto, queria destacar que:

1) A Turquia tem estado atenta aos problemas democráticos dos seus vizinhos;

2) A Turquia suporta a democracia;

3) A pressão internacional é um dos factores responsáveis pela democratização dos países.