Afinal nem na China correrá tinta? Quer dizer, a China censurou a notícia sobre o Nobel da Paz deste ano. Tinta parece não correr.
Dizia o Público de ontem:
"A censura chegou ao Weibo, site de pesquisa semelhante ao Twitter, e ao Sina, serviço de micro blogging do portal com o mesmo nome. A emissão da CNN foi bloqueada quando se transmitia o anúncio. O jornal da noite da televisão do Estado abriu com inundações na ilha chinesa de Hainan, diz a AFP.
Tentativas para enviar mensagens de texto nos telemóveis com os caracteres chineses do nome de Liu Xiaobo falharam, enquanto uma pesquisa com as palavras-chave “Prémio Nobel, paz, Liu Xiaobo” não davam qualquer resultado em motores de busca como o Sina, o Sohu e o Baidu."
No entanto, como todos os restantes países souberam mais abertamente do acontecimento, muita tinta será necessária para defender a sua posição, especialmente no âmbito diplomático e face ao estrangeiro. Agora o regime não tem nas suas celas um pseudo-criminoso que acusam de promover a desordem, mas o próprio Nobel da Paz de 2010, juntamente com as vozes de todo o mundo que passaram a conhecer o senhor e que por ele falam contra os chineses. Pequim ameaçou o seu relacionamento com Oslo depois desta bofetada diplomática. O que será que se segue? Para mim, o pior ainda está para vir e afinal Xiaobo poderá ser quase tão polémico como Obama...