segunda-feira, 30 de maio de 2011
sábado, 28 de maio de 2011
A história de "Mein Kampf"
Aqui fica a sugestão para a leitura deste post no blogue O Diplomata sobre um livro que se debruça sobre a hostória do livro de Hitler "Mein Kampf".
sexta-feira, 27 de maio de 2011
Emprego II
aros amigos e colegas,
A Fundação Evangelização e Culturas (FEC) convida à apresentação de candidaturas para provimento de seis vagas para o programa da FEC na Guiné Bissau 2011/2012:
- Coordenador(a) de Programa da FEC na Guiné-Bissau (ver Termo de Referência) com formação superior em Gestão, Economia, Ciências Sociais e Humanas ou experiência comprovada em funções similares.
- Coordenador(a) para a área da Educação (ver Termo de Referência) com formação superior ou pós-graduada na área da educação/formação de adultos, preferencialmente em língua portuguesa.
- Coordenador(a) de Comunicação (ver Termo de Referência) com experiência relevante de trabalho na rádio e em Países em Vias de Desenvolvimento, em especial em Países Africanos Lusófonos.
- Ponto Focal para Gestão e Administração Escolar (ver Termo de Referência) com formação e experiência de trabalho no sector da educação e da formação.
- Supervisor(a) Pedagógico(a) Regional (ver Termo de Referência) com formação superior ou pós-graduada na área da educação/formação de adultos, preferencialmente em língua portuguesa.
- Técnico de Diagnóstico e Avaliação (ver Termo de Referência) com formação na área das ciências sociais ou gestão e experiência em gestão e avaliação de projectos.
Por favor, enviar respostas e Curriculum Vitae para etelvina.cardeira@fecongd.orgaté ao dia 17 de Junho, indicando a posição para que se candidata no assunto do e-mail. O CV deverá ser acompanhado de uma carta de motivação e da indicação de duas pessoas de referência e o seu contacto. Em caso de dúvida contactar Etelvina Cardeira em 21 886 17 10.
Emprego
O Banco Espírito Santo Angola procura para reforçar a sua equipa:
FORMAÇÃO ACADÉMICA:
Formação em Marketing/Relações Internacionais/Comunicação Social/Jornalismo (Licenciatura ou bacharelato)
EXPERIÊNCIA:
1 a 3 anos
CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS:
Boa Capacidade de Comunicação
Domínio do Português a nível oral e escrito
Conhecimentos de Inglês
Conhecimentos de Informática
Sensibilidades para as áreas sociais e de Sustentabilidade
TAREFAS A EXECUTAR:
Contactos com a comunicação social
Contactos com os ministérios, secretarias de estado, órgãos do governo
Dinamização de campanhas e de projectos na área da sustentabilidade
Perfil:
É fundamental que o candidato seja pró-activo, dinâmico, boa capacidade de comunicação e de interacção com pessoas.
Aceitamos apenas candidatos de nacionalidade angolana.
Candidaturas com cv e fotocópia do bilhete de identidade para o email:
recrutamento@angola.bes.pt (att: Yona Santos) com a referência DMARKT
Respostas até ao dia 10 de Junho
FORMAÇÃO ACADÉMICA:
Formação em Marketing/Relações Internacionais/Comunicação Social/Jornalismo (Licenciatura ou bacharelato)
EXPERIÊNCIA:
1 a 3 anos
CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS:
Boa Capacidade de Comunicação
Domínio do Português a nível oral e escrito
Conhecimentos de Inglês
Conhecimentos de Informática
Sensibilidades para as áreas sociais e de Sustentabilidade
TAREFAS A EXECUTAR:
Contactos com a comunicação social
Contactos com os ministérios, secretarias de estado, órgãos do governo
Dinamização de campanhas e de projectos na área da sustentabilidade
Perfil:
É fundamental que o candidato seja pró-activo, dinâmico, boa capacidade de comunicação e de interacção com pessoas.
Aceitamos apenas candidatos de nacionalidade angolana.
Candidaturas com cv e fotocópia do bilhete de identidade para o email:
recrutamento@angola.bes.pt (att: Yona Santos) com a referência DMARKT
Respostas até ao dia 10 de Junho
quarta-feira, 25 de maio de 2011
Israel, Palestina, UE e EUA
Quatro lados da barricada e quase todos de costas voltadas uns contra os outros: pois a situação israelo-palestiniana não está fácil, nada fácil.
Primeiro, Obama afirmou num discurso que apoiava as negociações com base nas fronteiras de 1967. Netanyahu respondeu que tais fronteiras são "indefensíveis" e traçou o que, para ele, seria uma situação justa: Jerusalém não partilhada, uma fronteira diferente da de 1967, proibição do regresso de refugiados palestinianos, etc. Ora, não é difícil antever uma certa tensão entre americanos e israelitas, pois as duas intenções colidem de forma bastante perceptível.
A novidade, para mim, foi esta notícia, na qual se pode ler que Catherine Ashton se opôs a Israel e aos próprios Estados Unidos, mostrando-se receptiva a trabalhar com o governo de unidade palestiniano, que tem, por sua vez, um pacto com o Hamas.
O que já não é tão novidade é a acusação dos israelitas face a esta posição da política externa da UE: é anti-semitismo, naturalmente - que mais poderiam dizer os israelitas?
terça-feira, 24 de maio de 2011
Ciências Sociais
Descobri este texto aqui, no Observatório Político da UNL, e reproduzo-o abaixo por considerar esta uma discussão importantíssima nos dias que correm:
"Mais Engenheiros e menos Doutores

Há dias, sentado a uma mesa de reunião, uma das intervenientes interrompe um raciocínio para pedir que a oradora “traduzisse” o seu discurso para linguagem de engenheiro. A senhora era engenheira, de facto. Todos os outros, com um ar comprometido sorriram, não tanto por simpatia ou anuimento ao pedido, mas mais por vergonha. O discurso foi adaptado mas nem por isso resultou numa reunião mais curta ou mais inteligível, para mim pelo menos. Decerto tornou-se mais pobre.
“Ávidas de bons desempenhos económicos, as nações e os respectivos sistemas educativos desprezam as competências indispensáveis à sobrevivência dos regimes políticos liberais” afirma Martha Nussbaum da University of Chicago.
Serve este intróito para remeter para o excelente trabalho feito por Alexandra Prado Coelho na Pública de ontem (8 de Maio), onde se argumenta que as elites já não querem estudar Letras ou Ciências Sociais. Os cursos destas áreas científicas são hoje considerados uma hipoteca sem qualquer espécie de retorno do investimento feito. Estudar Sociologia, Antropologia, História ou Filosofia é sinónimo de duas coisas: primeiro de desemprego; segundo que estes estudantes não são fruto da elite.
As elites forçam que as escolhas dos seus filhos recaiam sobre áreas Tecnológicas (Engenharias) ou Económicas e de Gestão. As elites forçam hoje em dia a criação de uma sociedade formatada e robótica, preparada para decidir “by the book” e sem pensar. A própria noção de que Direito era a saída para os homens de Estado, imprescindíveis num Estado de Leis e Regulamentos “à la carte”, hoje parece estar absolutamente diluída. Os homens do Direito hoje são Engenheiros e Economistas – aos advogados são depois pagos pareceres que clarifiquem as ideias destes outros que, por formação, não estão habilitados a decidir olhando a realidade social.
Perdeu-se a noção da imprescindibilidade do conhecimento histórico dos Estados e das Sociedades. Decidir o futuro de um Estado pode ser, hoje em dia, tarefa de uma equipa que, fechada num gabinete, se limita a apreciar números e tendências.
Argumenta-se neste trabalho do Público que uma formação de base em Ciências Sociais conjugada com uma formação adicional aplicada ao contexto de mercado é a solução de sucesso que urge. Oxford, diz-se no mesmo artigo, emprega todos os seus alunos de História e Filosofia na banca e nas empresas. Isto porque nos cursos de Ciências Sociais são dadas ferramentas de trabalho que não são senão conceitos básicos e operatórios de apoio à decisão. Ensina-se a pensar. Dão-se a conhecer as grandes decisões históricas do passado, mas também aquelas que resultaram em erros colossais.
As Letras e as Ciências Sociais estão hoje arredadas das cúpulas do poder e da decisão. Somos, enfim, chegados a um estado numérico que se torna necessariamente iletrado.
Rui Estevão Alexandrein Sábado"
"Mais Engenheiros e menos Doutores
Há dias, sentado a uma mesa de reunião, uma das intervenientes interrompe um raciocínio para pedir que a oradora “traduzisse” o seu discurso para linguagem de engenheiro. A senhora era engenheira, de facto. Todos os outros, com um ar comprometido sorriram, não tanto por simpatia ou anuimento ao pedido, mas mais por vergonha. O discurso foi adaptado mas nem por isso resultou numa reunião mais curta ou mais inteligível, para mim pelo menos. Decerto tornou-se mais pobre.
“Ávidas de bons desempenhos económicos, as nações e os respectivos sistemas educativos desprezam as competências indispensáveis à sobrevivência dos regimes políticos liberais” afirma Martha Nussbaum da University of Chicago.
Serve este intróito para remeter para o excelente trabalho feito por Alexandra Prado Coelho na Pública de ontem (8 de Maio), onde se argumenta que as elites já não querem estudar Letras ou Ciências Sociais. Os cursos destas áreas científicas são hoje considerados uma hipoteca sem qualquer espécie de retorno do investimento feito. Estudar Sociologia, Antropologia, História ou Filosofia é sinónimo de duas coisas: primeiro de desemprego; segundo que estes estudantes não são fruto da elite.
As elites forçam que as escolhas dos seus filhos recaiam sobre áreas Tecnológicas (Engenharias) ou Económicas e de Gestão. As elites forçam hoje em dia a criação de uma sociedade formatada e robótica, preparada para decidir “by the book” e sem pensar. A própria noção de que Direito era a saída para os homens de Estado, imprescindíveis num Estado de Leis e Regulamentos “à la carte”, hoje parece estar absolutamente diluída. Os homens do Direito hoje são Engenheiros e Economistas – aos advogados são depois pagos pareceres que clarifiquem as ideias destes outros que, por formação, não estão habilitados a decidir olhando a realidade social.
Perdeu-se a noção da imprescindibilidade do conhecimento histórico dos Estados e das Sociedades. Decidir o futuro de um Estado pode ser, hoje em dia, tarefa de uma equipa que, fechada num gabinete, se limita a apreciar números e tendências.
Argumenta-se neste trabalho do Público que uma formação de base em Ciências Sociais conjugada com uma formação adicional aplicada ao contexto de mercado é a solução de sucesso que urge. Oxford, diz-se no mesmo artigo, emprega todos os seus alunos de História e Filosofia na banca e nas empresas. Isto porque nos cursos de Ciências Sociais são dadas ferramentas de trabalho que não são senão conceitos básicos e operatórios de apoio à decisão. Ensina-se a pensar. Dão-se a conhecer as grandes decisões históricas do passado, mas também aquelas que resultaram em erros colossais.
As Letras e as Ciências Sociais estão hoje arredadas das cúpulas do poder e da decisão. Somos, enfim, chegados a um estado numérico que se torna necessariamente iletrado.
Rui Estevão Alexandrein Sábado"
segunda-feira, 23 de maio de 2011
A minha força - change the world!
No outro post, falava da força de Portugal, capaz de estragar negociações para a formação de governo na Finlândia.
Hoje, quero dar publicamente conta da minha força para mudar o mundo!
Pois, como saberão, o Uganda queria mudar a lei relativa à punição da homossexualidade de 14 anos de prisão para a pena de morte. Eu achei um disparate, para ser cortês, e assinei a petição com grande entusiasmo. Uns dias depois, leio esta notícia do Público que começa precisamente assim:
"A pressão da comunidade internacional e as assinaturas de petições online para forçar o Parlamento ugandês a abandonar o projecto-lei que previa, entre outras medidas, a pena de morte para os homossexuais, parece ter surtido efeito."
Digam lá que isto não é conseguir mudar o mundo!
(Até me lembrei desta música e tudo...)
(Já agora que estamos a falar disto, deixo a ligação para esta notícia infeliz do Irão.Olho por olho, literalmente. Uns minutos mais tarde. Ou esta outra: deveríamos criar mais uma petição pela dignidade destas mulheres.)
sábado, 21 de maio de 2011
A força de Portugal
Apesar de se contar que a Finlândia fosse governada por uma coligação que incluía os Verdadeiros Finlandeses, partido de extrema-direita daquele país, li no Público que, por causa da divergência relativamente ao apoio financeiro a Portugal, aquele partido retirou-se das negociações para formar governo. Duplamente satisfeito: primeiro, porque viabiliza o apoio; segundo, porque o dito partido já não estará no governo.
sexta-feira, 20 de maio de 2011
Emprego
A Weber Shandwick | D&E, uma das maiores Consultoras em Comunicação presentes em Portugal pretende recrutar recém-licenciados/ Mestrandos/ Pós-Graduandos nas áreas de Ciência Política e Relações Internacionais, com disponibilidade imediata para realização de estágio de 6 meses, a tempo inteiro, em Lisboa, sem remuneração e com ajudas de custo.
Perfil
– Licenciatura em Relações Internacionais e Ciência Política;
– Boa capacidade de comunicação e de argumentação;
– Boa capacidade de planeamento, responsabilidade, proactividade, criatividade e autonomia;
– Bons conhecimentos de inglês e de informática na óptica do utilizador;
– Espírito de organização e métodos;
– Excelente cultura geral.
– Licenciatura em Relações Internacionais e Ciência Política;
– Boa capacidade de comunicação e de argumentação;
– Boa capacidade de planeamento, responsabilidade, proactividade, criatividade e autonomia;
– Bons conhecimentos de inglês e de informática na óptica do utilizador;
– Espírito de organização e métodos;
– Excelente cultura geral.
Funções
– Organizar e transmitir informação para públicos institucionais
– Efectuar o follow-up dos contactos estabelecidos.
– Monitorização de políticas europeias e nacionais;
– Elaboração de Stakeholders Maps
– Organizar e transmitir informação para públicos institucionais
– Efectuar o follow-up dos contactos estabelecidos.
– Monitorização de políticas europeias e nacionais;
– Elaboração de Stakeholders Maps
Empresa: Weber Shandwick | D&E
Local: Olaias, Lisboa
Tipo: Full-time;
Local: Olaias, Lisboa
Tipo: Full-time;
Ver oferta de emprego em http://www.cargadetrabalhos.net/2011/05/19/estagio-curricular-na-area-de-relacoes-institucionais-e-governamentais/#ixzz1MvcszmED
cargadetrabalhos.net | emprego na área da comunicação
Summer Course: EU and the World
Via Europeanization of Turkey
How powerful an actor in international politics is the EU? How effective and coherent it is (or it can be)? What difference has the Lisbon Treaty made? What can we expect from the creation of the External Action Service?
LSE SUMMER SCHOOL: THE EUROPEAN UNION AND THE WORLD (IR270)
London, 4th July - 22nd of July 2011, LSE
The topics covered include:
* Introduction to the EU's political system, including the institutions and rules of policy-making
* The external economic relations of the EU, including its trade and investment, financial regulation and aid policies
* The development of the institutions of EU foreign policy-making, from European Political Cooperation in the 1970s to the Common Foreign, Security and Defence Policy after the implementation of the Lisbon Treaty
* The intersection between foreign policy and policies on the environment, terrorism and migration
* Enlargement and EU foreign policy
* The evolving role of the EU as an international actor after the implementation of the Lisbon Treaty: the challenge of the EEAS
The course will be taught by Dr Federica Bicchi, Dr Spyros Economides, Dr Ulrich Sedelmeier, Prof Karen E Smith; Dr Eiko Thielemann; Dr Stephen Woolcock
For more information:
http://www2.lse.ac.uk/study/summerSchools/summerSchool/courses/internationalRelationsGovernmentAndSociety/IR270.aspx
**Early application fee closes on 27 May!!!**
How powerful an actor in international politics is the EU? How effective and coherent it is (or it can be)? What difference has the Lisbon Treaty made? What can we expect from the creation of the External Action Service?
LSE SUMMER SCHOOL: THE EUROPEAN UNION AND THE WORLD (IR270)
London, 4th July - 22nd of July 2011, LSE
The topics covered include:
* Introduction to the EU's political system, including the institutions and rules of policy-making
* The external economic relations of the EU, including its trade and investment, financial regulation and aid policies
* The development of the institutions of EU foreign policy-making, from European Political Cooperation in the 1970s to the Common Foreign, Security and Defence Policy after the implementation of the Lisbon Treaty
* The intersection between foreign policy and policies on the environment, terrorism and migration
* Enlargement and EU foreign policy
* The evolving role of the EU as an international actor after the implementation of the Lisbon Treaty: the challenge of the EEAS
The course will be taught by Dr Federica Bicchi, Dr Spyros Economides, Dr Ulrich Sedelmeier, Prof Karen E Smith; Dr Eiko Thielemann; Dr Stephen Woolcock
For more information:
http://www2.lse.ac.uk/study/summerSchools/summerSchool/courses/internationalRelationsGovernmentAndSociety/IR270.aspx
**Early application fee closes on 27 May!!!**
quinta-feira, 19 de maio de 2011
Os militares na Turquia
Estou a escrever um artigo sobre o papel dos militares na democracia turca e tenho um dilema para resolver. Quanto mais leio e quanto mais escrevo, mais confuso fico e com mais perguntas e menos respostas. E pensei por tantas vezes estar já decidido...
Os militares são muito respeitados na Turquia - ao ponto da população confiar mais nas Forças Armadas (FA) do que nos próprios políticos ou instituições políticas democráticas do seu país. Foi das FA que surgiu Atatürk, um dos responsáveis pela secularização do país e pelo estabelecimento da República e da "democracia", ainda muito embrional, mas que entretanto foi melhorando. As FA intervieram várias vezes desde 1923, retirando o poder às forças civis, com o objectivo de retomar a ordem e impedir o ressurgimento do Islão político, entregando novamente o poder quando assim o entendiam. Nesta perspectiva, "ajudaram" a democracia que por vezes não estava no seu melhor desempenho. Por outro lado, conseguiu sempre manter o secularismo do país (segundo muitos, os únicos a conseguir evitar o tal ressurgimento islâmico), constribuindo para uma sociedade islâmica na sua esmagadora maioria, mas moderada e constitucionalmente laica. Os militares turcos consideram-se os guardiães da Constituição e dos princípios kemalistas, nomeadamente do pendor europeísta do país, assim como da sua natureza democrática e laica, nomeadamente.
No entanto, essas intervenções que ocorreram desde a década de 60 com uma periodicidade quase a cada dez anos, podem igualmente ser vistas como um entrave ao livre desenvolvimento da democracia, sendo que a população esperava sempre que esta instituição fosse colmatar ou corrigir as falhas do sistema democrático. Com a aproximação a UE, a influência das FA turcas tem vindo a diminuir, no sentido do respeito pelo Estado de direito e outros princípios democráticos.
Agora, a minha questão: afinal os militares contribuiram para a consolidação democrática turca ou não?
A minha resposta? Como disse, ainda não a encontrei e tal está a atrasar o artigo, mas aponto para que as FA tenham sido um importante elemento para o estabelecimento da democracia no país, com algum relevo na sua consolidação, mas que o seu papel actualmente tem que ser muito limitado, caso não queiram deteriorar a democracia turca e a sua aproximação à Europa, como defendem. Não obstante, e se o Islão se aproveita desse afastamento dos militares e deteriora ele próprio essa mesma democracia? Há quem diga que Erdogan tem uma agenda política escondida que passa pelo reforço do carácter religioso do país... E esta, hem?
(Bem, já escrevi este post há uns dias e penso já ter-me decidido...)
(Bem, já escrevi este post há uns dias e penso já ter-me decidido...)
quarta-feira, 18 de maio de 2011
A Croácia com os pés na Europa
No outro dia, o EUobserver relatava os progressos da Croácia, cada vez mais próxima da adesão à União Europeia, enquanto que a Turquia continua lá estagnada - e nem eu sei bem por culpa de quem.
Uma das minhas últimas investigações sobre a Turquia, que podem consultar aqui, levou-me a concluir que o alargamento de 2007 à Bulgária e à Roménia tiveram efeitos negativos no empenho turco no seu processo democrático, uma das vertentes de aproximação à Europa e das condições para a sua adesão - pelo menos segundo o discurso da UE.
Ora, vendo assim esta aproximação da Croácia, este discurso de "temos que recompensar os esforços" e o banho-maria em que continua a encontrar-se a Turquia em termos de aproximação à UE, começo a ficar preocupado com o desfecho disto tudo.
terça-feira, 17 de maio de 2011
Portugal pelo mundo
Tema em voga na Europa, mas pelos vistos não só, o pedido de ajuda externa de Portugal tem feito correr muita tinta. Deixo aqui alguns excertos de um artigo do NY Times sobre a situação, numa perspectiva pouco disseminada.
"The crisis that began with the bailouts of Greece and Ireland last year has taken an ugly turn. However, this third national request for a bailout is not really about debt. Portugal had strong economic performance in the 1990s and was managing its recovery from the global recession better than several other countries in Europe, but it has come under unfair and arbitrary pressure from bond traders, speculators and credit rating analysts who, for short-sighted or ideological reasons, have now managed to drive out one democratically elected administration and potentially tie the hands of the next one.
If left unregulated, these market forces threaten to eclipse the capacity of democratic governments — perhaps even America’s — to make their own choices about taxes and spending."
"Why, then, has Portugal’s debt been downgraded and its economy pushed to the brink? There are two possible explanations. One is ideological skepticism of Portugal’s mixed-economy model, with its publicly supported loans to small businesses, alongside a few big state-owned companies and a robust welfare state. Market fundamentalists detest the Keynesian-style interventions in areas from Portugal’s housing policy — which averted a bubble and preserved the availability of low-cost urban rentals — to its income assistance for the poor.
A lack of historical perspective is another explanation."
segunda-feira, 16 de maio de 2011
Pacifismo
Oman, Iémen, Jordânia e Egipto são os países que entraram nesta manifestação, segundo a mesma notícia do NY Times.
Paz para o Médio Oriente.
domingo, 15 de maio de 2011
Espera lá... Democracia?
Espera lá,
mas isto não é o que costumam fazer aqueles países em África e na América Latina? A Hungria não pertencia à União Europeia? Parece que me lembro de ouvir falar na adesão à UE; ou estarei enganado? Talvez a questão democrática não seja assim tão importante. Mas também não é isso que não deixa a Turquia entrar?
Já não percebo nada....
mas isto não é o que costumam fazer aqueles países em África e na América Latina? A Hungria não pertencia à União Europeia? Parece que me lembro de ouvir falar na adesão à UE; ou estarei enganado? Talvez a questão democrática não seja assim tão importante. Mas também não é isso que não deixa a Turquia entrar?
Já não percebo nada....
Bem, ao menos os cubanos para me darem uma pequena alegria...
E os italianos que já estão a cansar-se da novela (tipicamente mexicana) de Berlusconi. Custou, irra!
Mas Chavez estragou tudo...
E para terminar este quadro, já só falta esta ridícula senhora americana republicana que se lembrou de dar nas vistas...
(Desculpem lá, mas hoje estou muito cáustico!)
sábado, 14 de maio de 2011
2011 Barcelona Summer School
2011 Barcelona Summer School in International Politics
BARCELONA SUMMER SCHOOL IN INTERNATIONAL POLITICS 2011 - www.ibei.org
* Governing Democracies in an Globalized World (Prof. Carles Boix, Princeton University-IBEI) – June 27/July 1
* New Frontiers in International Political Economy (Prof. Shanker Satyanath, New York University) – June 27/July 1
* In Search of Europe’s Demos (Prof. Juan Díez-Medrano, Universitat de Barcelona-IBEI) - June 27/July 1
* Is Multilateralism Democratically Legitimate? The European Union and Beyond (Prof. Andrew Moravcsik, Princeton University) - July 4/8
* The Turn in American Foreign Policy: 2001-2011 (Prof. Anne-Marie Slaughter, Princeton University) - July 4/8
IBEI SUMMER SCHOOL OF THE MEDITERRANEAN 2011 - www.ibei.org
* Armed Islamist Movements: Jihadism and Beyond (Dr. Omar Ashour, University of Exeter) - July 11/15
* Middle East Armies: Political, Social, and Economic Roles and Impacts (Prof. Yezid Sayigh, King’s College London) – July 11/15
* Limits of International Interventions and the Role of the EU (Besa Shahini, Freelance Policy Analyst) - July 11/15
* The Economics of Euro-Mediterranean Integration (Prof. Alfred Tovias, Hebrew University Jerusalem) - July 11/15
* The Mediterranean as a Geopolitical Unit (Prof. Pere Vilanova, Universitat de Barcelona; Dr. Eduard Soler i Lecha, CIDOB) - July 11/15
Further info about schedule, courses, reading list, registration form at www.ibei.org (summer school section)
Evento - Afeganistão e Iraque: o que mudou com o 11 de Setembro
Afeganistão e Iraque: o que mudou com o 11 de Setembro
O presente e o futuro do Afeganistão e do Iraque e o seu protagonismo na política internacional é um dos temas que marca a agenda da ordem e estabilidade política mundiais. As mudanças e implicações na governação destes países vão estar em debate no dia 19 de Maio, na conferência “11 de Setembro: o Afeganistão e o Iraque”, que tem lugar às 18 horas, no Grémio Literário, em Lisboa.
A terceira conferência do ciclo organizado pela FLAD, e que assinala os 10 anos sobre o atentado, conta com a presença do generalLoureiro dos Santos, e de Carlos Gaspar, do Instituto Português de Relações Internacionais (IPRI), cuja intervenção será centrada no papel desempenhado por estes dois países antes e depois do 11 de Setembro.
François Lafond, director do German Marshall Fund para a Europa – uma das mais influentes instituições independentes na área da política externa –, é outro dos oradores do encontro, que fará uma análise sobre a forma como os EUA justificaram a sua estratégia militar e a invasão do Afeganistão e do Iraque.
Rui Machete, ex-presidente da FLAD, presidirá à sessão, e Rui Vallera, subdirector da Fundação será o moderador do debate.
A sessão é de entrada livre.
Subscrever:
Mensagens (Atom)






