domingo, 15 de maio de 2011

Espera lá... Democracia?

Espera lá,

mas isto não é o que costumam fazer aqueles países em África e na América Latina? A Hungria não pertencia à União Europeia? Parece que me lembro de ouvir falar na adesão à UE; ou estarei enganado? Talvez a questão democrática não seja assim tão importante. Mas também não é isso que não deixa a Turquia entrar?

Já não percebo nada....



E os italianos que já estão a cansar-se da novela (tipicamente mexicana) de Berlusconi. Custou, irra!




E para terminar este quadro, já só falta esta ridícula senhora americana republicana que se lembrou de dar nas vistas...



(Desculpem lá, mas hoje estou muito cáustico!)

sábado, 14 de maio de 2011

2011 Barcelona Summer School

2011 Barcelona Summer School in International Politics

BARCELONA SUMMER SCHOOL IN INTERNATIONAL POLITICS 2011 - www.ibei.org
* Governing Democracies in an Globalized World (Prof. Carles Boix, Princeton University-IBEI) – June 27/July 1
* New Frontiers in International Political Economy (Prof. Shanker Satyanath, New York University) – June 27/July 1
* In Search of Europe’s Demos (Prof. Juan Díez-Medrano, Universitat de Barcelona-IBEI) - June 27/July 1
* Is Multilateralism Democratically Legitimate? The European Union and Beyond (Prof. Andrew Moravcsik, Princeton University) - July 4/8
* The Turn in American Foreign Policy: 2001-2011 (Prof. Anne-Marie Slaughter, Princeton University) - July 4/8
IBEI SUMMER SCHOOL OF THE MEDITERRANEAN 2011 - www.ibei.org
* Armed Islamist Movements: Jihadism and Beyond (Dr. Omar Ashour, University of Exeter) - July 11/15
* Middle East Armies: Political, Social, and Economic Roles and Impacts (Prof. Yezid Sayigh, King’s College London) – July 11/15
* Limits of International Interventions and the Role of the EU (Besa Shahini, Freelance Policy Analyst) - July 11/15
* The Economics of Euro-Mediterranean Integration (Prof. Alfred Tovias, Hebrew University Jerusalem) - July 11/15
* The Mediterranean as a Geopolitical Unit (Prof. Pere Vilanova, Universitat de Barcelona; Dr. Eduard Soler i Lecha, CIDOB) - July 11/15
Further info about schedule, courses, reading list, registration form at www.ibei.org (summer school section)

Evento - A parceria Japão-UE e os desafios de segurança na Ásia

Evento - O Islão Político

Evento - Afeganistão e Iraque: o que mudou com o 11 de Setembro


Afeganistão e Iraque: o que mudou com o 11 de Setembro
O presente e o futuro do Afeganistão e do Iraque e o seu protagonismo na política internacional é um dos temas que marca a agenda da ordem e estabilidade política mundiais. As mudanças e implicações na governação destes países vão estar em debate no dia 19 de Maio, na conferência “11 de Setembro: o Afeganistão e o Iraque”, que tem lugar às 18 horas, no Grémio Literário, em Lisboa.
A terceira conferência do ciclo organizado pela FLAD, e que assinala os 10 anos sobre o atentado, conta com a presença do generalLoureiro dos Santos, e de Carlos Gaspar, do Instituto Português de Relações Internacionais (IPRI), cuja intervenção será centrada no papel desempenhado por estes dois países antes e depois do 11 de Setembro.
François Lafond, director do German Marshall Fund para a Europa – uma das mais influentes instituições independentes na área da política externa –, é outro dos oradores do encontro, que fará uma análise sobre a forma como os EUA justificaram a sua estratégia militar e a invasão do Afeganistão e do Iraque.
Rui Machete, ex-presidente da FLAD, presidirá à sessão, e Rui Vallera, subdirector da Fundação será o moderador do debate.
A sessão é de entrada livre.

Evento

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Extrema-direita

Este tema é recorrente aqui no blogue, mas a culpa não é minha; as notícias é que me provocam a ira.

Sou aberta e declaradamente contra qualquer tipo de extremismos, como se sabe - já estou à espera de certas críticas de cenzentismo, mas, ainda assim, ficam aqui um par de notícias relacionadas com este assunto.

A primeira e já menos recente é a das eleições na Finlândia, onde os "Verdadeiros Finladeses" (é sempre cada nome que os partidos extremistas têm...) ocupam agora 39 dos 200 lugares, bastante próximos dos 44 dos vencedores da eleições. O fenómeno é comum e já falei dele em vários posts deste blogue, nomeadamente aqui , aquiaqui ou aqui

Na Hungria, uma comunidade cigana teve que fugir a uma milícia de extrema-direita que organizou campos de treino perto de onde ela estava instalada. 

Por isso, só me resta remeter para essas ligações e para estes resultados, suspirando até conseguir perceber o que vêem os eleitores em soluções que já trouxeram tanto sofrimento ao mundo...

domingo, 8 de maio de 2011

A (radio)actividade do Japão II

Com as consequências da destruição parcial da central atómica de Fukushima ainda bem presentes nas suas vidas e de forma muito tangível, os japoneses disseram adeus ao nuclear.
Mas não disseram só adeus - pediram que se aposte mais em energias renováveis. A consciência dos perigos da energia nuclear tornou-se mais activa com estes acontecimentos e espero que não desvaneça, assim como surja e seja discutida por todo o mundo. É necessário que estes assuntos sejam debatidos e reflectidos, uma vez que diminuir a dependência energética, por exemplo da Europa face ao Médio Oriente ou à Rússia, e diminuir os impactos nefastos das não-renováveis no ambiente são duas vantagens com grande peso e, para mim, grande viabilidade, pelo que conheço, económica, política e ambiental.

sábado, 7 de maio de 2011

A (radio)actividade do Japão

O terramoto que afectou o Japão no passado mês de Março causou uma série de mortos, desalojados, de destruição e sofrimento por todo o país, que reagiu com a típica postura japonesa de resignação.


Esse desastre natural provocou uma queda na previsão do crescimento do país para cerca de metade, segundo a OCDE, recusando falar em recessão - o crescimento agora previsto é de 0,8%. Três situações se destacam, como pode ser lido aqui, que dificultam a recuperação do país:


"construção das zonas devastadas no Norte do país, retoma das ligações eléctricas destruídas pelo terramoto e o tsunami, e reanimar o turismo (que teve uma queda a pique, a maior dos últimos 50 anos)."

Para mim, o Japão vai criar mais uma página da História, desta vez com o título de "Segundo Milagre Japonês".

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Saberão os finlandeses disto tudo?

Não me parece que os finlandeses saibam disto tudo; pelo menos eu não sabia! Mas vale a pena ver até ao fim este clip que eu roubei daqui. Mas que bela mensagem!

terça-feira, 3 de maio de 2011

A morte de Osama bin Laden II

Ora bem, voltando ao assunto de ontem com uma perspectiva internacionalista, não quero repetir o que já foi lido imensas vezes, mas lançar uma série de comentários que me parecem apropriados.

Em primeiro lugar, a grande questão prende-se com as relações Paquistão-EUA: afinal, o que os Estados Unidos fizeram foi uma clara ingerência em território paquistanês e, sem as autoridades daquele país saberem, invadirem uma casa e matarem alguns homens. Até que ponto o Paquistão estará disposto a passar por cima disso?

Por outro lado, afinal como é possível que tantos serviços de inteligência estivessem no encalço de Bin Laden e só dez anos depois o tenha descoberto precisamente numa mansão (quem não o imaginava num Bunker tipo Hitler, debaixo de terra, com um batalhão de homens armados ao seu redor?) a alguns quilómetros de uma base militar paquistanesa e a pouca distância da capital do país? Falhas? Jogos diplomáticos? Cooperação paquistanesa? Mentira americana? Mataram Bin Laden e mais duas ou três pessoas apenas? Não havia homens armados prontos a proteger o líder da organização? Neste momento, não consigo responder; e duvido que o possa fazer nos próximos tempos.

Os russos, muito afeiçoados a teorias da conspiração contra os americanos,  dizem que as fotografias e o Photoshop, o corpo atirado ao mar e coisas afins não passam de uma encenação americana; mais uma vez, lançam as dúvidas ao ar para minar a confiança em Washington e nós ficaremos com elas. Mas, de facto, fazer uma cerimónia fúnebre dentro de um avião e atirar o corpo ao mar soa-me de forma tão estranha que a minha mente se torna incapaz de fazer qualquer análise objectiva e ponderada sobre a questão.

Regressando a assuntos sérios, para além do futuro das relações com o Paquistão, o futuro da própria Al-Qaeda está em cima da mesa – não sou especialista em terrorismo e deixo o assunto a quem dele percebe verdadeiramente (e vários teóricos debruçam-se sobre ele aqui), mas aquilo que sei é suficiente para afirmar que a morte de um líder emblemático de uma organização transnacional terrorista, o seu fundador e desde sempre líder, não traz necessariamente um arrefecimento na actuação dessa mesma organização; muito pelo contrário, as bases, inflamadas pelo ataque do inimigo, do infiel, poderão muito facilmente reatar as suas paixões mais anti-ocidentais e envolver-se activamente em ataques de variada natureza. Para mim, a morte de Bin Laden foi o acender de um rastilho e não, como muitos afirmam, suficiente para trazer mais segurança ao mundo.

Não podemos igualmente esquecer-nos que os terroristas vivem da mediatização; da transmissão ao mundo do sofrimento que causam em nome de um ideal – e essa mediatização está agora a ser-lhe dada e continuará nos próximos dias; a causa islâmica fundamentalista está no foco das atenções, como tanto gosta e de que tanto precisa.

Para terminar, deixo aqui algumas questões para reflexão: será este o momento dos islâmicos mostrarem ao mundo como não têm nada a ver com organizações como a Al-Qaeda? Distanciar-se das acções deste grupo terrorista que tantos muçulmanos matou e que, segundo muitos estudiosos do Corão, interpretam erroneamente o seu conteúdo?

Considero este excerto do Público especialmente importante:

“O homem que ajudou Osama bin Laden e Ayman al-Zawahiri a criar a Al-Qaeda e se tornou no primeiro teórico da guerra santa disse, num novo manifesto, que “é proibido cometer actos de agressão, mesmo que os inimigos do islão o façam”. A revisão da sua doutrina criou ondas de choque dentro e fora do movimento islamista. 

Uns avaliaram que a organização ficou ferida de morte, porque foi abandonada pelo guru que legitimava o terrorismo. Outros desvalorizaram a influência de um veterano jihadista sobre uma nova geração da Internet que talvez nunca tenha ouvido falar nele. Outros ainda distinguiram entre uma crítica à estratégia e o (não) abandono dos objectivos finais.

A “deserção” do Dr Fadl tornou-se conhecida, em Maio de 2007, quando fez chegar um fax ao jornal árabe Asharq al-Awsat exortando a que as operações da jihad fossem levadas a cabo segundo a Sharia (lei islâmica). E a Sharia, assegura este cirurgião de 58 anos, não aprova o assassínio de civis e de estrangeiros, o uso de escudos humanos (raptos), o roubo e destruição de propriedades. Estes crimes são contraproducentes e devem cessar, sentenciou, citando o Corão: “Combatam pela causa de Deus os que vos combatem, mas não ultrapassem os limites, porque Deus não ama os transgressores”.


A minha última referência vai agora no sentido desta ligação que contém algumas afirmações atribuídas a Bin Laden, que provam tão simplesmente que este homem (e outros que o seguem) era um mentecapto.

segunda-feira, 2 de maio de 2011

A morte de Osama bin Laden

A morte de Osama bin Laden foi anunciada esta madrugada pelo Presidente dos Estados Unidos. Não posso dizer nada que ainda não tenha sido dito; posso apenas reforçar aquilo que me parece ser importante numa altura destas e, principalmente, sobre a perspectiva das Relações Internacionais.

Em primeiro lugar, penso que não seja bom exultar a morte de um ser humano seja ele qual for.

Merkel festejou.
A UE festejou.
Portugal idem.
Praticamente toda a gente


 Que a sua morte possa ter sido percepcionada como um alívio ou um sentimento de justiça por aqueles que sentiram de perto o sofrimento e a morte de milhares de pessoas em atentados que o senhor tenha planeado, compreendo perfeitamente. No entanto, o problema do fundamentalismo e do terrorismo, da violência e do terror gratuitos, do prazer em causar dor e sentimento de perda tem que ser analisado com uma serenidade que um momento como este não dá. As razões que subjazem à existência de movimentos deste género e a melhor forma de preveni-los devem, na minha perspectiva, conduzir todos aqueles com responsabilidades, quer seja a Academia quer os líderes políticos. Para mim, e ainda antes de avaliar o lado internacionalista da questão, a celebração de qualquer morte não faz sentido; assim como não faz a pena de morte ou outras coisas semelhantes – apesar de compreender, como já disse, que este sentimento de vingança possa existir naqueles que sofreram. Ainda assim, como assunto de estado, não houve justiça. Houve uma morte em resposta a outras mortes, elas próprias criticadas. Não aponto o dedo à administração Obama que cumpriu uma das estratégias mais desejadas por todos, mas celebrar um morte continua a ser muito difícil de digerir para mim.

(Amanhã o resto do post, a tal versão mais internacionalista. Agora foi só um desabafo.)

E a guerra continua

A decisão da NATO em enviar para a Líbia forças militares para apoiarem os rebeldes que tentam demover Khadafi do poder originou reacções muito diversas. No entanto, contava-se que, apesar das críticas, essa presença fosse uma ajuda valiosa para aqueles que faziam a luta com os escassos recursos que possuíam. Tal demorou a verificar-se e só muito tempo depois da entrada da NATO no país (e algumas asneiras depois) é que as forças aliadas têm investido mais na "acção", como podemos ler aqui ou aqui.

Agora que a guerra começa a tornar-se ainda mais dura e cruel, como todas as guerras conseguem ser, a reacção execrável de Khadafi é armar os civis para retaliaram as investidas daquela organização militar. Até quando continuaremos a assistir a uma espectáculo triste como este? Porque apoiam tacitamente os países ocidentais estes ditadores, ignorando qualquer valor ou ética que essa acção possa ter? Quantas vidas têm custado e custarão esses negócios da China e essas ligações amigáveis com déspotas que lhes pouparam uns quantos euros no orçamento?

domingo, 1 de maio de 2011

Síria, mais uma a caminho

Pois e na Síria continuam as manifestações, os ataques e as mortes, o sofrimento e a luta. O Médio Oriente está em ebulição e ninguém consegue prever como e quando tudo isto vai acabar. A luta pela liberdade e pela democracia parece ser o denominador comum a todos os casos deste género - Tunísia, Egipto, Líbia, Síria, Iémen, Jordânia,...

Os líderes despóticos destes países, neste caso o líder sírio, Bashar al-Assad, estão colados ao poder, envolvidos na corrupção e no autoritarismo arbitrário destes países. A população não está, natural e compreensivelmente, satisfeita e, tal como o dominó de que falava há umas semanas aqui no blogue, os exemplos dos vizinhos têm dado força para iniciar essa batalha contra aqueles que recusam aos cidadãos os direitos que estes têm e a possibilidade de uma vida mais próspera que se desenha no horizonte.

Mas isto em um preço: na Síria, as manifestações têm sido dispersadas com violência e sem escrúpulos (pelos vistos com a ajuda do Irão), custando a muitos a sua vida e a outros tantos a dor da perda. No entanto, no futuro, os filhos desta revolução estarão agradecidos e prestarão homenagem àqueles que lhes permitiram uma vida mais digna.