quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

As revoluções no Médio Oriente 3,5

(Um post entre o de hoje e o de amanhã que é continuação do anterior para comentar algo muito rapidamente!)

Pois que afinal os militares egípcios não eram tão compreensivos como isso, como pode ler-se nesta notícia do Público. Apesar de quase toda a gente os considerar um elemento neutro, que even tualmente serão, de acordo com várias instituições, terá havido violência contra os opositores do regime na forma de tortura, nomeadamente. Isso, sim, é imperdoável - quer aos soldados que o fizeram se não tinham essas ordens, quer aos oficiais que assim o exigiram. 

De qualquer forma, hoje estava eu todo feliz à espera de ouvir Mubarak a resignar e só veio com aquela conversa de não voltar a recandidatar-se... Esperava mais... 

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

As revoluções no Médio Oriente III

Já referi por várias vezes o papel dos meios de comunicação na revolução tunisina (e nas restantes a que temos assistido); por isso aqui ficam duas notas sobre esse tema:

1.      A frase twittada inúmeras vezes, da autoria de Mona Eltahawy, não poderia ser mais certa e não deixou de agravar os próprios sentimentos que descrevia,  numa lógica de profecia que se cumpre a si mesma: “Cada líder árabe está a olhar para a Tunísia com medo. Cada cidadão árabe está a olhar para a Tunísia com esperança e solidariedade.”

2.      “A história de Shaheera Amin, a jornalista que se juntou aos revoltosos” (notícia do Público que pode ser lida aqui )

A Paz em risco IV

Li agora a notícia que um Ministro do Sul do Sudão, que será um país independente em Julho, foi assassinado pelo seu motorista, que matou ainda um segurança e se suicidou em seguida.

A lamentar a morte dos senhores, o extremismo desta acção e o seu infeliz simbolismo neste contexto específico...

Formação - pós-doutoramento

Para quem já puder...

Anglo-German “State of the State” Postdoctoral Fellowships
2-year Postdoctoral Fellowships in Political Science or Law, based at the University of Oxford
The Universities of Bremen and Göttingen (Dept of Politics) and the University of Oxford (Dept of Politics and International Relations & Institute of European and Comparative Law) invite applications from scholars for a number of two-year postdoctoral Fellowships based mainly at the University of Oxford.
The Fellowships are open to people of all nationalities who work in the fields of political science, law, history, sociology or economics. The only restriction is that the Fellows should work on the transformation  of the modern state (broadly conceived) with a focus on Western Europe and/or European integration. The programme welcomes international comparative perspectives extending to all parts of Europe as well as comparisons between the European Union and other regional blocks.
This Fellowship Programme, which has been running since September 2009, aims to enable outstanding scholars at the start of their careers to spend time in an intellectually stimulating environment and to turn their finished doctoral theses into an English-language manuscript suitable for publication with a good university press. The programme also intends to establish an international network of leading scholars specialising in the study of the state.
The new Fellows will start in September 2011.  The Programme is open to scholars who hold a doctorate in a relevant discipline (political science, law, history or economics) or can provide evidence of imminent completion (the oral examination must take place by July 2011). To be eligible, applicants should not have completed more than 2 years of academic work after finishing their doctorate by the application deadline.
The closing deadline for applications is 12:00 CET on 28 February, 2011. Please send or email applications to Professor Lothar Probst, InIIS, Linzerstr. 4, D-28359 Bremen, Germany (lothar.probst@iniis.uni-bremen.de).
The further particulars for the fellowship programme can be found here:  http://www.politics.ox.ac.uk/index.php/research-projects/anglo-german-project.html
For further information, please contact Dr Sara Hobolt (sara.hobolt@politics.ox.ac.uk).

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Actualização

Hoje o número de manifestantes parece ter batido todos os recordes no Egipto, o que comprova a teoria de que, à semelhança dos tunisinos, os egípcios também não desertarão até conseguirem o seu objectivo último: expulsar Mubarak do poder.

O entusiasmo da população, segundo alguns sites noticiosos, rejuvenesceu com o incentivo do ex-detido (por 12 dias) executivo da Google que afirmou que o herói não era ele, mas todos aqueles que parmaneciam naquela Praça a exigir a satisfação dos seus pedidos. 

Isto é a manifestação clara daquilo que teoricamente nos fartamos de falar: a soberania popular.

As revoluções no Médio Oriente II

Como disse já, a revolução tunisina começou com o desespero do jovem que se imolou e não mais teve uma pausa até a população conseguir o seu objectivo final e último: a verdadeira democracia e a deposição do Presidente e dos seus governantes.

Não chegaram promessas de não recandidatura, não chegaram mudanças cosméticas de ministros. Em quase um mês, as manifestações não descansaram até que o povo conseguiu que o Presidente tunisino abandonasse o país. E aí, depois do desespero e do sofrimento, veio a catarse, a libertação.

No poder desde 1987, Bem Ali foi, para muitos, o único líder conhecido do país, após o seu golpe de estado e da consequente governação absoluta e completamente “ademocrática”.

Note-se que a imolação inicial, os suicídios que entretanto ocorreram, as mortes às dezenas e as manifestações aos milhares conseguiram depor o primeiro líder árabe desde Saddam Hussein, numa revolução que começou por ser palaciana, mas que foi popular. Popularíssima.

Hoje, deixo aqui o testemunho de um desses jovens que vale a pena ler (e que nos acrescenta ainda o papel do WikiLeaks no reconforto da própria população que se sentiu apoiada, ainda que muito discretamente):

“I am part of the new generation that has lived in Tunisia under the absolute rule of President Ben Ali.
In high school and college, we are always afraid to talk politics: "There are reporters everywhere," we are told. Nobody dares discussing politics in public; everyone is suspicious. Your neighbour, your friend, your grocer might be Ben Ali's informer: do you or your father want to be forcibly taken to an undefined place one night at 4am?
We grow up with this fear of activism; we continue studying, going out and partying, regardless of politics.
During high school, we begin to find out the intricacies of the "royal" family and hear stories here and there – about a relative of Leila [Trabelsi, the president's wife] who took control of an industry, who has appropriated the land of another person, who dealt with the Italian mafia. We talk and discuss it among ourselves – everybody is aware of what's going on, but there is no action. We quickly learn that Tunisian television is the worst television that exists. Everything is relayed to the glory of President Ben Ali, who's always shown at his best. We all know he dyes his hair black. Nobody likes his wife, who has a wooden smile: she never seemed sincere.
We do not live, but we think we do. We want to believe that all is well since we are part of the middle class, but we know that if the cafes are packed during the day, it is because the unemployed are there discussing football. The first nightclubs open their doors and we begin to go out, to drink and enjoy the nightlife around Sousse and Hammamet. Other stories are circulating – about a Trabelsi who gave someone a horrible kicking because he felt like it, or another who caused a car accident only to return home to sleep. We exchange stories, quietly, quickly. In our own way, it is a form of vengeance: by gossiping, we have the feeling we're plotting.
The police are afraid: if you tell them you're close to Ben Ali all doors open, hotels offer their best rooms, parking becomes free, traffic laws disappear.
The internet is blocked, and censored pages are referred to as pages "not found" – as if they had never existed. Schoolchildren are exchanging proxies and the word becomes cult: "You got a proxy that works?"
We all know that Leila has tried to sell a Tunisian island, that she wants to close the American school in Tunis to promote her own school – as I said, stories are circulating. Over the internet and under the desks, we exchange "La régente de Carthage" [a controversial book about the role of Leila Trabelsi and her family in Tunisia]. We love our country and we want things to change, but there is no organised movement: the tribe is willing, but the leader is missing.
The corruption, the bribes – we simply want to leave. We begin to apply to study in France, or Canada. It is cowardice, and we know it. Leaving the country to "the rest of them". We go to France and forget, then come back for the holidays. Tunisia? It is the beaches of Sousse and Hammamet, the nightclubs and restaurants. A giant ClubMed.
And then, WikiLeaks reveals what everyone was whispering. And then, a young man immolates himself. And then, 20 Tunisians are killed in one day.
And for the first time, we see the opportunity to rebel, to take revenge on the "royal" family who has taken everything, to overturn the established order that has accompanied our youth. An educated youth, which is tired and ready to sacrifice all the symbols of the former autocratic Tunisia with a new revolution: the Jasmine Revolution – the true one.”

(O artigo foi retirado daqui.)

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

A paz em risco III

Num terceiro post sobre a questão sudanesa, deixo alguns excertos de um interessante artigo do Público, da autoria de Jorge Almeida Fernandes que pode ser lido na íntegra aqui. 

“Os americanos tendem a olhar o conflito em termos de “choque das civilizações”. Para as igrejas pentecostalistas americanas, o Sudão é um palco da guerra entre o islão e a cristandade. Para os negros americanos, é a emancipação dos antigos escravos contra os esclavagistas árabes. Não é o petróleo que faz mover Washington: é a localização geopolítica do país e, sobretudo, a opinião pública americana. 

As coisas são mais complicadas. O conflito remonta a dois momentos distintos. O primeiro é a constituição do Sudão moderno. O segundo é a longa guerra Sul-Norte. 

O Sudão sempre foi uma área de interesse do Egipto: é vital para o controlo da água do Nilo. Foram os egípcios que o unifi caram e colonizaram a partir de 1821. Suplementarmente recrutavam no Sul escravos e soldados. Foram varridos por uma revolta políticoreligiosa, a do Mahdi, em 1883, que se estendeu a todo o país. Os britânicos, que tinham o desígnio de unir o Sudão à Cidade do Cabo por um caminho-de-ferro, socorreram o Egipto e, à segunda tentativa, em 1899, esmagaram o exército do Mahdi e estabeleceram um condomínio anglo-egípcio sobre o Sudão. Durará até à independência. O Cairo foi determinante na manutenção da unidade sudanesa: sempre o Nilo, que determina a sua economia.

(…)

O Egipto, sempre preocupado com o acordo de distribuição da água do Nilo, continua a exigir a unidade sudanesa. A União Africana reafirma a intangibilidade das fronteiras e teme um efeito “bola de neve” sobre outros focos secessionistas. Mas os países da África Oriental apoiam a independência – vêem no novo Estado a fronteira geopolítica entre a esfera africana e a esfera árabe do continente, uma “segunda descolonização”.

O destino de Bashir 

Omar al-Bashir tomou o poder em Cartum em 1989, tendo como mentor o teórico islamista Hassan al- Tourabi. Este terá tentado destituir Bashir em 1999. Foi ostracizado e depois preso. Libertado em 2005, é o pesadelo do poder. Ele e os nacionalistas, de inspiração nasserista, acusam agora Bashir de vender o país e anunciam antecipadamente uma revolta contra a independência do Sul. O mesmo fazem, em tom agressivo, outros países árabes e todos os islamistas. Bashir responde que, em caso de secessão, a lei islâmica será radicalizada no Norte.

Os islamistas temem perder uma base. Os EUA fazem promessas a Bashir se ele se “portar bem”. É uma incógnita. Se o Sul se arrisca a ser um “Estado falhado”, a separação fará do Norte um “país pobre”. Bashir não tem condições para recomeçar a guerra no Sul. Mas que acontecerá se for derrubado?

A porta de saída seria um rápido acordo entre Cartum e Juba sobre o petróleo, o que não é simples, pois entram em choque as ambições. O Quénia gostaria de ver o petróleo sudanês escoado por um porto seu, o que incentiva o Sul a subir a parada. A China, principal explorador do petróleo sudanês, pode ser a chave. Não quer guerra. Será o mediador mais eficaz. 

Como quase sempre, a sorte ou a tragédia de um país são desenhadas pela sua riqueza: neste caso, as águas do Nilo e o petróleo.”

Pois... E agora?

Pois... E agora?

domingo, 6 de fevereiro de 2011

As revoluções no Médio Oriente

“Revolução” é a palavra mais cara ao status quo e ao establishment. Quando uma revolução arranca, o resultado é dificilmente previsível. A repressão é frequentemente usada; o sofrimento, a morte e o sangue abundam. Mas, paradoxalmente, é também uma altura de alegria e exultação. É magnífica essa capacidade humana de revolução, de manifestação de sentimentos, que é, afinal, do que se trata.

Nos próximos dias, escreverei algumas notas sobre este movimento, já muito debatido, mas ainda assim interessante e importante.

Tudo começou na Tunísia. Não por nenhum motivo em especial em termos políticos, ou talvez sim. E é isso que esta onda de democratizações está a trazer de novo: as revoluções foram, como dizia uma notícia do Público, revoluções do Twitter, do Facebook, da Al-Jazira. Eu acrescentaria os telemóveis, a Internet – em suma, é a revolução trazida pela comunicação e pelos meios que a facilitam; pelo conhecimento, pela awareness.

A imolação do jovem tunisino foi o acender do rastilho – a revolta de um só indivíduo que lembrou a muitos outros aquilo que lhes aconteceu, acontece ou aconteceria; o quão difícil é cooperar com um governo corrupto e uma forma de governação injusta. As redes sociais e os meios de comunicação, nomeadamente a Al-Jazira, fizeram o resto:

“As redes sociais ajudaram. A WikiLeaks terá tido um pequeno papel, com telegramas a mostrarem que não eram só os tunisinos que viam a família Ben Ali como uma máfia - os norte-americanos também. Mas a "velha" Al-Jazira teve um papel fundamental, difundindo para as massas aquilo que os ciberactivistas publicavam na Web.” (artigo do Público que pode ser lido aqui)

Curiosamente, como indica o mesmo artigo, a Tunísia é o país do Magrebe com maior número de internautas. Ora, o rastilho rapidamente se incendiou e a imagem que retirei daqui passou a fazer sentido.


sábado, 5 de fevereiro de 2011

A paz em risco II

Já há vários dias, escrevi um comentário sobre a situação no Sudão. Apesar de haver alguma distância em termos de tempo, não queria deixar por aí pontas soltas.

Como disse por várias vezes, não sou especialista em África; mesmo assim, arrisco alguns comentários:

O risco de desintegração do Sudão era já bastante elevado. Como se sabe, este país é geograficamente imenso, o que não significa nada por si só, mas que, juntamente com outros factores importantes, nos remete para uma análise mais cuidada da sua integridade. Por exemplo, em termos religiosos, a divisão Norte/Sul ou Muçulmana/Cristã deve ser tida em conta nessa mesma análise. Economicamente falando, o petróleo está no sul e tem que ser exportado pelo norte.

Agora, até que ponto será possível criar dois estados funcionais? Desconheço a realidade sudanesa, mas, pelo que li, não há estruturas burocráticas nem um exército no sul do país, nomeadamente. E isso pode constituir um grande perigo para a concretização desta divisão.

Isto porque, apesar de 99% dos que foram às urnas quererem esta cisão, o que é facto é que o problema está na sua concretização prática. No entanto, a taxa de participação de 60% demonstra precisamente que há uma vontade popular na constituição de uma nova entidade soberana e na sua separação de um estado com o qual, pelos vistos, não se identifica. E, segundo o direito internacional, os povos têm direito à sua auto-governação, à sua auto-determinação e o tempo dos impérios multiétnicos já passou, em princípio. A minha única preocupação é a paz; a paz e a segurança dos cidadãos que espero que esteja assegurada – piorar, penso que não piora.

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Regresso e Novidade útil!!

Por vários motivos, maioritariamente profissionais/académicos, tenho estado afastado do blogue, mas isso vai mudar a partir de amanhã. Já escrevi um conjunto de textos que irei publicando diariamente sobre os acontecimentos do nosso mundo.

Para hoje, deixo um extraordinário blogue que descobri e que disponibiliza online imensos livros em formato pdf – os mais variados assuntos internacionais são tratados em dezenas de livros! Vale bem a pena uma visita ao blogue ou ainda a subscrição dos RSS! Podem encontrá-lo aqui. 

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Curso


O Instituto da Defesa Nacional vai realizar o Curso de Gestão Civil de Crises 2011 (CGCC 2011), decorrendo os três módulos nas datas seguintes:

- módulo 1, “A União Europeia e a Gestão Civil de Crises”, de 28 de Fevereiro a 04 de Março de 2011;

- módulo 2 “As crises e os organismos europeus, interlocutores nacionais e relações com OI e ONG”, de 04 a 08 de Abril de 2011;

- módulo 3, “O Planeamento de uma operação de gestão de crises”, de 30 de Maio a 03 de Junho de 2011.

O Curso de Gestão Civil de Crises (CGCC) tem por finalidade contribuir para a sensibilização e formação de quadros intermédios e superiores das estruturas do Estado e da sociedade civil, habilitando-os a intervir em questões relacionadas com crises em ambientes multilaterais.
As candidaturas para a frequência do CGCC 2011 estão abertas no período de 18 de Janeiro a 15 de Fevereiro de 2011.
Poderá consultar o programa do curso e outras informações em  http://www.idn.gov.pt/index.php.

Curso


Invenção do Oriente na Arte Ocidental
Curso Livre :
Prof. Dr. Manuel de Castro Caldas,  Director do Ar.Co
Duas sessões,   12 e 19 de Fevereiro
Sessões aos sábados, das 10.30 às 13.00 
Sinopse
A invenção ocidental do Oriente tem uma história, uma psicologia, uma política, uma antropologia, etc. O sonho do Oriente é, de igual forma, um fantasma, uma necessidade, uma construção, um pretexto e um alibi. Os orientalismos são como que sintomas de uma civilização - a nossa.
Centrando-se nos registos da arte ocidental, o curso tentará esquissar um retrato dos pressupostos filosóficos e ideológicos e das dimensões temáticas da invenção ocidental do Oriente
I - O Oriente antes do Orientalismo. Outro entre muitos Outros.
II – Imagem e política: o Orientalismo do Séc. XIX e a sua sobrevivência no Séc. XX.

Evento


CONVITE 
A Fundação Luso-Americana para o Desenvolvimento e  Edições Almedina têm o gosto de convidar V. Exª para a apresentação do livro

Repúblicas em Paralelo
  Portugal e Estados Unidos da América

A obra será apresentada pelo Prof. Doutor José Medeiros Ferreira

Livraria Almedina-Atrium Saldanha (Segunda-feira) dia 7 de Fevereiro - 18,30h

“Repúblicas em Paralelo. Portugal e Estados Unidos  da América” é  a mais recente publicação da Fundação Luso-Americana. É uma obra  bilingue e resulta do colóquio promovido pela FLAD em Maio de 2010 -  no âmbito das Comemorações do Centenário da República em Portugal – reunindo contributos de Alexander Keyssar, da Universidade de Harvard, Horst Mewes, da Universidade do Colorado - Boulder, António Reis, da Universidade Nova de Lisboa (Universidade Nova de Lisboa) e Fernando Catroga, da Universidade de Coimbra. José Esteves Pereira, vice-reitor da UNL, é autor da síntese conclusiva.

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Evento, Concurso


The International Organization for Migration, with funding by the European Union, is organizing a competition for university/college students to submit articles and documentaries on migration and integration-related issues.

What? An international media competition for articles and documentaries
Who?  For university or college students in the EU (ages 18-28)
Where? Submissions must address media and migration issues in Hungary, Czech Republic, Latvia, Lithuania, Romania or Slovakia
When? Submissions are due 4 April 2011

What are the prizes for each category? First prize: 1,000 EUR. Second prize: 500 EUR. Third prize: 200 EUR (6 prizes in total). In addition, the winners will be invited to an award ceremony at an international conference in Budapest with costs covered.

Description of submissions: All submissions must be in English (English subtitles acceptable for documentaries) and must have been created in 2010 or by the submission deadline (4 April 2011). The topic needs to creatively address issues surrounding migrants, integration, and/or cultural diversity in Hungary, the Czech Republic, Latvia, Lithuania, Romania or Slovakia. Examples might be a young migrant’s struggle to adapt to a new culture, a story of a successful integration and adaptation to the new country, an organization that is doing something unique to work with immigrants, etc. Articles must be between 1,500 and 3,000 words. Documentaries must be between 5-10 minutes, including title and end credits. Any submissions falling outside of these word and time restraints will not be considered.  Applicants can send a submission for only one of the two categories. Submissions must be non-published and cannot have received an award through another competition.

For more information and to access the application documents, please visit www.mits-eu.org or contact the organizers at competition@mits-eu.org.

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Evento


O Presidente da Comissão de Defesa Nacional tem a honra de convidar V. Exa. para a Conferência A NATO NO PÓS-LISBOA, que terá como orador principal o Supreme Allied Commander Europe  (SACEUR) e decorrerá no próximo dia 2 de Fevereiro de 2011, às 10h00, na Sala do Senado da Assembleia da República (programa em anexo).

Por favor inscreva-se aqui. As inscrições On-line encerram 12:00 do dia 01 de Fevereiro de 2011

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

In Memoriam


Descobri, através de vários blogues, que hoje se comemora o Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto. Como insisto vezes sem conta, dias como este são fundamentais para nunca deixarmos cair no esquecimento aquilo que não deve e não pode ser esquecido.

Deixo links com informações relativas ao dia aqui e aqui e a intervenção de um sobrevivente cigano deste desastre no Parlamento alemão cuja tradução pode ser lida aqui.

Pelo sofrimento e pela vida humana.

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Emprego

Aqui segue informação para divulgação!

Dear all,

with apologies for cross-posting, please see below a vacancy notice at Maastricht University:

Post-doc position at the Department of Political Science at Maastricht University

In the context of a collaborative research project on the role of national parliaments in the European Union, with partners in France, Germany and the UK, Maastricht University has advertised the position of a 3-year postdoctoral research fellow, starting on 1 June 2011. Please see http://www.academictransfer.com/employer/UM/vacancy/7955/lang/en/ for further details. Please direct any enquiries to Thomas Christiansen (t.christiansen@maastrichtuniversity.nl) or Christine Neuhold (c.neuhold@maastrichtuniversity.nl).

Boa notícia

A ETA continua empenhada no processo de cessar-fogo, que adjectiva de permanente e verificável. De facto, até agora tem sido verificável esse apaziguamento dos separatistas bascos e penso que as suas intenções são sérias. É uma boa notícia e seria ainda melhor se continuasse a confirmar-se, ao mesmo tempo que um diálogo democrático era desenvolvido com esta região espanhola.

(De Espanha veio também a óptima notícia de que a televisão pública não transmitirá mais touradas! Well done!)

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Evento, Call for papers

Annual Scientific Meeting of the International Society of Political Psychology (ISPP)

July 9th - 12th, 2011
Istanbul, Turkey
"Cooperation and Human Societies: Towards a Multidisciplinary Political Psychology"
Program Chairs: 
Elizabeth Theiss-Morse (University of Nebraska-Lincoln) and Kevin Durrheim (University of Kwazulu-Natal)

Conference Chair: 
Hale Bolak (Bilgi University, Istanbul)

ISPP 2010-11 President: 
Leonie Huddy, Stony Brook University

This year's conference theme reflects growing interdisciplinary evidence of cooperation as a critical foundation for the development of human societies. Frequently, political psychology has focused on the negative aspects of human nature, examining the political implications of intergroup conflict, violence, nationalism, prejudice, and discrimination. Yet across numerous social science subfields including evolutionary psychology, developmental psychology, political economy, political theory, and social psychology there is growing awareness of the pervasiveness of human cooperation and its centrality to group life. Conflict and cooperation are opposing but omnipresent and often co-existing features of human societies.
Istanbul provides an excellent setting in which to examine this theme, straddling Asia and Europe, blending the secular and religious, and serving as a reminder of much consequential world history (both cooperative and conflictual). In a globalized world, human cooperation has the potential to minimize religious, geographic and cultural differences. What better place to examine these issues than in cosmopolitan Istanbul?
To address this year's theme, the program committee hopes to create a setting in which diverse scholars can come together to discuss the ways in which positive aspects of human nature influence political phenomenon. We are particularly interested in bringing together different perspectives and new findings from the fields of anthropology, biology, economics, philosophy, political science, and psychology to create an exciting intellectual forum in which scholars can exchange views and work towards the development of a political psychology that focuses on both positive and negative facets of human behavior.

Format

Paper and Panel proposals: Each panel normally includes up to four papers addressing a common substantive topic, a chair, and up to two discussants. We accept individual paper submissions, which subsequently will be grouped into panels with similar papers, and will be assigned a chair and (possibly) discussants. We also accept proposals for complete panels that include all papers and identify the chair and discussant (if you choose to utilize discussants), which can be submitted by the panel chair as a complete session.
Posters: Poster sessions are designed to present research projects in all their phases. Posters can include information on data, results, conclusions, applications, or implementation of instruments and techniques. The aim of poster sessions is to be interactive and to provide exchange and discussion of ideas between the poster's author and the people viewing the posters. We accept individual poster proposals, which should be submitted to the appropriate section chairs.
Discussants and Chairs: Because every panel will have a chair and many will have discussants who will help to stimulate discussion and valuable feedback, all presenters at the conference will most likely be assigned the role of discussant or chair at a panel on which they are not presenting a paper. If you would like to serve in this role for a specific area of study that fits your interests and expertise, you can submit a request through the online submission system.
Roundtables: Roundtables involve two or more presenters who articulate their views on a particular topic. This can be a research area, a particular book, a method, or some other topic. We accept only proposals for whole roundtables, including the participants and a chair, which can be submitted by the roundtable chair. We do not accept individual proposals to join a roundtable.
Workshops: Workshops serve to instruct or give the audience practice in methods for political psychological research or might focus on practical program training relevant to political psychology. Workshops not charging additional fees will be given the same time slots as the other formats. Those who wish to require a fee for materials and/or need a longer time slot to conduct a workshop should contact the program chairs. We accept proposals for workshops, which can be submitted by the workshop chair. We do not accept individual proposals to join a workshop.
There will also be 60-minute keynote addresses as well as 60-minute keynote discussions where two or more people will debate an issue of importance. These will be solicited for the program by invitation only.

Sections

Individual papers and posters, as well as entire panels, roundtables, and workshops can be submitted to a maximum of two of the 11 sections listed below, with one designated as the presenter's first choice and the other designated as second. Each section is marked with keywords associated with its most relevant topics, to assist participants in identifying the sections that best match their research interests. A list of section chairs is posted on our conference website: http://ispp.org/meet.html.

2011 - Istanbul Sections Key Words

  1. Political conflict, violence, and crisis Political crises, natural disasters, conflict, violence, genocide, ethnic cleansing, war, peace.
  2. Intergroup relations Stereotyping, prejudice, belonging, othering, solidarity, cohesion, social dominance, legitimacy, permeability.
  3. Leadership and political personality Political leaders, elites, political personality, accountability, reputation.
  4. Electoral behavior and public opinion Voting, political campaigns, vote choice, political beliefs and values
  5. Political communication Mass media, Internet, framing, priming, persuasion, advertising, propaganda, deliberation.
  6. Political culture, identity, and language Political and national identities, political discourse, cultural memory and identity, political narratives
  7. Political decision making Cognition, affect, motivation, information processing, heuristics, biases, impression formation, political learning
  8. Civic engagement and civic development Citizenship, civic engagement, participation, democratic values, civic education
  9. International relations, globalization, macropolitical issues Globalization, transitional politics, global and local economy, societal and environmental change, international negotiation
  10. New theoretical and methodological developments New areas of study and application, methodological developments, theoretical developments, critiques and controversies
  11. Social inequality and social change Tyranny, poverty, social justice, political alienation, social movements, collective action
The International Society of Political Psychology and the Chairs for the 2011 conference emphasize methodological and theoretical plurality in all participations and welcome all approaches and all topics.

Proposal Submission

Submission of proposals opens in October 2010. To submit your proposal, visit the ISPP Annual Meeting website at: http://convention2.allacademic.com/one/ispp/ispp11 where you will be able to submit your proposal electronically. In order to contain the size of the conference and limit the number of parallel sessions, participants will be limited to no more than two presentations of a given type (paper, poster, roundtable, workshop). The deadline for submissions of proposals is February 4, 2011.
Please note that all presenters, panel chairs, and discussants will need to register and pay for conference attendance. Also, if your paper submission is accepted, you will be expected to electronically upload a copy of your research paper online for panel chairs, discussants, and public archives. You are also expected to distribute it by email to all members of your panel (other presenters, chair, and discussant). Finally, if your submission is accepted, you may be assigned a presentation time on any of the days of the conference.
We look forward to your participation. If you have any questions, please do not hesitate to contact us at ispp.conference@yahoo.com

Evento


New ISPP Summer Academy


In July 2011, ISPP will launch the inaugural International Society of Political Psychology - Summer Academy (ISPP - SA) which will occur from July 6th till 8th in Istanbul, Turkey, just prior to the 2011 annual meeting. The ISPP - SA is designed as a three-day workshop, to be held each year immediately prior to the ISPP annual meeting, and aims to train interested faculty and students in both foundational and cutting edge research in the area of political psychology. The Summer Academy's central objective is to spread interest and promote training in political psychology around the world. The Summer Academy will occur in conjunction with the ISPP International conference, providing its fellows a unique opportunity to engage with a truly international mix of participants.
ISPP invites applications for the ISPP - SA program from Turkish and international scholars interested in learning more about political psychology. The three-day Summer Academy will hold morning and afternoon seminars and break-out discussion sessions, and will include a number of social events for instructors and fellows. The Summer Academy will address a variety of theoretical issues and key methodological approaches to political psychology; likely topics include Foreign Policy Decision Making, Social Identity, Power and Conformity, Intergroup Violence and Conflict, Multiculturalism and Integration, Social Hierarchies, Terrorism, Media Impact and Political Communication Effects. Instructors will include internationally prominent political psychologists from the fields of psychology and political science. The Summer Academy fellows will be expected to attend the ISPP annual meeting in Istanbul, from July 9th till 12th, which will include several special events and sessions for Summer Academy fellows.
The deadline for applications is February 4, 2011. For more information about the program please contact Tereza Capelos, ISPP - SA Director,T.Capelos@surrey.ac.uk.

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Começam a mudar-se os ventos...

Os ventos começam, talvez, a mudar-se para Israel. Segundo esta notícia do Público, um conjunto de diplomatas europeus elaborou um documento manifestamente contra a actual política de Israel face ao conflito com a Palestina. Como as recomendações desses diplomatas eram, até certo ponto, controversas, ao proporem medidas concretas mais duras do que os meros statements oficiais, o documento não foi apresentado oficialmente.

Pode ler-se no artigo do Público:

"Assim os diplomatas, na maioria cônsules, recomendaram vários passos sem precedentes: que responsáveis e políticos da União Europeia se deveriam abster de visitar gabinetes governamentais israelitas localizados para além da “linha verde”, definida em 1948, e que deveriam também rejeitar ter segurança israelita na Cidade Velha e noutros locais de Jerusalém Oriental, segundo o diário israelita “Ha’aretz”, que teve acesso ao documento.


Os diplomatas discutem a possibilidade de impedir “colonos violentos de Jerusalém Oriental” de entrar na UE e recomendam a promoção de um boicote a produtos de Jerusalém Oriental. "

Será que vamos mesmo assitir a uma mudança dos ventos e a União Europeia começará a adoptar medidas concretas no sentido de sancionar o pouco envolvimento de Israel no processo de paz?

sábado, 15 de janeiro de 2011

Reacções ao muro

Algumas reacções ao muro que a Grécia pretende construir em Chipre estão listadas neste artigo do EUobserver.

Alguns países contra. A Comissão Europeia declarou que medidas como essa são de curto-prazo e não resolvem o problema, como toda a gente percebe menos alguns. As Nações Unidas juntam-se ao coro. A Grécia chama-os de hipócritas. 

A Turquia, muito diplomaticamente eu diria, não levantou objecções, dizendo que confiava na outra parte depois de saber o volume de imigrantes ilegais que atravessavam a dita fronteira.

Para mim, continua errada esta política. 

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Grão a grão...

... se aproximam os turcos dos curdos.

Pelo menos é o que a notícia do NYT de segunda-feira deixa antever - o resultado de uma política iniciada por Erdogan e pelo Presidente Gul de reaproximação aos turcos. E, sem deixar de compreender as diferenças culturais e étnicas deste povo que vive sob o mesmo aparelho estatal e de todos os conflitos que entre ambos já se desenvolveram, este movimento de compreensão mútua não pode ter senão bons resultados: a paz, as vidas humanas salvas e a liberdade de expressão são os primeiros de todos, aos quais se junta a também desejada, pelo menos para as elites turcas, aproximação à UE.
Um conjunto mais alargado de liberdades tem sido concedido à minoria curda ao longo dos últimos anos e o cumprimento desses mesmos direitos que entretanto lhes foram reconhecidos tem vindo a consolidar-se, como se espera de uma verdadeira democracia - que a Turquia ainda não é, mas para onde caminha.

Fico muito feliz com notícias como esta!