segunda-feira, 9 de maio de 2011

Extrema-direita

Este tema é recorrente aqui no blogue, mas a culpa não é minha; as notícias é que me provocam a ira.

Sou aberta e declaradamente contra qualquer tipo de extremismos, como se sabe - já estou à espera de certas críticas de cenzentismo, mas, ainda assim, ficam aqui um par de notícias relacionadas com este assunto.

A primeira e já menos recente é a das eleições na Finlândia, onde os "Verdadeiros Finladeses" (é sempre cada nome que os partidos extremistas têm...) ocupam agora 39 dos 200 lugares, bastante próximos dos 44 dos vencedores da eleições. O fenómeno é comum e já falei dele em vários posts deste blogue, nomeadamente aqui , aquiaqui ou aqui

Na Hungria, uma comunidade cigana teve que fugir a uma milícia de extrema-direita que organizou campos de treino perto de onde ela estava instalada. 

Por isso, só me resta remeter para essas ligações e para estes resultados, suspirando até conseguir perceber o que vêem os eleitores em soluções que já trouxeram tanto sofrimento ao mundo...

domingo, 8 de maio de 2011

A (radio)actividade do Japão II

Com as consequências da destruição parcial da central atómica de Fukushima ainda bem presentes nas suas vidas e de forma muito tangível, os japoneses disseram adeus ao nuclear.
Mas não disseram só adeus - pediram que se aposte mais em energias renováveis. A consciência dos perigos da energia nuclear tornou-se mais activa com estes acontecimentos e espero que não desvaneça, assim como surja e seja discutida por todo o mundo. É necessário que estes assuntos sejam debatidos e reflectidos, uma vez que diminuir a dependência energética, por exemplo da Europa face ao Médio Oriente ou à Rússia, e diminuir os impactos nefastos das não-renováveis no ambiente são duas vantagens com grande peso e, para mim, grande viabilidade, pelo que conheço, económica, política e ambiental.

sábado, 7 de maio de 2011

A (radio)actividade do Japão

O terramoto que afectou o Japão no passado mês de Março causou uma série de mortos, desalojados, de destruição e sofrimento por todo o país, que reagiu com a típica postura japonesa de resignação.


Esse desastre natural provocou uma queda na previsão do crescimento do país para cerca de metade, segundo a OCDE, recusando falar em recessão - o crescimento agora previsto é de 0,8%. Três situações se destacam, como pode ser lido aqui, que dificultam a recuperação do país:


"construção das zonas devastadas no Norte do país, retoma das ligações eléctricas destruídas pelo terramoto e o tsunami, e reanimar o turismo (que teve uma queda a pique, a maior dos últimos 50 anos)."

Para mim, o Japão vai criar mais uma página da História, desta vez com o título de "Segundo Milagre Japonês".

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Saberão os finlandeses disto tudo?

Não me parece que os finlandeses saibam disto tudo; pelo menos eu não sabia! Mas vale a pena ver até ao fim este clip que eu roubei daqui. Mas que bela mensagem!

terça-feira, 3 de maio de 2011

A morte de Osama bin Laden II

Ora bem, voltando ao assunto de ontem com uma perspectiva internacionalista, não quero repetir o que já foi lido imensas vezes, mas lançar uma série de comentários que me parecem apropriados.

Em primeiro lugar, a grande questão prende-se com as relações Paquistão-EUA: afinal, o que os Estados Unidos fizeram foi uma clara ingerência em território paquistanês e, sem as autoridades daquele país saberem, invadirem uma casa e matarem alguns homens. Até que ponto o Paquistão estará disposto a passar por cima disso?

Por outro lado, afinal como é possível que tantos serviços de inteligência estivessem no encalço de Bin Laden e só dez anos depois o tenha descoberto precisamente numa mansão (quem não o imaginava num Bunker tipo Hitler, debaixo de terra, com um batalhão de homens armados ao seu redor?) a alguns quilómetros de uma base militar paquistanesa e a pouca distância da capital do país? Falhas? Jogos diplomáticos? Cooperação paquistanesa? Mentira americana? Mataram Bin Laden e mais duas ou três pessoas apenas? Não havia homens armados prontos a proteger o líder da organização? Neste momento, não consigo responder; e duvido que o possa fazer nos próximos tempos.

Os russos, muito afeiçoados a teorias da conspiração contra os americanos,  dizem que as fotografias e o Photoshop, o corpo atirado ao mar e coisas afins não passam de uma encenação americana; mais uma vez, lançam as dúvidas ao ar para minar a confiança em Washington e nós ficaremos com elas. Mas, de facto, fazer uma cerimónia fúnebre dentro de um avião e atirar o corpo ao mar soa-me de forma tão estranha que a minha mente se torna incapaz de fazer qualquer análise objectiva e ponderada sobre a questão.

Regressando a assuntos sérios, para além do futuro das relações com o Paquistão, o futuro da própria Al-Qaeda está em cima da mesa – não sou especialista em terrorismo e deixo o assunto a quem dele percebe verdadeiramente (e vários teóricos debruçam-se sobre ele aqui), mas aquilo que sei é suficiente para afirmar que a morte de um líder emblemático de uma organização transnacional terrorista, o seu fundador e desde sempre líder, não traz necessariamente um arrefecimento na actuação dessa mesma organização; muito pelo contrário, as bases, inflamadas pelo ataque do inimigo, do infiel, poderão muito facilmente reatar as suas paixões mais anti-ocidentais e envolver-se activamente em ataques de variada natureza. Para mim, a morte de Bin Laden foi o acender de um rastilho e não, como muitos afirmam, suficiente para trazer mais segurança ao mundo.

Não podemos igualmente esquecer-nos que os terroristas vivem da mediatização; da transmissão ao mundo do sofrimento que causam em nome de um ideal – e essa mediatização está agora a ser-lhe dada e continuará nos próximos dias; a causa islâmica fundamentalista está no foco das atenções, como tanto gosta e de que tanto precisa.

Para terminar, deixo aqui algumas questões para reflexão: será este o momento dos islâmicos mostrarem ao mundo como não têm nada a ver com organizações como a Al-Qaeda? Distanciar-se das acções deste grupo terrorista que tantos muçulmanos matou e que, segundo muitos estudiosos do Corão, interpretam erroneamente o seu conteúdo?

Considero este excerto do Público especialmente importante:

“O homem que ajudou Osama bin Laden e Ayman al-Zawahiri a criar a Al-Qaeda e se tornou no primeiro teórico da guerra santa disse, num novo manifesto, que “é proibido cometer actos de agressão, mesmo que os inimigos do islão o façam”. A revisão da sua doutrina criou ondas de choque dentro e fora do movimento islamista. 

Uns avaliaram que a organização ficou ferida de morte, porque foi abandonada pelo guru que legitimava o terrorismo. Outros desvalorizaram a influência de um veterano jihadista sobre uma nova geração da Internet que talvez nunca tenha ouvido falar nele. Outros ainda distinguiram entre uma crítica à estratégia e o (não) abandono dos objectivos finais.

A “deserção” do Dr Fadl tornou-se conhecida, em Maio de 2007, quando fez chegar um fax ao jornal árabe Asharq al-Awsat exortando a que as operações da jihad fossem levadas a cabo segundo a Sharia (lei islâmica). E a Sharia, assegura este cirurgião de 58 anos, não aprova o assassínio de civis e de estrangeiros, o uso de escudos humanos (raptos), o roubo e destruição de propriedades. Estes crimes são contraproducentes e devem cessar, sentenciou, citando o Corão: “Combatam pela causa de Deus os que vos combatem, mas não ultrapassem os limites, porque Deus não ama os transgressores”.


A minha última referência vai agora no sentido desta ligação que contém algumas afirmações atribuídas a Bin Laden, que provam tão simplesmente que este homem (e outros que o seguem) era um mentecapto.

segunda-feira, 2 de maio de 2011

A morte de Osama bin Laden

A morte de Osama bin Laden foi anunciada esta madrugada pelo Presidente dos Estados Unidos. Não posso dizer nada que ainda não tenha sido dito; posso apenas reforçar aquilo que me parece ser importante numa altura destas e, principalmente, sobre a perspectiva das Relações Internacionais.

Em primeiro lugar, penso que não seja bom exultar a morte de um ser humano seja ele qual for.

Merkel festejou.
A UE festejou.
Portugal idem.
Praticamente toda a gente


 Que a sua morte possa ter sido percepcionada como um alívio ou um sentimento de justiça por aqueles que sentiram de perto o sofrimento e a morte de milhares de pessoas em atentados que o senhor tenha planeado, compreendo perfeitamente. No entanto, o problema do fundamentalismo e do terrorismo, da violência e do terror gratuitos, do prazer em causar dor e sentimento de perda tem que ser analisado com uma serenidade que um momento como este não dá. As razões que subjazem à existência de movimentos deste género e a melhor forma de preveni-los devem, na minha perspectiva, conduzir todos aqueles com responsabilidades, quer seja a Academia quer os líderes políticos. Para mim, e ainda antes de avaliar o lado internacionalista da questão, a celebração de qualquer morte não faz sentido; assim como não faz a pena de morte ou outras coisas semelhantes – apesar de compreender, como já disse, que este sentimento de vingança possa existir naqueles que sofreram. Ainda assim, como assunto de estado, não houve justiça. Houve uma morte em resposta a outras mortes, elas próprias criticadas. Não aponto o dedo à administração Obama que cumpriu uma das estratégias mais desejadas por todos, mas celebrar um morte continua a ser muito difícil de digerir para mim.

(Amanhã o resto do post, a tal versão mais internacionalista. Agora foi só um desabafo.)

E a guerra continua

A decisão da NATO em enviar para a Líbia forças militares para apoiarem os rebeldes que tentam demover Khadafi do poder originou reacções muito diversas. No entanto, contava-se que, apesar das críticas, essa presença fosse uma ajuda valiosa para aqueles que faziam a luta com os escassos recursos que possuíam. Tal demorou a verificar-se e só muito tempo depois da entrada da NATO no país (e algumas asneiras depois) é que as forças aliadas têm investido mais na "acção", como podemos ler aqui ou aqui.

Agora que a guerra começa a tornar-se ainda mais dura e cruel, como todas as guerras conseguem ser, a reacção execrável de Khadafi é armar os civis para retaliaram as investidas daquela organização militar. Até quando continuaremos a assistir a uma espectáculo triste como este? Porque apoiam tacitamente os países ocidentais estes ditadores, ignorando qualquer valor ou ética que essa acção possa ter? Quantas vidas têm custado e custarão esses negócios da China e essas ligações amigáveis com déspotas que lhes pouparam uns quantos euros no orçamento?

domingo, 1 de maio de 2011

Síria, mais uma a caminho

Pois e na Síria continuam as manifestações, os ataques e as mortes, o sofrimento e a luta. O Médio Oriente está em ebulição e ninguém consegue prever como e quando tudo isto vai acabar. A luta pela liberdade e pela democracia parece ser o denominador comum a todos os casos deste género - Tunísia, Egipto, Líbia, Síria, Iémen, Jordânia,...

Os líderes despóticos destes países, neste caso o líder sírio, Bashar al-Assad, estão colados ao poder, envolvidos na corrupção e no autoritarismo arbitrário destes países. A população não está, natural e compreensivelmente, satisfeita e, tal como o dominó de que falava há umas semanas aqui no blogue, os exemplos dos vizinhos têm dado força para iniciar essa batalha contra aqueles que recusam aos cidadãos os direitos que estes têm e a possibilidade de uma vida mais próspera que se desenha no horizonte.

Mas isto em um preço: na Síria, as manifestações têm sido dispersadas com violência e sem escrúpulos (pelos vistos com a ajuda do Irão), custando a muitos a sua vida e a outros tantos a dor da perda. No entanto, no futuro, os filhos desta revolução estarão agradecidos e prestarão homenagem àqueles que lhes permitiram uma vida mais digna. 

sábado, 30 de abril de 2011

Evento

Conferência Internacional na Universidade da Beira Interior
17 de Maio de 2011
"European Union and its immediate neighbourhood: ten years into the new Millenium"


Estarão presentes investigadores como Geoffrey Pridham e Igor Torbakov.

Mais informações poderão ser obtidas aqui.

sexta-feira, 29 de abril de 2011

Jornalismo

A propósito desta notícia que li no Público, sobre a morte de dois jornalistas no cenário de guerra líbio, recomendo o filme "The Bang Bang Club", baseado no livro com o mesmo nome da co-autoria de João Silva, e que, apesar de ainda não o ter visto, o trailer pareceu-me bastante sugestivo. Uma homenagem a todos os que perdem as suas vidas ou sofrem consequências graves pelo seu envolvimento com a realidade da guerra.


quinta-feira, 28 de abril de 2011

Ping-pong com os refugiados II

Retirado daqui.

Ping-pong com os refugiados

O Norte de África está a viver uma época conturbada, como todos sabemos. A reacção natural das populações é a emigração, a fuga, o exílio, que ocorrem sempre em situações de revolução com maior ou menor impacto.

No entanto, as razões que subjazem à procura de refúgio dos africanos em solo europeu estão a ser consideradas, do meu ponto de vista, com uma leveza indevida. Atendendo ao facto desta situação ser temporária e de todos os seres humanos terem direito a fugir de um sítio onde são mal tratados ou perseguidos, aqueles que fogem de locais como a Líbia deveriam ter um acolhimento menos hostil na Europa. Compreendo que problemas logísiticos e de segurança possam emergir desta vaga, mas uma reflexão mais cuidada sobre o problema e a consulta de especialista na temática certamente ajudariam a diminuir as desvantagens para ambas as partes.

Itália ou deporta imediatamente os recém-chegados em condições pouco dignas ou os mete num comboio e os envia para França à rebelia, que, por sua vez, ameaça suspender Schengen. A União Europeia tem uma palavra a dizer aqui e uma possibilidade de intervir para amenizar as relações entre estes dois países, ao mesmo tempo que deve tentar promover os Direitos Humanos e os valores que defende.

(O Papa concorda comigo!)

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Evento, Call for papers


European Union Studies Section
25° Conference of the Italian Political Science Association
University of Palermo – September 8-10, 2011
http://www.sisp.it/convegno/2011/sezioni/52/
We invite panels and papers on any aspect of EU politics, including the study of political behavior (public opinion, party competition, lobbying, etc.), political institutions (executive, legislative or judicial), policies and intergovernmental negotiations. We welcome panel and papers employing innovative research designs, new data, qualitative or quantitative methods, or any combination of these things.
On the occasion of the 150° anniversary of the unification of Italy, panels and papers on the relationship between Italy and the European Union are particularly welcome.
Deadline for the submission of panels: May 15th, 2011
Deadline for the submission of papers: June 30th, 2011

terça-feira, 26 de abril de 2011

Evento

Evento, Curso

Summer School on the European Decision-M​aking Process

The European Decision-Making Process: 4-16 July 2011
Confused by Comitology? Puzzled by the practical nature of policy-making? Thinking of an international or diplomatic career in Europe? The IES 2011 Summer School on The European Decision-Making Processes is the ideal stepping-stone. Two intensive weeks divided between two outstanding institutions: Jean Monnet Centre of Excellence: the Institute for European Studies Brussels, and the Vienna Diplomatic Academy provide you with an opportunity to get to grips with both the major features AND the practical details that make up the world of EU decision-making. Featuring visits to the EU institutions, lectures by leading academics and policy-makers and two full days of foreign crisis simulation games, summer school students enjoy a challenging and fruitful two weeks of theoretical and practical insight into the EU and its machinery.
Extended application deadline: 4 May 2011. There are still stipends available.
For more information, please visit http://www.ies.be/summerschool
You can also contact to Digdem Soyaltin for the practicalities since she has attented this summer school in 2007.

Evento, Call for papers


O Instituto da Defesa Nacional (IDN), em parceria com o Centro de Estudos Africanos do Instituto Superior de Ciências do Trabalho e da Empresa – Instituto Universitário de Lisboa (ISCTE-IUL), promoverá nas instalações do IDN em Lisboa, a 10 e 11 de Outubro de 2011, uma Conferência Internacional sobre "A Prevenção e a Resolução de Conflitos em África".

Submissão de Propostas de Comunicações até 30 de Abril. Para mais informações consulte aqui.


segunda-feira, 25 de abril de 2011

A Igreja Católica Apostólica Romana

A Igreja Católica é, para além da questão espiritual que possamos associar a ela, uma ONG. Uma ONG com bastante influência, como se sabe, pois comanda mais de um bilião de almas pelo mundo inteiro, um sexto da população mundial. 

Como tal, justifica-se que alguém preocupado com as RI se interesse por esta instituição - ela tem bandeira, um território, um líder e não sei se não terá um hino.

O Papa Bento XVI, figura não tão querida pelos fiéis como o seu antecessor, tem sido bastante polémico em algumas afirmações, nomeadamente a dos preservativos e da SIDA que comentei aqui no blogue; por outro lado, tem promovido, pelo pouco que conheço das actividades do Vaticano, alguma abertura ou transparência: foi entrevistado para o famoso livro em que defendia já o uso de contracecptivos, destacou o papel de algumas mulheres na Igreja e, mais recentemente, nas celebrações da Páscoa, aceitou responder publicamente, na televisão, a perguntas de anónimos sobre os mais variados temas - ainda que essas perguntas tenham passado por uma "selecção", naturalmente.

Assim, resta-me apenas dizer que, como instituição religiosa que é, é compreensível que a Igreja tente manter algum do status quo porque é expectável que uma instituição desta natureza se mantenha sólida e como ponto de referência ao longo do tempo; no entanto, são necessárias alterações no seu modus operandi, no seu modus vivendi, na forma como encara o mundo e os problemas deste século. Ainda que se mantenha fiel, como terá que ser, aos ensinamento de Cristo que é, afinal, o que caracteriza, os seus receptores não são mais os mesmos; a população mundial está mais culta, mais informada, mais actualizada; a tendência é para desconfiar de dogmas, é para questionar mesmo aqueles que há umas décadas pareciam ser inquestionáveis. E a Igreja tem que dar respostas e tem que se adaptar aos novos tempos e aos novos desafios, ainda mais numa altura em que o Islão reforça a sua propaganda e em que o ateísmo e o agnosticismo ganham a força que a Ciência, não religiosa, lhes dá.

sexta-feira, 22 de abril de 2011

Boa Páscoa

A todos os leitores do Internacionalizzando, desejo uma óptima Páscoa, prometendo voltar em força na próxima semana com post fresquinhos e mais frequentes!


quinta-feira, 14 de abril de 2011

Evento, Call for papers


European Union Studies Section
25° Conference of the Italian Political Science Association
University of Palermo – September 8-10, 2011
We invite panels and papers on any aspect of EU politics, including the study of political behavior (public opinion, party competition, lobbying, etc.), political institutions (executive, legislative or judicial), policies and intergovernmental negotiations. We welcome panel and papers employing innovative research designs, new data, qualitative or quantitative methods, or any combination of these things.
On the occasion of the 150° anniversary of the unification of Italy, panels and papers on the relationship between Italy and the European Union are particularly welcome.
Deadline for the submission of panels: May 15th, 2011
Deadline for the submission of papers: June 30th, 2011
Best regards,
Stefania Panebianco (University of Catania, stefapnb@unict.it ) 
Fabio Franchino (University of Milano, fabio.franchino@unimi.it

terça-feira, 12 de abril de 2011

Wikileaks V

Mais algumas revelações Wikileaks (eu sei que estão desactualizadas, mas pode ser que tenham passado despercebidas):

    Agora que Khadafi anda na baila, nada do que um documento da diplomacia americana a revelar as suas fobias e manias. Muito curioso.


     Várias são as caricaturas apresentadas pelos documentos da Wikileaks. Os embaixadores e outros diplomatas referiam-se a Putin e Medvedev como o Batman e Robin; Kim Jong-Il é o "tipo flácido"; Berlusconi é "irresponsável" e "vaidoso" - nada disto é novidade; a novidade está precisamente no facto de haver comunicações oficiais nestes termos. Acho um erro que tal esteja escrito. Noutro documento, fala-se de Xi Jiping como alguém "ambicioso" e "elitista".


    Parece que o apoio a forças terroristas foi recíproco entre a Turquia e os Estados Unidos: estes ajudaram o PKK e a Turquia alegada e indirectamente apoiou a Al-Qaeda.


     Foram consideradas pelos Estados Unidos como local não muito seguro e houve discussões diplomáticas no sentido de melhorar estas condições.


     O Presidente do Sudão, Omar Al-Bashir, é suspeito de desviar 9 000 milhões de dólares para bancos britânicos, o que significaria que em bancos ingleses estaria um décimos do PNB sudanês.

domingo, 10 de abril de 2011

Evento, Call for papers


International Studies Association
53rd Annual Convention 
April 1-4, 2012, San Diego, California 
CALL FOR PAPERS 
Beth A. Simmons, President 
Judith Kelley, Program Co-Chair 
Layna Mosley, Program Co-Chair 
 For the full call for papers, see the ISA 2011 page at http://www.isanet.org/annual_convention/call-for-papers.html

"Power, Principles and Participation in the Global Information Age"

Call for Papers / Evento


Alternative Approaches to International Relations:
Turkey and Beyond (November 24-25, 2011)

Organized by:
MARMARA UNIVERSITY RESEARCH CENTER FOR INTERNATIONAL RELATIONS (MURCIR)
Venue: Marmara University, Sultanahmet, IstanbulTurkey

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Keynote Speaker: Prof. Ken Booth
Director of David Davies Memorial Institute of International Studies at the Department of International Politics, Aberystwyth University

Discussants:

Prof. Ayhan Kaya
Department of Political Science and International Relations, Istanbul Bilgi University

Prof. Chris Brown
Department of International Relations, London School of Economics

Assoc. Prof. Pınar Bilgin
Department of International Relations, Bilkent University



CALL FOR PAPERS

The International Relations discipline has been dominated by the realist approach and its preoccupation with the nation-state since the end of the Second World War. While nation-states and their respective governments occupied the center stage in realist writing, this conventional perspective also argued that the inter-state relationship is bound to be a conflictual one. Over the years, the realist paradigm has largely confined the study of international relations to the study of state behavior. This paradigm has shaped the discipline in the Turkish academia –as well as in the whole world. Today, however, the international relations field is much more diversified due to the continuous challenges directed at this conventional wisdom from a number of alternative approaches. The non-exhaustive list of critical perspectives on foreign policy and international politics include political economy, Marxism, feminism, constructivism and post-structuralism. Due to these epistemological challenges and the constantly changing nature of world politics, the discipline has also witnessed the emergence of inter-disciplinary sub-fields such as new diplomacy, transnational studies and critical security studies –among others. Because these new sub-fields are representative of the changing actors, issues and the practices in contemporary international politics, they constitute the major focus of the conference.
MURCIR’s prospective conference, “Alternative Approaches to International Relations: Turkey and Beyond” aims to bring together scholars who employ non-state centric perspectives in their analysis of international relations and its constitutive aspects such as security, diplomacy and foreign policy. Being one of the oldest research centers in the Turkish international relations academia and having pursued an interdisciplinary research agenda since its foundation, MURCIR aims to provide a venue for academic discussion with regard to these new perspectives and emerging topics. Due to its distinct geographical and cultural location which places the country in between AsiaMiddle East and Europe, we believe that Turkey provides an excellent example for those who observe such transformations. The conference organizing committee particularly encourages scholars who focus on unconventional (non-state) agents of change in international relations, including sub-state, trans-national or non-governmental actors, social classes, religious communities, occupational groups, humanitarian agencies, migrant communities, identity groups (gender, ethnic, etc.) and individuals. The conference welcomes studies from both Turkey and abroad. While there is no limitations with regard to the geographical scope of individual papers, scholars who have conducted theoretical or empirical studies concerning Turkey and the surrounding areas are particularly encouraged to apply. We consider the publication of individual papers in an edited conference volume or in a special issue in a journal of international relations.

THEMATIC SESSIONS

Session I: Transnational Social Actors and Processes
(Discussant: Prof. Ayhan Kaya, Istanbul Bilgi University)
This panel aims to stimulate discussion on the particular impact of transnational actors, organizations, networks and practices that limit/challenge the traditional role of the nation-state in the international arena. With its interdisciplinary agenda, the emerging field of transnational studies aims at mapping out social change in different contexts with a renewed focus on non-state agents. This perspective focuses on new social relations, spaces, networks and patterns that create and foster various forms of inter-relatedness and interdependencies across borders. Regarding nation-state as a historical construct and removing the boundaries between the “global” and the “local”, the transnational perspective enables us to see how these two seemingly distinct spatial categories are constitutive of one another. This panel invites scholars and researchers from different disciplines to reflect upon the micro and macro-level transnational political processes which involve social groups with cross-border ties, e.g. civil society groups, religious communities, humanitarian agencies, migrant communities, identity groups (gender, ethnic, etc.).

Session II: New Themes and Perspectives in Security
(Discussant: Assoc. Prof. Pınar Bilgin, Bilkent University)
The recent decades have witnessed a conceptual and empirical broadening of the security agenda in international relations. With the nation-state paradigm in decline, security is no longer confined to the study of defense strategies, inter-state conflict, territorial issues or armament. The new security agenda, by contrast, covers a wide range of phenomena including popular discourse, political identity, politics of religion, politics of migration, politics of anti-terrorism measures and geo-politics. While the previously neglected aspects of human or environmental security is now added to the security agenda, the field is further broadened with the emerging literature on new themes such as cyber-security or bio-security. This panel, therefore, aims to provide a forum for discussion on the critical studies focusing on new dimensions of security. Presenters are encouraged to explore new theoretical/methodological approaches in the international relations and security studies within inter-disciplinary and multi-disciplinary frameworks. Panel themes include the politics of environmental and human security, security dimensions of religious, ethnic, gender and political identities, popular discourse, anti-terrorism practices, visual security (securitization of symbols), eco-terrorism and securitization after the 9/11.


Session III: Beyond Traditional Diplomacy?
(Discussant: Prof. Chris Brown, London School of Economics)
In the age of globalization, the conceptual and practical challenges facing the nation-state had its parallels in diplomacy, which, in its conventional sense, refers to the activity of government designated diplomats on behalf of their countries. Given the levels of inter-connectedness in today’s world, however, diplomatic activity is no longer confined to the acts undertaken by state representatives i.e., the delivery of official messages, conducting negotiations, symbolic representation of their countries vis-à-vis other governments, etc. This panel aims to discuss “new diplomacy”, a term which emphasizes the new actors, issues and methods of exchange that lie beyond the boundaries of classical diplomacy. Shifting the focus away from official representatives towards citizens, groups and various non-state agents, whose particular interests do not necessarily overlap with that of the state, this term makes a significant detour from conventional understandings of diplomacy. “New diplomacy” also refers to the changing nature of diplomatic practices, including a more transparent diplomatic conduct as well as the network/coalition-based activities which rely on various media (TV, journals, internet). The Wikileaks phenomenon –albeit an extreme case- was the most recent manifestation of these new challenges in the diplomacy field. This panel, therefore, aims to cover new issue areas and theoretical approaches regarding “new diplomacy”, with its particular focus on the diplomatic influence of various sub-state/non-state agents, including individuals, think tanks, political parties, dissident groups, NGO’s, municipalities, religious or ethnic communities, etc.

PAPER PROPOSALS
MURCIR Conference on “Alternative Approaches to International Relations: Turkey and Beyond” invites individual paper abstracts for the thematic sessions specified above. The paper abstract (not exceeding 400 words) should include the title and the main findings of the article. The full application package should include the paper abstract, the applicant’s short biography (not a detailed resume) and contact info. All paper proposals should be submitted electronically to murcir@marmara.edu.tr by June 15, 2011 .


CONFERENCE TIMETABLE
Deadline for submitting paper abstracts: June 15, 2011
Notification of the applicants: July 10, 2011
Deadline for full paper submissions: October 10, 2011
Conference: November 24-25, 2011

TRAVEL AND ACCOMODATION
MURCIR is unable to provide any travel or accommodation funding for individual presenters. We kindly remind that the invited session participants need to cover their own expenses in Istanbul for the duration of the conference (2 days).

CONFERENCE WEBSITE

CONTACT INFORMATION
Marmara University Research Center for International Relations (MURCIR)
Marmara University Department of Political Science and International Relations
Anadolu Hisarı, Beykoz, Istanbul Turkey
Tel: +90 (216) 460 09 55 or +90 (216) 308 22 26 Ext: 1219
Fax: +90 (216) 308 22 26 / 1205 e-mail: murcir@marmara.edu.tr

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Call for Papers / Evento


O Instituto da Defesa Nacional (IDN), em parceria com o Centro de Estudos Africanos do Instituto Superior de Ciências do Trabalho e da Empresa – Instituto Universitário de Lisboa (ISCTE-IUL), promoverá nas instalações do IDN em Lisboa, a 10 e 11 de Outubro de 2011, uma Conferência Internacional sobre "A Prevenção e a Resolução de Conflitos em África".

Submissão de Propostas de Comunicações até 30 de Abril. Para mais informações consulte aqui.

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Ai, ai, Turquia

Pois são coisas assim que a Turquia tem que evitar a todo o custo se quer convencer a opinião pública europeia que está pronta para a adesão à União.

Os Relatórios de Progresso da União Europeia têm sido positivos no âmbito da liberdade de imprensa, mas uma das preocupações recorrentes nestes documentos anuais são precisamente as detenções de jornalistas. Ainda que a evolução turca neste campo seja notável (hoje não pode falar-se propriamente de censura na Turquia, por exemplo), há que limar estas arestas. 

Mas eu às vezes até os percebo: para quê?

domingo, 3 de abril de 2011

O poder do discurso II

Esta outra notícia sobre Ahmadinejad é também bastante semelhante àquelas que referi no último post.   O discurso cerrado e bastante violento (“cavar as sepulturas dos soldados”) é revelador, assim como o é a comparação feita com as invasões que seguiram o 11 de Setembro.  Questões de legitimação também poderiam ser analisadas aqui, uma vez que o líder iraniano vive uma época conturbada em termos de contestação social (por isso mandou prender os seus opositores) e necessita de promover uma imagem de poder e de independência internacional, tentando construir uma unidade dentro da sua sociedade. Não dirá isto bastante da situação daquele país e da percepção de pelo menos parte do seu povo?

sábado, 2 de abril de 2011

A biblioteca de Hitler

Fiquei muito interessado pela entrevista disponibilizada pelo Público sobre a biblioteca de Hitler.  Não fazia ideia que Hitler fosse um leitor tão voraz, como conta o investigador. No entanto, como dá para perceber, as suas leituras foram criteriosamente escolhidas para justificar e suportar as suas teses e convicções.

Assim, a minha sugestão hoje é que façamos as nossas leituras sem estas preocupações para não acabarmos como Hitler: lermos para nos reconstruirmos e reinterpretarmos como seres cognoscentes  que somos. Só assim podemos solidificar ou alterar, se necessário, as nossas convicções, sem dogmas nem absolutismos.

quinta-feira, 31 de março de 2011

A demissão

A autora deste blogue falava deste assunto da demissão do Ministro da Defesa alemão como a “Queda de um anjo”. E é de facto disso que se trata: da queda de um dos mais populares ministros alemães.

O Ministro, apesar de não ter sido nomeado pelo seu grau académico, acabou por demitir-se no seguimento da acusação de plágio de parte da sua tese de doutoramento. Bem, na realidade, e segundo um relatório construído por inúmeros voluntários que percorreram a pente fino todo o documento que pode encontrar-se aqui, não foi uma partezinha da tese, mas uma coisa considerável.

Ninguém é imaculado e deslizes quem os não cometeu? Mas as várias desculpas dadas pelo ex-Ministro e toda a situação de precedente que se geraria em volta da sua manutenção do cargo são suficientes para eu apoiar, por mais brilhante que tenha sido Guttenberg, a demissão.

Estou, como sabem, a fazer o doutoramento; a redigir a minha tese. E é claro que tento, ao máximo, aplicar na prática a humildade académica e intelectual que tanto advogo. Espero que, mesmo depois de alguém se lembrar de me fazer tal revisão, não tenham que dizer e que eu respeite sempre as ideias que não forem minhas como tal. Mas, onde poderemos nós parar com tanta transparência que o mundo da Internet nos fornece? Não ficaremos, com essa mesma transparência, mais vulneráveis a certos perigos?

Guttenberg não foi o único visado: a campanha abrange mais gente.

(O filho de Khadafi anda na mira. Também, com um pai como o dele e um título de tese como aquele só dava para levantar suspeitas…)