Os comissários propostos por Durão Barroso para constituirem a sua equipa passaram/terão que passar pela análise do Parlamento Europeu, a quem compete a aprovação dessa mesma equipa.
A notícia do Público dá conta que o comissário do ambiente até foi aplaudido durante as três horas de entrevista, o que denota uma grande empatia daquele órgão com o eslovaco que apresentou medidas concretas e uma visão clara para o papel da União relativamente a esta área que tem estado na ordem do dia.
Mas voltando ao Parlamento, a senhora não foi assim tão apreciada; os eurodeputados foram bastante críticos, acusando-a de não ter uma visão clara e estratégica para temas centrais da política externa, por ser demasiado vaga nas suas respostas e por se opôr frontalmente à ideia de um comando único de uma tropa europeia, assim com uns contornos dos quais já não me recordo bem. Ora aqui está: o seu sangue britânico trai-a; denunciou uma das suas principais fragilidades, que é, além da sua inexperiência internacional (que faz com que seguia demasiado o Foreign Office), as esquisitices típicas dos ingleses, num posto importantíssimo e que se antevia que pudesse vir a fazer sombra a Durão Barroso. Está visto que não faz nem vai fazer e que a política externa europeia continuará a ser tema para muitos debates académicos, porque continuará a não existir...
