segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Call for Papers

CONGRESSO NACIONAL DE HISTÓRIA E CIÊNCIA POLITICA 

OUTRAS VOZES na República 1910-1926

 Figueira da Foz - 12, 13 e 14 de Maio de 2011

Apresentação
Os 100 anos da I República portuguesa convocam não só a celebração de um ideal político e social que é, hoje, parte integrante da matriz ideológica do mundo ocidental, como constituem uma oportunidade para observar com maior acuidade, um período basilar da nossa história nacional. Porque na política, na vida e na História quase nada é consensual, só se pode aspirar à compreensão de um facto através do entendimento dos vários planos que o constituem. Faz, pois, todo o sentido que no momento em que se debruçam as atenções sobre o estudo da I República portuguesa, se insira nessa abordagem a perspectiva do Outro.
Assim, o congresso “OUTRAS VOZES na República” propõe-se discutir a verdadeira riqueza e complexidade da I República portuguesa. Trata-se de uma oportunidade para promover a interacção entre comunidade académica, jovens investigadores e público interessado numa reflexão plural e dinâmica inserida no debate em curso sobre a I República. Espera-se que entre mesas redondas, tertúlias, jantares, conferências, inauguração de exposição, passeios culturais e outras surpresas se propiciem três dias de discussão, trabalho e convívio.
Neste quadro, o Museu da Presidência da República convida todos os interessados a submeter comunicações científicas originais sobre temáticas nas áreas de História e Ciência Política.
Prazos e condições de submissão de propostas

O prazo para apresentação de comunicações decorre até 31 de Janeiro de 2011. As propostas de comunicações devem ser enviadas para o endereçooutrasvozes@presidencia.pt, preenchendo a Ficha de Inscrição do congresso e acompanhadas de um breve CV (limite de 1 página).
Os autores serão informados sobre a aceitação das suas propostas até 28 de Fevereiro de 2011.
Para mais informação, consulte o documento do Call for papers ou a página web do congresso http://outrasvozesnarepublica.wordpress.com/

Resultados da Cimeira V

Mais resultados e reflexões sobre a Cimeira:

8. A Rússia aceitou participar no escudo de defesa anti-míssil. Mais: aceitou reforçar a cooperação com a NATO no âmbito da guerra no Afeganistão. Ainda é cedo para avaliarmos qual efectivamente o envolvimento da Rússia com esta organização, mas a ideia de reset das relações regressou e, com ela, a esperança de uma maior proximidade entre os dois blocos. Estou, como de costume, optimista: as vantagens mútuas de acordos desta natureza e a pré-disposição de ambos os lados para cooperar têm sempre grandes probabilidades de sucesso; houve concessões e a parceria está lançada. Agora, é aguardar pelos resultados.

9. Em 2011 a Alemanha será o local de uma nova conferência sobre o Afeganistão.

10. O encontro bilateral EUA-UE foi mais uma prova da falta de vigor deste relacionamento. Apesar de alguns diplomatas considerarem que é no dia-a-dia que este relacionamento se vai construindo, a recusa de Obama ir a Bruxelas para este encontro e obrigar a que ocorresse em Lisboa, o envio de Biden num anterior e o cancelamento de um outro só mostra que o Presidente, que é tão popular no continente, está mais virado para o Pacífico do que para o Atlântico. Os resultados deste encontro foram escassos. E foi sintomático do que se passa entre Washington e Bruxelas. (Sobre isto, pode ler-se este comentário de Teresa de Sousa no Público)

sábado, 20 de novembro de 2010

Resultados da Cimeira IV

Mais resultados da Cimeira:

6. A retirada do Afeganistão fica agendada para o final do ano de 2014 (era expectável, uma vez que já Obama tinha falado em retirada por volta dessa data).

7. A NATO continuará no terreno após a retirada militar para apoiar o Afeganistão. Fala-se mais em transição do que em retirada; nenhum país anunciou uma data diferente desta para a sua retirada individual. A intenção é permanecer para além de 2014 até a transição estar concluída. (A minha pergunta: será que isso vai algum dia acontecer, atendendo ao panorama actual?)

Resultados da Cimeira III

Ainda não é um resultado, mas uma promessa de um resultado que seria estupendo para esta Cimeira:

- A NATO convidou a Rússia para participar no sistema anti-míssil que se prepara para desenvolver; um projecto na ordem dos 200 milhões de euros e que servirá para proteger todo o território da Aliança Atlântica, assim como o russo. Isto seria o inaugurar de uma nova Era nas Relações Internacionais, onde, finalmente, a Rússia deixaria de ser perseguida como o inimigo da Guerra Fria e começaria mais intensamente a fazer parte do concerto internacional em termos de estratégia e segurança, não obstante as diferenças que ainda marcam ambas as partes. 

Não consigo evitar, assim, de fazer referência a um artigo de Alexander Wendt, que, ao confirmar-se esta situação, estará mais em voga do que nunca e deitará por terra alguns dos pressupostos de que os realistas não conseguem afastar-se: "Anarchy is what states make of it: the social construction of power politics". A anarquia é, de facto, o resultado daquilo que os Estados construírem, nomeadamente em situações como esta. 


sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Resultados da Cimeira II


Mais alguns resultados da Cimeira:


3. Foi aprovado o novo conceito estratégico da NATO

4. Barack Obama anunciou o acordo para o escudo anti-míssil que visará proteger todo o território da Aliança. Falta apenas alguns detalhes serem acertados. Para mim, mais importante ainda é a palavra de Medvedev, uma vez que este escudo implica a colocação de radares e outros dispositivos na Europa de Leste-

5. França e Alemanha chegaram a acordo sobre escudo anti-míssil. 

Resultados da Cimeira I


Algumas novidades da Cimeira:


1. Portugal reforçará a sua presença militar no Afeganistão;

2. A base militar da NATO em Oeiras, apesar de ser redimensionada em número e hierarquia, permanecerá em funcionamento. (Uma meia vitória da diplomacia portuguesa, uma vez que estava para ser encerrada)

Mais um sobre a Cimeira

Decidi não escrever nenhum longo post sobre a Cimeira da NATO que está a decorrer em Lisboa, uma vez que o tema já fez, faz e continuará a fazer correr muita tinta - e muito bater de teclas nos casos digitais.

Só quero fazer uma referência à importância desta Cimeira que pode ser muita ou nenhuma: a agenda dos assuntos em discussão (Afeganistão, conceito estratégico, relações com a Rússia,...) realmente consegue criar com facilidade este paradoxo. Se conseguirem de facto tratar estes pontos com sucesso, ou seja, chegar a conclusões importantes e palpáveis, será uma Cimeira a recordar. No entanto, com as expectativas que tem criado nas últimas semanas, o tratamento superficial destes temas ou a ausência de resultados visíveis e reais pode retirar todo o valor e impacto que a Cimeira causou.

Assim, ficaremos a aguardar pelo desenvolvimento dos trabalhos, desejando eficiência a todos os diplomatas e líderes envolvidos!

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Call for Papers

Call for Papers

Global Governance as Public Authority: Structures, Contestation, and Normative Change

Hertie School of Governance, Berlin: 15 & 16 April 2011

Global governance has gained increasing importance in politics, law, and other realms of public order. This is reflected in the growing contestation over global issues among governments, NGOs, and other domestic and trans-national institutions. Much of this contestation draws its force from conceptual analogies with Œtraditional rule‚: it assumes that institutions of global governance exercise public authority in a similar way as domestic government and reclaims central norms of domestic political tradition, such as democracy and the rule of law, in the global context. Scrutinising this assumption, the workshop aims to shed light on the processes that underpin change in global governance. What is the content of new normative claims? Which continuities and discontinuities with domestic traditions characterise global governance? How responsive are domestic structures to global governance? How is global governance anchored in societies? And which challenges arise from the autonomy demands of national (and sometimes other) communities?

We invite contributions on the broader theme of public authority in global governance and encourage in particular submissions on the three sub-topics outlined below. The workshop will gather 20-25 scholars from different disciplines for an in-depth debate on the proposed topics. We will be happy to receive proposals from scholars at any level ˆ PhD students at an advanced stage, postdoctoral and more senior researchers alike. Travel and accommodation allowances of •200-400 will be provided (depending on travel distance and actual expenses).

Evento

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Percalço cultural

O "handshake" de Michelle Obama a um ministro indonésio deu que falar, uma vez que, apesar do país ser moderado em termos religiosos, o dito ministro é mais conservador e não achou muita graça ao gesto...

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

The Shadow Scholar

Através deste post do blogue de Nuno Monteiro, encontrei este texto intitulado "The Shadow Scholar", cujo subtítulo reza assim: "The man who writes your students' papers tells his story".

Quem ficou tão curioso como eu, pode abrir o link que deixei em cima e deliciar-se com esta "confissão". Reproduzo aqui apenas um excerto que antecede esta notícia:

"Editor's note: Ed Dante is a pseudonym for a writer who lives on the East Coast. Through a literary agent, he approached The Chroniclewanting to tell the story of how he makes a living writing papers for a custom-essay company and to describe the extent of student cheating he has observed. In the course of editing his article, The Chronicle reviewed correspondence Dante had with clients and some of the papers he had been paid to write. In the article published here, some details of the assignment he describes have been altered to protect the identity of the student."

Água mole em pedra dura...

A comunidade internacional aos pouquinhos lá vai criticando a construção dos colonatos israelitas. Dizem que não é correcto e que não contribui para avanços nas conversações de paz, como se compreende. Barack Obama e mesmo Catherine Ashton têm posto muito da sua energia diplomática na resolução deste problema. Diag-se de passagem que quem o conseguir terá uns louros dificilmente inolvidáveis nas próximas décadas. O confronto entre Israel e Palestina parece um nó cego. E o problema é que esta "água mole" da comunidade internacional parece não furar a "pedra dura" que é Israel.

Israel, apesar de ter "bons amigos", está cada vez menos acompanhado; as críticas são unânimes e a sua postura causa danos graves nas relações com a Palestina e em toda a resolução da questão. Estados Unidos menos próximos, União Europeia mais afastada, uma Turquia desconfiada, o mundo árabe a cerrar os dentes,... Até onde continuará esta política? A reeleição de Netanyahu em 2009 não augura grandes mudanças.

Bruno Oliveira Martins escreveu sobre a Economia da expansão dos colonatos que vale a pena ser lido.

Depois de ter escrito este post, encontrei isto no Público. Lá está: a água mole não está a fazer efeito na pedra demasiado dura...

Algum tempo depois, encontrei ainda isto no NYT. Será que a água mole está a conseguir? Eu não chamaria era "água mole" ao que está a pressionar Israel:

"In return, the Obama administration has offered Israel a package of security incentives and fighter jets worth $3 billion that would be contingent on the signing of a peace agreement, the official said. The United States would also block any moves in the United Nations Security Council that would try to shape a final peace agreement."


Aqui se percebe a importância da resolução deste problema para Obama e a sua administração e talvez por estar consciente disso penso que isto há-de resolver-se.

domingo, 14 de novembro de 2010

"Libertação iminente"

Uma boa notícia, ainda no âmbito da hiopocrisia de que falava no outro dia para o caso de Myanmar: foi prometido que a activista dos direitos humanos birmanesa seria libertada. Com 80% dos votos que a Junta afirma ter tido, quem tem a temer por uma senhora?

Entretanto, foi efectivamente libertada. Apelou à união dos birmaneses, revelando-se em frente a uma multidão de 2 000 pessoas - quase tantas como o número de presos políticos em Myanmar. Agora que Suu Kyi está em liberdade, as minhas questões são até quando isso durará e se conseguirá ela modificar a situação daquele país.

sábado, 13 de novembro de 2010

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Faz de conta na Birmânia

Falei há uns dias sobre as eleições na Birmânia e, num desabafo, critiquei a hipocrisia de todo o sistema e do sufrágio naquele país.

Pois os resultados foram entretanto conhecidos e a Junta Militar conseguiu uns surpreendentes 80%. Até aqui, nada que uns nervos já habituados a isto não suportem. O problema é que estas eleições, para além de tudo o resto, decorreram num ambiente de violência e terror, com confrontos, mortes e com 20 000 (!!!) pessoas a procurarem refúgio no país vizinho, a Tailândia. De acrescentar que a zona da Tailândia para onde 15 000 destas 20 000 pessoas em fuga está já sobrepopulada com 100 000 (!) refugiados birmaneses.

Ainda assim, contrariando todos os restantes países que criticaram este "acto eleitoral", a China elogiou o feito. Para o MNE chinês, e cito o jornal Público de dia 9: "o escrutínio de domingo, tido como uma “etapa da democracia disciplinada”, se desenrolou “sem incidentes”." 


Call for papers


CALL FOR PAPERS
Workshop 'Comparative perspectives on the substance of EU democracy promotion'
Friday, 24 June 2011

Centre for EU Studies, Ghent University, Belgium
Organised by: Fabienne Bossuyt (Aston University), Jan Orbie (Ghent University), Michelle Pace (University of Birmingham) and Anne Wetzel (University of Zurich)

Democracy promotion in third countries has been on the EU’s agenda since the early 1990s. Over the past 20 years, EU democracy promotion activities have been substantiated through a ‘learning by doing’ process. In parallel with the development of the EU’s democracy promotion policy, a vast academic literature has emerged on the topic. While many studies have focussed on the impact and effectiveness of EU democracy promotion in third countries, others have dealt with the EU as a democracy promoter itself and, in particular, with its democracy promotion instruments and strategies. Attention is now also being paid to the democratic substance that the EU promotes. Scholars focussing on the issue of democratic substance aim at disaggregating the content of the EU’s democracy promotion activities into single aspects such as support for elections, the promotion of civil rights, rule of law, good governance and support to the development of civil society etc. 
However, the EU is not the only promoter of democracy. Rather, it acts in an environment that comprises a variety of other democracy promoters. While there are studies that compare the strategies and instruments of EU democracy promotion with those of other actors, including the US and international organisations such as the Organization for Security and Co-operation in Europe (OSCE) and the Asian Development Bank (ADB), similarities and differences in the substance that is promoted have not yet been thoroughly and systematically explored. This workshop aims to address the question of how the substance of EU democracy promotion compares to what other democracy promoters advance in third countries. By other actors, we mean (i) EU Member States that maintain separate national democracy promotion programmes with varying foci, such as Germany, Spain, the Netherlands and Sweden; (ii) Non-EU countries that have substantial external democracy promotion programmes, such as the US, Canada, Norway and Japan; and (iii) other international organisations that promote democracy, such as the United Nations, the OSCE and the ADB.

The workshop wishes to address the above questions and invites papers that deal with one or several of the following topics:

- Is there a particular EU-specific conception of democracy underlying its democracy promotion activities?
- How can we characterise the substance that other actors promote in third countries and how does the substance of EU democracy promotion differ compared to other actors?
- Does the substance that EU Member States promote through their national policies differ from the substance that the EU advances, and if so, how? What factors account for possible differences?
- How do EU Member States influence the substance of EU democracy promotion? 
- How does coordination between the EU and other international democracy promoters shape the content of the EU’s policy (e.g. by sharing the work, hiding behind other actors)?
- Is the substance of EU democracy promotion influenced by policy paradigms that were developed by other international actors? Can we detect learning processes in EU institutions that concern the substance of democracy promotion? Is the EU a norm maker or a norm taker in this regard?


Please send an abstract of max. 600 words by Friday, 3 December 2010 to comparativeperspectives@yahoo.com. You will receive a notification of acceptance from the
workshop organisers by 17 December at the latest.
We are planning to include several advanced papers into a special issue on the topic of the workshop.
At the moment we are unfortunately not able to announce the reimbursement of travelling costs. However, we may have some funds to cover travelling expenses by June 2011.

http://www.ugent.be/ps/politiekewetenschappen/nl/onderzoek/onderzoeksgroepen/CEUS/Comparativeperspectivesworkshop.pdf

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Bush julgado?


Amnistia Internacional pede julgamento de Bush por ter admitido prática de tortura

Evento - WISC Porto, 2011

No próximo mês de Agosto o Porto acolhe mais um evento internacional de grande importância. A Universidade do Porto recebe a Third Global International Studies Conference, organizada no âmbito do World International Studies Committee. Depois das edições em Istambul (2005) e Ljubljana (2008), a terceira edição desta Conferência ocorre no nosso país, e é uma oportunidade única para que académicos e outros profissionais na área das relações internacionais apresentarem o seu trabalho para uma audiência esperada de mais de 1000 participantes vindos de todo o mundo.

O call for papers está aberto até 30 de Novembro através do website: http://wisc2011.up.pt/index.php.

Este é um marco importante para as Relações Internacionais na cidade do Porto. Estão todos convidados a participar!

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Para não esquecer

Vive-se hoje na Alemanha um sentimento duplo. O dia de 9 de Novembro tem, na Alemanha, um duplo significado e, por causa de um desses significados, não pode hoje ser feriado.

A 9 de Novembro de 1938, deu-se a Kristallnacht - noite em que Hitler ordenou a destruição da propriedade dos judeus. No entanto, algumas décadas depois, também neste dia mas no ano de 1989, caiu o Muro que dividia a cidade de Berlim, a Alemanha e o mundo inteiro em dois blocos antagónicos.

Festejar com alegria ou recordar e reflectir? Terão os judeus direito a continuar a relembrar este dia negro ou terão os alemães direito a ultrapassar, sem esquecer, esta parte da sua história? E será isto possível?

 
O importante, para mim, é continuar a relembrar e a celebrar ambos os acontecimentos; porque os dois estão ligados. Foi por causa de Hitler que a Europa se confrontou tenebrosamente e que milhões de pessoas morreram com sofrimento. E da paz que depois surgiu veio a divisão do mundo causada por um outro -ismo, o comunismo, que mais dor e sofrimento causou. A queda do muro, que hoje também se celebra, simboliza, assim, o fim dessa divisão, o fim do comunismo e, por este raciocínio, o fim do fascismo. Por isso, é importante que continue a ser recordado o quão perigoso pode o homem ser.