segunda-feira, 26 de julho de 2010

Evento - O futuro da Comunidade Transatlântica

Vai realizar-se no IDN, no dia 10 de Setembro de 2010, um seminário internacional subordinado ao tema “O Futuro da Comunidade Transatlântica”. 

O programa do seminário inclui 4 painéis: “A Revisão do Conceito Estratégico da NATO”; “Portugal e as Missões Militares Internacionais”; “a Segurança Energética”;  “ O Brasil e a Segurança do Atlântico Sul”.

O evento conta com a participação de elementos do governo português (Ministro da Defesa Nacional e Secretário de Estado dos Assuntos Europeus), do Ministro da Defesa do Brasil e de reputados conferencistas nacionais e estrangeiros. O programa do seminário será publicitado oportunamente.”



Bolsas de pós-graduação para a Suíça

O Ministério dos Negócios Estrangeiros (Instituto Camões) informa que o Governo suíço concede, para o ano lectivo 2010/2011, 20 a 30 bolsas de estudo para estudos de pós-graduação a estudantes licenciados dos seguintes países: Áustria, Bélgica, Bulgária, Dinamarca, Espanha, Estónia, Finlândia, Grécia, Hungria, Irlanda, Letónia, Lituânia, Países Baixos, Portugal, Roménia, Eslovénia e Suécia.

O regulamento e o formulário de candidatura, apenas em formato digital (.pdf), estão disponíveis em http://www.instituto-camoes.pt/entrada/bolsas-de-estudo/cidadaos-portugueses.html.

O formulário de candidatura deverá ser preenchido directamente no computador e imprimido posteriormente. Este ano, o referido Governo não está a aceitar documentação manuscrita.

Toda a documentação, devidamente formalizada, em triplicado deverá ser entregue no Instituto Camões, Direcção de Serviços de Coordenação do Ensino do Português no Estrangeiro, Rua Rodrigues Sampaio, 113, 1150-279 Lisboa, até dia 15 de Outubro de 2010.

Os/As candidatos/as admitidos/as deverão passar pela Embaixada durante a primeira quinzena de Dezembro 2010 para realizar um teste escrito e ser entrevistado/a na língua do Cantão da Universidade escolhida.

domingo, 25 de julho de 2010

Síria - a secular?

A Síria quer continuar a afirmar-se como país secular numa região onde o secularismo é algo controverso. Uma das últimas medidas nesse sentido foi a proibição, nas universidades públicas e privadas, do uso do niqab - a vestimenta muçulmana feminina que só deixa visível a zona dos olhos. Defendendo a liberdade na escolha dos tipos de roupa e de apresentação em público, continuo a acreditar que a niqab é prejudicial à comunicação e que no contexto pedagógico deve ser completamente proibida, uma vez que impede a relação necessária entre professor-aluno e prejudica o processo de ensino-aprendizagem.

sábado, 24 de julho de 2010

Doutoramento em Itália

Deixo aqui o link de programas doutorais da Universidade de Milão. Há bolsas para estes cursos, oferecidos em diferentes áreas das Ciências Sociais. Divulguem!

Estágios Internacionais - INOV CONTACTO


"O Programa INOV Contacto - Estágios Internacionais para Jovens Quadros - é um projecto que visa apoiar a formação de jovens com qualificação superior em contexto internacional, bem como permitir a transmissão de informação entre os participantes no Programa através de uma rede informal de conhecimento e de uma crescente rede de contactos internacionais: a NetworkContacto."

Evento

"A I República e a política externa"
Colóquio organizado no âmbito das Comemorações do Centenário da República
e com o apoio da Comissão Nacional para as Comemorações do Centenário da República
e do Instituto Diplomático/Ministério dos Negócios Estrangeiros.

Coordenação científica: Pedro Aires Oliveira e Filipe Ribeiro de Meneses
Museu do Oriente - entrada livre
9 de Setembro
| 9:30 - 10:00 | Abertura



Carlos Monjardino, Fundação Oriente
Carlos Gaspar, IPRI-UNL
Pedro Aires Oliveira, IPRI-UNL e FCSH-UNL
Filipe Ribeiro de Meneses, National University of Ireland

| 10:00 - 12:00 | I Sessão


Revoluções e mudança histórica
Jim Livesey, Universidade de Surrey

Republicanismo na Europa
Edward Arnold, Universidade de Dublin

A República e a Aliança Inglesa
Rui Ramos, ICS-UL

Chair:

| 12:30 - 14:00 | Almoço

| 14:00 - 16:00 | II Sessão


A Grande Guerra
Hew Strachan, Universidade de Oxford

A República e a Guerra
Filipe Ribeiro de Meneses, National University of Ireland

A República, Nacionalidade e Cidadania
Manuela Franco, IPRI-UNL

Chair:

| 16:00 - 16:30 | Intervalo

| 16:30 - 18:00 | III Sessão


A Conferência de Paz e a crise dos impérios
Erez Manela, Universidade de Harvard

A República e as organizações multilaterais
José Medeiros Ferreira, FCSH-UNL e IPRI-UNL
Chair:



10 de Setembro

| 9:30 - 11:00 | IV Sessão


A República, os Açores e os Estados Unidos
Luís Nuno Rodrigues, ISCTE e IPRI-UNL

A República e a Espanha
Hipólito de la Torre Gómez, UNED

Chair:

| 11:30 - 12:00 | Intervalo

| 12:00 - 13:00 | V Sessão



O factor colonial na política externa da República
Pedro Aires Oliveira, FCSH-UNL e IPRI-UNL

| 13:00 - 14:30 | Almoço

| 14:30 - 16:00 | VI Sessão


A República e a Santa Sé
Bruno Cardoso Reis, CEHR e ICS-UL

A República e o Brasil
Thiago Carvalho e Fernando Martins, IPRI-UNL e Universidade de Évora

Chair:

| 16:00 - 16:30 | Intervalo

| 16:30 - 18:00 | VII Sessão


A República e as ditaduras do pós-guerra
António Costa Pinto, ICS-UL

A crise das repúblicas democráticas após 1919
Francisco Romero Salvado, Universidade de Bristol

Chair:

| 18:00 - 19:00 | Encerramento



Nuno Severiano Teixeira, FCSH-UNL e IPRI-UNL

quarta-feira, 21 de julho de 2010

RI e Turismo


Como estamos em tempo de férias, achei interessante comentar esta ligação: as Relações Internacionais e o Turismo são áreas relativamente próximas, uma vez que ambas implicam conexões entres diferentes territórios, a apreensão de diferentes culturas, a comparação entre elas, a aprendizagem da alteridade, etc.

Hoje li uma notícia que dava ainda mais um exemplo dessa ligação entre as duas áreas - mais especificamente, como as RI podem interferir directamente com o turismo enquanto actividade económica. O exemplo vem do diferendo causado entre a Turquia e Israel pela flotilha e a ajuda à Faixa de Gaza, o qual provocou um crescimento acentuado da actividade turística no primeiro país, causado pelo novo fluxo que se deslocou de Israel para a Turquia. Esclarecendo melhor: os turistas dos países da região que se deslocavam em direcção a Israel fizeram uma alteração na sua rota para a Turquia.

"Turkish Hoteliers Federation Vice Chairman Seçim Aydın said the crisis with Israel had in fact a positive influence on business, due to a rise in the number of tourists from the Middle East."

Isto porque o que se esperava era precisamente o oposto. E apesar dos voos de Israel para a Turquia terem diminuído e, com eles, o número de turistas, dos restantes países notou-se o contrário.

""People choose to come to Turkey because of the hospitality, cultural values and various resort choices, offered at a reasonable price. The decrease in the number of Israeli visitors led to an increase in the number of visitors from neighboring countries," he said.

Aydın confirmed that "the Marmara crisis led many Israeli tourists to cancel their vacations; however we've doubled the number of reservations since. Therefore, the problems with Israel did not harm the tourism industry in Turkey – but in fact improved it," he said, noting that those who did suffer a setback were business owners working especially with Israelis.

The Hoteliers Federation claimed the change in tourists' nationalities also contributed to the success of the industry. According to Aydın, the Israeli tourists preferred full vacation packages and didn't leave their hotels, while other tourists "travel across Turkey. For example, he added, "Last week the city of Van was full of Iranian tourists who love shopping in stores."" (A notícia pode ser lida aqui.)

terça-feira, 20 de julho de 2010

Uma boa eco-notícia

Ando muito optimista e quase me aproximo da escola idealista wilsoniana, mas o que é facto é que devo aqui também promover boas notícias, daquilo que de bom se vai fazendo por esse mundo fora – talvez por pressão internacional ou pela acção das ONGs e da alguma receptividade que vão tendo junto dos governos.

A notícia é a da diminuição da exploração ilegal das florestas nos países tropicais. No Brasil, por exemplo, esse valor diminuiu entre 50 a 75% graças a leis mais rigorosas.

Aqui na Europa: “Este mês, o Parlamento Europeu adoptou um documento que prevê, dentro de dois anos, a proibição da entrada no mercado europeu de madeira abatida ilegalmente. O incumprimento levará a sanções. Isto obriga os importadores de madeira ou de produtos derivados a garantir a legalidade dos seus produtos.”

segunda-feira, 19 de julho de 2010

A crise da democracia?

Eu tenho perdido horas e horas a ler e a reflectir sobre a democracia. O que é, o que não é, como se mede. Actualmente, com a crise económica, surge uma grande crise na confiança das pessoas no sistema democrático. Há uma erosão dos princípios democráticos, agravados com comportamentos que nada têm de democráticos – nada pode ser mais flagrante que as novas leis da imprensa em Itália.

Mas hoje lembrei-me de falar sobre isto por ter lido uma notícia do Público sobre o apoio da população grega ao seu governo, apesar das medidas de austeridade que este tem promovido. Isto só mostra que a insatisfação das pessoas é, quando existe, fundamentada. Os gregos compreenderam a obrigatoriedade destas medidas e têm noção que o governo socialista está encostado à parede e continuam a apoiá-lo mesmo apesar dos resultados práticos nas suas vidas reais. No entanto, quando os indivíduos se mostram descontentes, isso é, frequentemente, um sinal claro da falta de qualidade de um executivo. Nos estudos democráticos, há um regime parcial que se denomina de “accountability” que é, segundo Morlino (2002: 9), “the obligation of elected political leaders to answer for their political decisions when asked by citizens-electors or other constitutional bodies.” Esta responsabilidade exigida aos líderes políticos pode ser vertical, que é aquela que pode ser exigida pelo eleitores aos eleitos e que é periódica, funcionando como um prémio ou uma punição à divergência entre as reais necessidades da população e as políticas levadas a cabo. (Morlino, 2002: 9, 10) Já a horizontal remete para a responsabilidade dos governantes perante outras instituições ou actores colectivos com poder de controlo do seu comportamento. Sendo mais contínua do que o acto eleitoral, é promovida pela oposição no Parlamento e pela monitorização dos sistemas de tribunais, do banco central, dos restantes partidos, sindicatos, etc.

domingo, 18 de julho de 2010

Um hino à dignidade humana

Será esta a solução para as desigualdades do mundo?

Idealmente seria esta a solução para muitos dos problemas do mundo, mas não deixa de ser um exemplo interessante. Acredito que seja difícil a implementação desta medida de altos salários em várias empresas localizadas em zonas de mão-de-obra barata, mas não faz isto pensar num mundo que seria tão mais agradável? Hoje estou numa de idealismo igualitário e alguém vai comentá-lo, mas ainda assim queria dar conta deste caso. É bom ouvir pessoas satisfeitas por verem que lhes dão as condições mínimas para que possam ter acesso a uma casa, à educação dos filhos e a algum conforto.

Um hino à dignidade humana! Que me deixou feliz.

sábado, 17 de julho de 2010

Emprego

A Organização Paramédicos de Catástrofe Internacional (http://www.paramedicos-internacional.org/) procura 2 estagiários nas seguintes áreas: - Relações Internacionais;- Ciências Sociais. Inicio Estágios: Setembro Enviar CV+foto e certificado de habilitações para: ong.paramedicos.direccao@gmail.com

quarta-feira, 14 de julho de 2010

Mais turras

Parece-me impressionante o desprezo com que os israelitas lidam com pressões internacionais. Agora foi a vez de retomarem as demolições de propriedades de palestinianos em Jerusalém Oriental, que tinham sido suspensas há alguns meses. Barroso, Ashton, Clinton e vários outros já vieram lamentar. Eu também o faço. Mas os israelitas, enquanto não apanharem um susto valente, vão continuar às turras...

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Obrigado!!!

Muito obrigado a todos os leitores que contribuíram para que este blogue chegasse às 10 000 visitas em 10 meses de existência!
Em primeiro lugar, um pedido de desculpas aos leitores mais assíduos que não têm encontrado assim tantos posts no blogue como eu gostaria. Peço alguma paciência durante esta fase em que me encontro mergulhado numa etapa complicada de um trabalho para o doutoramento e prometo recuperar a minha assiduidade.

Assim sendo, hoje passei por aqui só para deixar esta notícia sobre Israel ter admitido erros no planeamento do caso da flotilha. Efectivamente erros todos cometem, mas sendo este reconhecimento feito num inquérito instaurado no próprio país, eu nem quero imaginar a que conclusões chegarão os peritos da ONU que também começaram um há menos tempo. Desconheço a política externa israelita suficientemente bem, mas acho-a muito perdida, indecisa e com erros demais para uma verdadeira política externa de um país do calibre de Israel na região onde se encontra.

E os mortos a lamentar são o resultado dessa política.

sábado, 10 de julho de 2010

A abertura do regime

Liberalizar o regime não é o mesmo que democratizá-lo. Isto é uma das assumpções básicas da teoria da democracia. Mas, ainda assim, não significa que não tenha qualquer valor para a análise do estado desse mesmo regime.

Quando um governo autoritário, como é o caso do cubano (ou se quiserem, limitadamente democrático ou com semi-democrático ou qualquer outra das inúmeras denominações), mostra alguma abertura, é desde logo um sinal de crise no apoio desse mesmo governo. E com a intenção de recuperar parcialmente o apoio popular indispensável à sua continuidade, então a abertura ou a liberalização limitada são caminhos possíveis.

Talvez seja isso mesmo que está a passar-se em Cuba, uma vez que foram autorizadas libertações de vários detidos políticos. E mesmo que a pressão da Igreja Católica tenha sido preponderante, esta abertura tem um significado. No entanto, o perigo para o próprio governo é imenso: a população pode continuar contra ele, pode saber-lhe a pouco estas concessões, pode começar a imaginar com o horizonte da democracia plena,... Enfim, só o tempo nos dirá qual das opções será. Que a ditadura aguente ainda um sucessor de Raúl? Não me parece.

sexta-feira, 9 de julho de 2010

Emprego

A Finera está a recrutar um técnico comercial para promoção internacional da empresa.

IDENTIFICAÇÃO DA EMPRESA

Nome da Empresa:  FINERA Têxteis , Lda.
Morada : Rua Entre Muros,123
Código Postal: 4590-051 Localidade  : Carvalhosa - Paços de Ferreira
Telefone: 255 860020            Fax: 255 860026                  Site: 
www.finera.pt

DESCRIÇÃO DA ACTIVIDADE DA EMPRESA:
Criação, produção e comercialização de produtos têxteis para o lar.

REGIME: Full-Time

LOCAL DE TRABALHO: Paços de Ferreira

IDENTIFICAÇÃO DA FUNÇÃO E SUA CARACTERIZAÇÃO: Técnico comercial para promoção internacional da empresa, nomeadamente, prospecção de mercados, participação em certames internacionais nos mercados externos, acções de promoção e contacto directo com os clientes.

PERFIL DO (A) CANDIDATO (A): Pessoa dinâmica, com iniciativa, com bons conhecimentos de inglês, facilidade de comunicação, disponibilidade para deslocações, capacidade para trabalhar em equipa, boa capacidade de negociação, persuasão e argumentação, empreendedor e orientado para o cliente e resultados.

CONHECIMENTOS DE LÍNGUAS: Inglês (fundamental); francês e espanhol (preferencial)

CONHECIMENTOS DE INFORMÁTICA: Na óptica do utilizador

ÁREA DE RESIDÊNCIA DO (A) CANDIDATO (A): Paços de Ferreira, Porto, Santo Tirso, Guimarães

CARTA DE CONDUÇÃO: Sim

PESSOA RESPONSÁVEL PELA SELECÇÃO:
Nome: Dra Rosa Maria Andrade
Função: Sócia-Gerente
E-mail:  rosaandrade.finera@sapo.pt
tlf: 255 860 020

Data do pedido:
05-07-10

Envio de candidaturas para: rosaandrade.finera@sapo.pt

quarta-feira, 7 de julho de 2010

segunda-feira, 5 de julho de 2010

Komorowski na Polónia

Bronislaw Komorowski venceu a segunda volta das presidenciais na Polónia, conseguindo derrotar o irmão gémeo do ex-Presidente polaco com cerca de 53% dos votos.

Como é próximo de Tusk, o Primeiro-Ministro, e com ele deverá impulsionar políticas orientadas para os mercados, os investidores receberam bem a notícia. Pelo menos, digo eu, não deveremos ter notícias deste Presidente a atrasar algum processo europeu, como fez o seu antecessor. 

Komorowski tem agora a árdua tarefa de controlar um enorme défice orçamental e animar a economia do país.

sábado, 3 de julho de 2010

A Comunidade Africana do Leste

Foi ontem notícia no NYT a formação de um mercado comum por cinco países africanos. Mais especificamente, do Leste de África. Este é mais um passo na consolidação e desenvolvimento da Comundiade Africana do Leste que, tal como refere a notícia, deu este passo na junção dos seus mercados, mas aponta já para 2012 a união monetária e, para 2015, a existência de uma moeda única. Os líderes dos cinco países membros da CAL - Uganda, Quénia, Tanzânia, Burundi e Ruanda - prevêem também uma aproximação política, apesar de o seu objectivo imediato ser o desenvolvimento económico da região.

Esta iniciativa deixa-me muito satisfeito, uma vez que a integração do território será, certamente, muito positiva para todos os participantes. A partilha de uma organização, de responsabilidades, de objectivos e outros valores poderá contribuir para o seu desenvolvimento e crescimento enquanto países condenados a um continente que ainda hoje enfrenta uma conjuntura difícil e uma mentalidade que dificulta o seu pleno desenvolvimento e a felicidade dos seus cidadãos. A concretização de uma União da África do Leste está, assim, mais próxima.

sexta-feira, 2 de julho de 2010

Referendo no Reino Unido

Era uma promessa eleitoral dos liberais e uma das suas condições para a formação de um governo de coligação com os conservadores: o referendo sobre a reforma do sistema eleitoral britânico será levado a cabo em Maio do próximo ano.

"O que vai estar em causa será se se adopta no Reino Unido o voto alternativo, próximo do método utilizado na Áustralia, segundo o qual o eleitorado alinha os candidatos por ordem de preferência. O que aparece em último lugar é eliminado e as segundas preferências são redistribuídas, até aparecer um que obtenha mais de 50 por cento dos votos. Não se trata propriamente de uma representação proporcional, mas deverá garantir que cada um dos deputados tenha um apoio maioritário no seu círculo eleitoral.

Os tories têm estado contra a reforma eleitoral, temendo que a sua aplicação dificulte a obtenção de maiorias absolutas (a norma no Reino Unido), pelo que os seus deputados serão autorizados a fazer campanha por um “não” no referendo." (Público, 2 de Julho de 2010)

O resultado deste referendo vai ser esclarecedor e pode abalar a coligação. Clegg quer mostrar que a vontade do seu partido se faz sentir no governo do qual também faz parte, mas pode sair fragilizado caso a população britânica recuse esta forma de representatividade, que pode ser cara aos dois grandes partidos ingleses.