quinta-feira, 20 de maio de 2010

Mugabe e Kim Jong-Il


O que terão em comum Kim Jong-Il e Mugabe?

Humm.. Além do que estão a pensar, têm uma arca. Uma arca de noé. 
Desculpem, mas esta notícia desmotiva qualquer comentário razoável sobre estes dois senhores.


Mugabe vai enviar uma "Arca de Noé" para Kim Jong-il

Evento

terça-feira, 18 de maio de 2010

Evento

Turquia, Brasil e Irão

Este eixo tem vindo a ficar cada vez mais conhecido pelo mundo. Ankara e Brasília uniram-se numa posição crítica face à quase totalidade da restante sociedade internacional e bateram o pé. Bateram o pé de tal maneira que trabalharam conjuntamente no sentido de mediar a crise que se tinha instalado entre Teerão e o bloco ocidental liderado pelos Estados Unidos que clamavam por mais sanções contra um Irão que violava constantemente as normas internacionais da não-proliferação.

Sinceramente, quando Lula da Silva e Erdogan começaram a consolidar esta oposição ao resto do mundo, duvidei que conseguissem mover Ahmadinejad. Naturalmente, não considerei o peso que as relações diplomáticas entre o Brasil e o Irão, e a Turquia e o Irão mantinham. Pelos vistos, a coisa funcionou. E funcionou de tal maneira que a mediação feita por aqueles dois países deu frutos. Acalmou os ânimos da discussão internacional (deixei de ver artigos a falar nas exaltações de ambos os lados por mais ou menos sanções) e agora veio para os jornais a aceitação de Ahmadinejad da proposta sobre o nuclear que os parceiros fizeram.

"Ao fim de 18 horas de negociações, o texto foi assinado pelos três ministros dos Negócios Estrangeiros na presença dos presidentes Mahmoud Ahmadinejad e Lula da Silva e do primeiro-ministro turco Recep Tayyip Erdogan, reunidos para uma cimeira em Teerão.


Esta proposta será agora comunicada à Agência Internacional de Energia Atómica, o órgão da ONU para as questões nucleares. Se as grandes potências que têm estado envolvidas na negociação deste dossier aceitaram este acordo, “o Irão enviará no prazo de um mês 1200 quilos do seu urânio fracamente enriquecido para a Turquia. Os Estados Unidos e vários países europeus têm tentado travar o programa nuclear iraniano, principalmente o enriquecimento de urânio realizado por Teerão. Apesar dos desmentidos iranianos, temem que o programa vise dotar o Irão de uma bomba atómica e não produzir energia.

Estados Unidos, Rússia e França já tinham oferecido a Teerão um acordo deste tipo, que permitisse às autoridades iranianas receber o combustível de que necessita. Nesse caso, o urânio fracamente enriquecido seria enviado pelo Irão para a Rússia, onde seria enriquecido a 20 por cento e de onde seguiria para França para ser transformado em combustível. Teerão recusou, evocando um problema de confiança."


O Irão mostrou alguma cooperação. Esperemos agora que o Ocidente também o faça e aceite um acordo que pode comprovar (talvez) as intenções pacíficas do programa nuclear iraniano e as suas boas intenções.

segunda-feira, 17 de maio de 2010

Dia Internacional da Homofobia

Não podia calhar em melhor data.
Espero que o Sr. Presidente da República leia isto antes de decidir assinar ou não o documento que tem em mãos...






Islão

Chamo a atenção para o artigo de Bruno Oliveira Martins no seu blogue sobre o Islão e um protesto que extremistas desta religião estão a programar.

Enfim, como em tudo, qualquer extremismo é deplorável e triste. Este é mais um caso. E um triste caso que cria na opinião pública uma imagem distorcida daquela religião.

O artigo pode ser encontrado aqui.

domingo, 16 de maio de 2010

Os Trabalhistas

Derrotados quase duas décadas depois da sua entrada em Downing Street pelo carismático Tony Blair, os Trabalhistas enfrentam agora uma crise, relativa e passageira, eu diria.

Com umas saídas pouco brilhantes nos últimos dias, típicas de quem dá o tudo por tudo para se manter no poder, perderam alguma da dignidade com que poderiam deixar o governo.

No entanto, outras questões se levantam. A primeira prende-se com o facto de agora fazerem parte da oposição. Significa que vão assistir, de bancada, à aplicação das medidas de austeridade para a recuperação económica do país, o que lhes poderá granjear muitos votos nas próximas eleições, caso os resultados não sejam os desejados e a população fique descontente, o que é muito frequente nestas alturas.

Por outro lado, há agora a corrida à liderança do partido. Brown está de fora e disse já não apoiar nenhum candidato. Os dois favoritos parecem ser David Miliband, o ex-MNE, e Ed Balls, ex-Ministro da Educação. No entanto, uma terceira figura começa a ganhar eco pelos corredores: Ed Miliband, irmão de David. A competição pode ser feroz, mais do que amistosa. Mas só lá para Setembro se saberá definitivamente quem vai liderar a oposição britânica, numa postura a que os Labour já não estão assim tão habituados. Vamos acompanhar como corre.

sábado, 15 de maio de 2010

Ministro dos Negócios Estrangeiros

William Hague é o novo Ministro dos Negócios Estrangeiros do Reino Unido, aquele que ocupará o Foreign and Commonwealht Office.

Com 49 anos, Hague teve a sua formação em Oxford e chegou pela primeira vez ao exercício da política em 1989 numa “by-election” que o colocou na Câmara dos Comuns. Um conservador que ocupa esta pasta fundamental da política britânica e que, pessoalmente, não me inspira muita confiança.

Mais uma vez aproveito a Wikipédia para citar algumas informações que me parecem relevantes para este Ministro:

“After a controversial party conference speech in March 2001, Hague was accused of xenophobia and racism by sections of the media[citation needed]. In the speech, Hague said:

We have a Government that has contempt for the views of the people it govern.
There is nothing that the British people can talk about, that this Labour Government doesn't deride.
Talk about Europe and they call you extreme. Talk about tax and they call you greedy. Talk about crime and they call you reactionary. Talk about asylum and they call you racist; talk about your nation and they call you Little Englanders ... This government thinks Britain would be alright if we had a different people. I think Britain would be alright, if only we had a different Government.
A Conservative Government that speaks with the voice of the British people.
A Conservative Government never embarrassed or ashamed of the British people.
A Conservative Government that trusts the people [...] This country must always offer sanctuary to those fleeing from injustice. Conservative Governments always have, and always will. But it's precisely those genuine refugees who are finding themselves elbowed aside.[10]

The speech was criticised in even traditionally Conservative newspapers such as The Sun and The Times[citation needed]. Former Conservative Deputy Prime Minister Michael Heseltine, a prominent One Nation Conservative, was particularly critical of Hague's allegation that Britain was becoming a "foreign land", and confessed in newspaper interviews that he was uncertain as to whether he could support a Hague-led Conservative Party.[11] With hindsight, the speech served to cement the portrayal of the Conservatives' as "the nasty party" in the run-up to the general election.”

sexta-feira, 14 de maio de 2010

Não me vão ouvir

Provavelmente, o próximo país a aderir ao Euro será a longínqua Estónia. Não sei se será uma boa decisão que o adopte desde o próximo dia 1 de Janeiro, uma vez que sempre teve graves problemas de inflação e estabilidade de preços, mas a Comissão quer… E se nem o BCE a convenceu, também não me parece que eu vá ser ouvido por Barroso…

Novidades de Londres

Uma novidade que nos chega de terras de Sua Majestade e a primeira medida tomada em conjunto pelos dois partidos da coligação é a tentativa de promulgar uma lei que determine um maior mandato para o Parlamento. Assim, este, em vez de ser eleito por um período de quatro anos, passará a sê-lo por cinco.
Outra novidade anunciada a 13 de Maio foi a redução de salários dos novos ministros, resultado da primeira reunião do governo de coligação.

Alguns membros do novo Cabinet:

- Primeiro-Ministro: David Cameron;
- Vice-Primeiro-Ministro: Nick Clegg;
- Ministro dos Negócios Estrangeiros: William Hague;
- Ministro das Finanças: George Osborne;
- Ministro da Economia: Vicent Cable;
- Ministro da Educação: Michael Gove.

quinta-feira, 13 de maio de 2010

Já sei!

Li agora a posição de Clegg no governo. Para os Ingleses, ser o número dois do governo é ser "Deputy Prime Minister", que será um equivalente a um Vice-Primeiro-Ministro, que existe em vários países. Deixo aqui a explicação sobre o cargo que retirei da página da Wikipédia e que pode ser mais esclarecedora - pelo menos para mim foi, porque desconhecia o cargo...

"The Deputy Prime Minister of the United Kingdom is a senior member of the British Cabinet. The office of the Deputy Prime Minister is not a permanent position. It exists only at the discretion of the Prime Minister. The office is normally considered as an honorific title.

Unlike analogous offices in some other nations, including the United States Vice Presidency, a British Deputy Prime Minister possesses no special powers above those of his or her ministry. He or she does not assume the duties and powers of the Prime Minister in the latter's absence or illness, such as the powers to seek a dissolution of parliament, appoint peers or brief the sovereign. He does not automatically succeed the Prime Minister, should the latter be incapacitated or resign from the leadership of his or her political party. In practice, however, the designation of someone to the role of Deputy Prime Minister may provide additional practical status within cabinet, enabling the exercise of de facto, if not de jure, power.[clarification needed] When Gordon Brown became Prime Minister, he did not appoint a Deputy Prime Minister. However, in his third cabinet reshuffle in June 2009, Lord Mandelson was appointed as First Secretary of State effectively becoming the Deputy Prime Minister in all but name."

Um balanço para Londres

Os últimos dias têm sido marcados por diversos acontecimentos e anúncios importantes para o Reino Unido em termos de governação e eu não tenho tido possibilidade de os comentar aqui. Por isso mesmo, hoje faço um balanço desses dias.

A 10 de Maio, Gordon Brown, demitiu-se da liderança do Partido Trabalhista. Para sair com alguma dignidade e na desesperada tentativa de garantir aos Labour o governo de Londres, promoveu, simultaneamente, conversações com os Lib-Dem na esperança que a sua ligação com os conservadores fosse inviável. A grande cisão entre os dois partidos que tentavam a coligação era precisamente na área da política eleitoral e o então P-M aproveitou-se dessa fragilidade das conversações para se propor como alternativa. Miliband seria o mais provável sucessor de Brown, quer na liderança do partido, quer como Primeiro-Ministro da Rainha. Não podemos esquecer que a saída de Gordon Brown era uma das condições dos liberais para as negociações com os trabalhistas, com os quais sempre preferiram negociar. O então Primier foi acusado de ser oportunista e irresponsável pela imprensa tradicionalmente conservadora.

No dia seguinte, a 11 de Maio, Cameron aborrece-se com as pressões de que os Lib-Dem estão a ser alvo e acaba por exigir uma decisão do partido do centro: ou os conservadores ou os tories – a decisão tinha que ser tomada. Mas entretanto, já Clegg afirmava que as negociações estavam a chegar a uma conclusão e que brevemente se anunciaria o plano dos dois partidos. Ainda assim, aguardava-se com expectativa. Nada garantia a coligações dos partidos, uma vez que poderia surgir cisões inconciliáveis no final das negociações, em aspectos fundamentais para a formação de um governo com ambos os partidos. Alguma tensão podia sentir-se entre os três partidos, especialmente os Labour, que torciam para o não funcionamento daquela junção.

Ontem, quarta-feira, 12 de Maio, David Cameron entrava no número 10 de Downing Street como Primeiro-Ministro do Reino Unido. Era já noite e um preenchido dia tinha passado. Treze anos depois do último conservador e pela primeira vez coligado desde a II Guerra Mundial, Cameron entrava, triunfante, como o mais novo Primeiro-Ministro da história daquele país.

A coligação: a coligação para o governo será uma coligação formal e completa, nas palavras do conservador, considerada a melhor forma de garantir a necessária estabilidade política para o país. Aos Liberais democratas, foram oferecidos vários ministérios e a promessa de um referendo sobre o sistema eleitoral. Depois de cinco dias de negociações, Clegg será o “número dois do governo”. Para mim, isso significa pouco e espero para ter a certeza de qual ministério ocupará. Os restantes ministérios devem ser anunciados entre hoje e amanhã.

Nos próximos dias, continuarei a comentar os últimos acontecimentos saídos destes interessantes dias das eleições inglesas.

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Mas o que é isto?

Agora foi a resignação de Gordon Brown como líder dos Trabalhistas e a promessa de que o seu (ex-)partido negociará com os liberais democratas. Eu bem disse que Clegg tinha os dois partidos na mão, mas nunca pensei que fosse assim tão literal. As negociações com os conservadores não estão a correr como quer o partido de Clegg e, de facto, ele tem a faca e o queijo na mão, podendo rapidamente virar-se à esquerda.

O cómico da situação é que o Reino Unido pode vir a ser governado por um líder que não escolheu. David Miliband pode vir a substituir Brown até o partido lhe ter escolhido o sucessor... Miliband entra na corrida e Brown sai.

Que mais surpresas tirarão os ingleses da cartola?!

Política Externa Inglesa II

Meti-me num sarilho quando prometi fazer um breve comentário sobre a nova eventual política externa inglesa. Previsões são sempre perigosas, por isso prefiro falar de uma análise superficial a algumas ideias que apresentei no post anterior, excluindo desde já os trabalhistas para não tornar tudo ainda mais difuso e complexo. Para além daquilo que o Lourenço comentou ao meu post de ontem: muitas vezes diferentes nas perspectivas quanto a esta política, acabam todos por pôr em prática o mesmo. Questões como a ligação aos EUA não são, de todos, evitáveis.

Como é sabido, espera-se haver entre os dois partidos a formação de uma coligação. Essa coligação implicará cedências de ambas as partes e inflexões naquilo que defenderam durante a campanha e que é o programa dos respectivos partidos. Economia, Educação, Saúde, Obras Públicas e Política Externa são alguns dos temas que Clegg e Cameron (a dupla C&C) vão certamente falar nas próximas reuniões.

Quanto àquilo que me interessa particularmente, os tópicos são bastantes sensíveis. Repare-se que normalmente o presidente do partido que ficou em segundo lugar, em caso de coligação, é o que  se torna responsável pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros, como acontece actualmente com a Alemanha. Ora, a funcionar dessa forma, o Foreign Office passará a ser ocupado por Nick Clegg.

Como conciliar as políticas externas de ambos os partidos? Apesar de achar as ideias dessa política dos Lib-Dem mais próximas de Brown do que de Cameron, há alguns pontos que ligam os dois partidos que se coligarão; mas há também pontos de divergência que terão que ser tratados com a devida diplomacia, atendendo à sua natureza.

1. A promessa de um envolvimento cada vez mais profundo com a UE dos liberais democratas (LD) opõe-se nitidamente às intenções conservadoras (C), que passam por: 
       a) oposição ao Tratado de Lisboa (apesar de não o revogarem)
      b) promulgação de uma lei que defina que sempre que haja mudanças que façam desaparecer o direito de veto do Reino Unido, essas têm que passar pela aprovação do Parlamento (estamos a falar, muito objectivamente, de um entrave sério ao aprofundamento da supranacionalidade da União e de uma nítida valorização da intergovernamentalidade) 
       c) submissão a referendo de qualquer novo Tratado da União, etc.

2. Certamente que os conservadores até se arrepiam só de ouvir um ponto que os LD defendem: "Encourage greater European security and defence co-operation". Vai ser um verdadeiro trinta e um para resolver...

2. LD a favor da adesão ao Euro, sem data marcada; C - Euro completamente fora de questão.

3. Ambos apoiam a entrada da Turquia para a União. Os LD apoiam ainda a Croácia e os restantes Estados balcânicos. Sem qualquer ilusão, a questão turca não passa mais do que o reflexo da política externa americana que tanto pressiona a União no sentido de acolher no seu clube aquele país euro-asiático. 

4. Ambos a favor da solução do problema israelo-palestiniano com a formação de dois Estados (gostava só de saber com que fronteiras...)

5. Quanto à questão iraniana, os liberais democratas falam em esforços diplomáticos mas recusam a utilização da força, enquanto esse aspecto militar não é posto de lado pelos conservadores (nem podem, porque caso os americanos assim o decidam, apesar de altamente improvável, os ingleses iriam logo atrás; foram-no com Blair, quanto mais com Cameron.)

6. Aumentar a ajuda estrangeira até 0,7% do PIB inglês até 2013 - esta é a medida sobre a qual nem vão falar porque é exactamente a mesma nos dois partidos (aliás, nos três, porque o valor era o mesmo nos Trabalhistas)

Como vimos, várias são as questões que ambos terão que debater. Não me parece que a solução seja fácil, especialmente em relação à Europa, com Clegg muito mais europeísta que o seu parceiro Cameron. No entanto, não podemos esquecer as grandes diferenças em termos de visões de política externa entre Hillary Clinton e Barack Obama e não deixam ambos de funcionar como uma equipa. O ponto nevrálgico está é noutro aspecto: é que Obama define a política externa quase unilateralmente e Clinton é sua funcionária. Agora Clegg pode (e vai) fazer exigências... Mas é de diplomacia e negociação que vive este mundo...

E tal como disse no comentário ao post de ontem, o que passarei a fazer será uma comparação das políticas inglesas neste domínio de facto com aqueles traços apresentados por ambos os partidos, tentando perceber em que momentos venceu a visão conservadora e em que outros momentos venceu a perspectiva liberal democrata. Auguram-se algumas confusões em Londres...

domingo, 9 de maio de 2010

Política Externa Inglesa I

Encontrei no site da BBC uma deliciosa comparação entre as políticas externas de cada um dos três maiores partidos candidatos e que não posso deixar de reproduzir. Esta mudança de partido no governo inglês trará certamente bastantes alterações em relação à posição do Reino Unido face aos EUA e face à Europa. Comecemos pelos perdedores trabalhistas.

Estes advogam, segundo aquele site: (a negrito alguns aspectos que quero salientar)

  • Support euro in principle, but only if approved in a referendum, and no current plans to enter
  • Support Turkey and Croatia for EU membership, and believe negotiations for accession of all Western Balkan countries should begin by 2014
  • Maintain social and employment rules like the Working Time Directive
  • Deepen Britain's relationship with emerging powers like India, China and Brazil
  • Support German, Japanese, Indian and Brazilian membership of the UN Security Council and permanent representation from Africa
  • Support a two state solution for Israel and Palestine
  • Seek diplomatic resolution of Iran's nuclear ambitions
  • Increase foreign aid to 0.7% of Gross National Income by 2013
  • Support campaign for a legally binding global arms trade treaty in 2012.
Os conservadores:


  • Opposed Lisbon Treaty, but will not reverse it
  • Pass a law to require a referendum on any future treaty that transfers power from Britain to the EU
  • UK Sovereignty Bill, to ensure ultimate authority stays in Parliament
  • Law to ensure any abolition of national veto would require MPs' approval
  • Rule out Euro entry
  • Support Turkish membership of EU
  • Would negotiate a full opt-out from the Charter of Fundamental Rights and the Working Time Directive
  • Expand UN Security Council to include Germany, Japan, Brazil, India and African representation
  • Support a two state solution for Israel and Palestine
  • Back concerted international efforts to prevent Iran from obtaining a nuclear weapon
  • Increase foreign aid to 0.7% of Gross National Income by 2013
  • Give British people a direct say on part of aid spending
  • Support humanitarian military intervention when it is practical and necessary.
Partido liberal democrata:
  • Strongly support continued EU membership
  • Would opt in to pan-European justice policies
  • Encourage greater European security and defence co-operation
  • Support Euro membership in principle, but no plans for early entry
  • Support the right of nations to intervene if foreign governments engage in large-scale violations of human rights, but force should only be used as a last resort and be authorised by the UN Security Council, in all but exceptional circumstances
  • Support a two state solution for Israel and Palestine and believe Britain and the EU must put pressure on Israel and Egypt to end the blockade of Gaza
  • Support diplomatic efforts to ensure Iran does not obtain nuclear weapons, but oppose military action
  • Committed to increasing foreign aid to 0.7% of Gross National Income by 2013.
(para o próximo dia, um breve comentário...)

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Eleições no Reino Unido II

Para finalizar este dia de resultados eleitorais no Reino Unido, deixo a breve nota sobre o ponto da situação actual. Tal como previsto, Cameron, que venceu as eleições sem uma maioria que lhe garanta estabilidade na governação, quer fazer uma "proposta global e aberta" ao terceiro partido mais votado ontem, o liberal-democrata liderado por Clegg.

Significa que o dirigente dos conservadores prefere um acordo mais estável e a concessão de algumas medidas aos seus eventuais parceiros a ter que desenvolver uma política de constantes conversações com os diferentes partidos - à semelhança do que se passa actualmente em Portugal.

As atenções voltam-se agora para as negociações entre os dois partidos. Em que aspectos cederá um e outro? Conseguirão efectivamente uma governação estável. Eu penso que ela é possível agora com a junção dos dois partidos. As políticas e decisões é que deixarão de ser assim tão lineares e expectáveis, uma vez que estarão ambos no governo. A antiga coligação de Merkel e Steinmeier funcionou relativamente bem para efeitos de governação e a actual com Westerwelle parece ir pelo mesmo caminho. A não perder de vista!

Eleições no Reino Unido

Nick Clegg acaba de fazer uma declaração, na qual afirma que acima de tudo continua a colocar o interesse da população birtânica e a reformulação do sistema político eleitoral. Clegg deixou bem clara a sua mensagem de que privilegiará uma coligação com o partido que tiver mais votos (neste caso, os conservadores), desde que esteja realmente interessado em servir o interesse dos ingleses e de fazer concessões aos liberais-democratas, naturalmente...

A Aspirina para a Rainha


No momento em que escrevo este post (10h30), esta é a situação com a qual os britânicos acordaram:
            
             Tories - 291 MPs
             Labour - 245 MPs
             Lib-Dem - 51 MPs

(Os resultados podem ser actualizados a cada minuto nesta transmissão em directo da BBC)

Duas opiniões estavam nessa transmissão da BBC: uma que defendia que Gordon Brown deveria juntar-se a Clegg e acordar num programa que junte os dois partidos e lhes dê, numa coligação, a maioria absoluta que ainda é possível alcançarem, de forma a que Brown (ou ainda outro trabalhista, como o actual MNE, Miliband) assuma a liderança do governo inglês.

Uma outra corrente está a propor a demissão, com graça, do actual Primeiro-Ministro, para que, interesseiramente, Cameron ocupe o seu lugar e acabe por não conseguir governar com uma minoria que obrigaria a constantes conversações com os Lib-Dem ou os Labour ou ainda à realização de novas eleições das quais, eventualmente, os Trabalhistas sairiam vencedores.

Naturalmente, esta segunda opção parece-me mais rebuscada e menos lógica. Contudo, não podemos ignorar este ou ainda um terceiro cenário, no qual Cameron e Clegg formariam uma coligação e governariam com a maioria absoluta que dá aos ingleses a sempre tão desejada estabilidade política. Ainda assim, uma coligação do centro com a direita parece-me menos provável do que com a esquerda, atendendo às diferenças entre ambos, nomeadamente nas políticas económicas.

Por enquanto, a Rainha deve ter que tomar uma Aspirina: juntando sugestões dos seus conselheiros, aguarda pela decisão final que tem que ser tomada pelos políticos...

quinta-feira, 6 de maio de 2010

Dor de cabeça para Sua Majestade

É dia de eleições no Reino Unido. Vários são os cenários apontados pelos analistas e politólogos sobre o resultado desta ida às urnas: maioria para os tories e automática formação de governo, coligação com os lib-dem, lib-dem coligados com os trabalhistas,... Enfim, uma corrida eleitoral que está a prometer luta até ao último segundo das contagens.

Com as implicações internas e externas que cada uma dessas situações possa vir a ter, alguns dados podem ser já tidos como adquiridos: os trabalhistas muito provavelmente pensarão na escolha de um novo líder. Não necessariamente logo após os resultados, mas é certo que Brown não se candidatará mais a Primeiro-Ministro. Isso implicará uma reforma do próprio partido. E será que os Trabalhistas continuarão com a linha da Terceira Via, promovida por Tony Blair e Anthony Giddens? Que modificações serão levadas a cabo e em que sentido? 

Os destinos do Reino Unido vão sentir uma mudança. Mas será ela assim tão visível? Mudarão de facto as políticas? Algumas, sim. Nomeadamente as relações com os Estados Unidos sairão reforçadas destas novas eleições, atendendo à tradição do partido de Cameron. O Afeganistão continuará em força, talvez um maior investimento na defesa e um afastamento de Bruxelas.

O BNP reza (literalmente) para conseguir um assento no Parlamento. Tenta conquistar o lugar através da depauperada e marginalizada cidade de Barking, terreno fértil para fenómenos deste género.

Ficarei atento durante o dia de hoje e amanhã às evoluções que os media nos vão trazendo em tempo real. E aguardamos os resultados com expectativa. Darão os eleitores uma dor de cabeça à sua Rainha?

quarta-feira, 5 de maio de 2010

Tecnologia e Estratégia


PowerPoint: "Quando percebermos isto a guerra está ganha"


Artigo do NYT traduzido pelo i e que dá conta da importância estratégica (ou não!) do famoso e tão por todos nós usado Power Point. A citação é do General McChrystal e refere-se ao esquema reproduzido abaixo. Vale a pena ler! Divertido!



segunda-feira, 3 de maio de 2010

Evento



Na Terça-feira, 4 de Maio, o auditório da Reitoria da Universidade Nova de Lisboa vai receber a cerimónia final do Prémio Nacional de Jornalismo Universitário. A sessão de abertura terá lugar às 9h30 com o debate “Media e Direitos Humanos”.

Para o painel está confirmada a presença de Fernando Nobre (Presidente da AMI); Laurinda Alves (jornalista); Duarte Miranda Mendes(Chefe de Gabinete da Alta Comissária para a Imigração e Diálogo Intercultural), entre outros convidados, como Fernando Cascais (Director do CENJOR).

Para além dos debates proceder-se-á à entrega dos prémios aos finalistas e participantes (ver programa em anexo). Os prémios incluem, para além de uma experiência e enriquecimento cívico e académico, estágios em órgãos de comunicação social, publicação no Parlamento Global e cursos no CENJOR.

Apreçados em função da originalidade e pertinência do assunto abordado, da criatividade, empenho e excelência, os trabalhos foram avaliados por reconhecidos profissionais em cada categoria:

- Televisão: Cândida Pinto | Coordenadora dos Espaços de Grande Reportagem da SIC;
- Imprensa: Afonso Camões | Presidente da Agência Lusa;
- Multimédia: Paulo Carriço | Editor-chefe de Fotografia e Multimédia da Agência Lusa;
- Fotografia: Luiz Carvalho | Editor de Fotografia e Multimédia do semanário Expresso.
- Rádio:  Arsénio Reis | Sub-director da TSF

Os finalistas são também candidatos ao Prémio Responsabilidade Social votado por um auditório de representantes de ONG’s.

O Prémio destina-se a estimular e incentivar a aposta na formação e desenvolvimento pessoal e académico dos jovens universitários, com a abertura de novos horizontes e a descoberta de experiências, num contacto directo com o que é o Jornalismo, os seus desafios e o seu poder.

 ENTRADA LIVRE

"Uma Expo não é só uma Expo"

O interessante artigo de Francisca Gorjão Henriques sobre a Expo de Xangai (Público, 1 de Maio de 2010):

Algumas fotos do evento podem ser vistas aqui.

"Os números são à escala chinesa e a Expo Xangai 2010 será a maior exposição universal alguma vez realizada. Os seus 5,28 quilómetros quadrados - duas vezes o tamanho do Mónaco ou mil estádios de futebol - deverão receber 70 milhões de visitantes. É também a mais cara: oficialmente gastaram-se quatro mil milhões de dólares (cerca de três mil milhões de euros), mas os media falam em 58 mil milhões (quase 44 mil milhões de euros) para preparar a cidade mais populosa da China para a receber. É a realização de "um sonho com 100 anos", disse o primeiro-ministro. É a China a disparar a arma do seu soft power, dizemos nós.


Depois dos Jogos Olímpicos de 2008, o país oferece a partir de hoje, e nos próximos seis meses, mais uma prova de que estão muito longe os anos de isolamento de Mao Zedong. E isso não acontece num local qualquer. Xangai já foi um porto de entrada do mundo na China; longas décadas depois, o mundo volta a invadir a cidade.

Nada de equívocos: não foi preciso uma Expo Xangai para que de um 60.º andar se olhe em volta e o que haja para ver sejam arranha-céus (há mais de 30 prédios com mais de 200 metros), debruçados sobre o rio ou sobre as vias rápidas que esventram a cidade, turistas e expatriados nos passeios, lojas Louis Vuitton e Gucci e... Xangai era já a cidade mais rica e cosmopolita da China.

Mas há uma mensagem muito clara que Pequim está a passar, e não será apenas para o exterior. Esta é uma forma de demonstrar a sua autoridade e domínio aos próprios chineses, provando que o regime é suficientemente poderoso para receber dois eventos internacionais desta dimensão e num tão curto período de tempo (passaram apenas dois anos desde as Olimpíadas), lê-se numa análise da Reuters. A provar que há uma forte componente interna basta olhar para as previsões: quase 95 por cento dos visitantes virão da própria China.

Por isso há quem lhe chame uma "campanha de distracção maciça" - a expressão partilhada com o diário britânico Guardian é de Anne-Marie Brady, cientista política da Universidade de Canterbury em Christchurch, na Nova Zelândia. "O furor à sua volta serve para ajudar os chineses a sentirem-se optimistas sobre o seu país e pela forma como se está a desenvolver, distraindo-os de outros assuntos mais deprimentes, como desemprego, custo de vida, corrupção e incompetência oficial, acesso a bons cuidados de saúde, subida dos preços do imobiliário", explica Brady. "Na China de hoje, o não político é na verdade profundamente político."

Mais uma vez, o território chinês será pisado por vários chefes de Estado e de Governo, como o Presidente francês, Nicolas Sarkozy (cuja visita à China pretende atenuar as fortes tensões pré-Olímpicos entre os dois países) ou da Rússia, Dimitri Medvedev. Isso faz muitos sentirem-se orgulhosos. "Esperámos 150 anos pela possibilidade de ter uma Expo no nosso país", comenta ao Guardian Wang Xinghua, de 77 anos. "Sinto-me ainda mais contente quando pessoas de outros países nos vêm visitar - representa que a China se ergueu no mundo."

Invenção ocidental

Se recuarmos a meados do século XIX, voltamos a ver uma cidade costeira de importância internacional, quando Xangai se tornou num porto pesqueiro e comercial. Mas este foi também o período da humilhação para os chineses: depois da Guerra do Ópio, as forças britânicas forçaram a abertura e estabeleceram-se ali, em 1842. Franceses, americanos e japoneses juntaram-se às concessões e a cidade ficou tão cosmopolita como Paris. No final do século, o seu território estava parcelado e imune à lei chinesa. Em 1931 havia 70 mil estrangeiros em Xangai; na década seguinte, o dobro.

O Partido Comunista Chinês (PCC) nasceu ali (1921). Mas foi a sua vitória na guerra contra os nacionalistas, em 1949, que levou à "libertação" de Xangai. Ou seja, o PCC pôs um ponto final na presença estrangeira. 

A revista Time lembra no entanto que, apesar da fuga dos expatriados e da transferência em massa da população com formação académica para as províncias menos desenvolvidas, "o cosmopolitismo de Xangai nunca foi totalmente extinto". Ficou com aqueles que não chegaram a sair e que o passavam para as gerações seguintes, desafiando o que se instalou como preconceito de pertencer a uma terra administrada por forasteiros.

"O coração do povo de Xangai está agora a voltar ao que era nos anos 1930 e 1940", diz à revista o romancista Qiu Xiaolong, cujos livros têm a cidade da década de 1990 como palco. "Toda a gente quer regressar àquela glória anterior."

A nova viragem começou nos anos de 1990, com o desenvolvimento da zona de Pudong, na zona leste do rio Huangpu. Algumas razões para a ascensão meteórica da cidade, segundo observadores: instinto de liderança e autoconfiança.

Os espinhos da Expo

Se muitos habitantes estão agora felizes com esta nova demonstração de poder que é a Expo Xangai, também há descontentes. Não são só os raides policiais, que levaram à prisão de mais de seis mil pessoas só em Abril (roubo, prostituição, jogo a dinheiro, venda de conteúdos pornográficos). Não são só as perseguições e violência reportadas pelo Chinese Human Rights Defenders, que diz que seis pessoas foram enviadas para campos de reeducação pelo trabalho - um deles, refere a AFP, é Mao Hengfeng, crítico do Governo, e ficará "afastado" durante 18 meses. Também não é apenas a evacuação de casas para dar terreno à exposição. São todas as restrições, como não soltar papagaios de papel no ar, não sair à rua de pijama (um hábito ainda bastante enraizado), ou não vender facas em supermercados. E, claro, as infindáveis medidas de segurança nos locais públicos, porque as autoridades não pretendem correr riscos. 

"Este é um momento muito importante. Levámos anos a prepará-lo", comenta Hong Hao, vice-presidente da Expo.

A cidade transformou-se, e no caminho gastou ainda mais dinheiro do que Pequim para receber as Olimpíadas. No orçamento contabilizam-se uma série de infra-estruturas - ficou com o serviço de metropolitano mais longo do mundo, dois novos terminais de aeroporto, novas estradas, parques e pontes, para além do novo passeio de 700 milhões de dólares (quase 530 milhões de euros) ao longo do histórico Bund nas margens do Huangpu - e indemnizações que foram necessárias pagar a 18 mil famílias para que deixassem as suas casas. 

Mesmo tendo em conta o ritmo frenético de crescimento urbano no país, aquilo que se passou em Xangai nos últimos oito anos foi descomunal. E sem a Expo as mudanças levariam três vezes mais tempo, estimou ao Guardian Pan Haixiao, especialista em urbanismo da Universidade Tongji. 

"O outro lado é que nos últimos 18 meses provavelmente perdemos mais edifícios antigos do que na última dezena de anos", desabafa à revista Time Paul French, autor e consultor sediado em Xangai.

Cidade melhor, vida melhor

A China será o primeiro país em desenvolvimento a organizar este evento e pretende que esta seja uma plataforma para melhorar as suas relações com o exterior, depois de crises como a censura no Google, a teimosia em não ceder às pressões externas para valorizar o yuan, as frequentes violações aos direitos humanos.

O objectivo é também reavivar o espírito das Expos como grande ponto de encontro internacional e de debate de questões importantes - a deste ano está subordinada ao tema Cidade melhor, vida melhor e pretende abordar tópicos como trânsito, protecção ambiental, energia, lixo e desperdício de água. Tudo problemas que a China conhece bem, porque apesar de a maioria da população ser rural, todos os anos chegam às cidades mais 60 milhões de pessoas; 170 cidades têm mais de um milhão de pessoas e sete mais de dez milhões.

Não será por acaso que dos muitos pavilhões - há um recorde absoluto de participação, com 192 países representados (incluindo os amigos chineses Coreia do Norte, Irão e Birmânia), para além de empresas e organizações - o da China impõe-se sobre todos, com os seus 60 metros de altura.

Há outro objectivo com a Expo Universal: uma rampa de lançamento para fazer de Xangai um novo centro financeiro internacional até 2020, à altura de Nova Iorque e Londres.

O PIB de Xangai multiplicou-se por 65 desde 1990, e a zona de Pundong alberga a bolsa, cerca de 17 mil empresas de capital estrangeiro e 600 instituições chinesas e internacionais, salienta a AFP. Esta será a vingança de uma cidade que foi posta de lado por Deng Xiaoping quando há três décadas arrancou com as reformas económicas do país."

domingo, 2 de maio de 2010

Ashton again...

Já há alguns meses que Catherine Ashton está a exercer funções como Alta Representante. Depois de muita discussão sobre as suas capacidades e adequabilidade para o lugar, eu pensava que a celeuma acabaria por acalmar. Mas afinal não:

“As the turf war for the European diplomatic service (EEAS) continues, MEPs are claiming High Representative Ashton is inexperienced and that she is incapable of handling the task of setting up the new diplomatic service. Ashton is “simply out of her depth” says German Christian Democratic Union MEP Inge Grässle. Grässle adds that the EEAS proposal is “totally on the wrong track.”

The criticism of Ashton follows a statement last Friday by the European Parliament, criticizing the Ashton’s EEAS proposal for not holding the diplomatic service accountable to parliament, and for creating an artificial separation of competencies between the EEAS and Commission in areas related to the European Development Fund and Instrument for Stability. In addition, the parliament was critical of the proposal calling for Ashton’s deputy, the EEAS secretary-general, to be civil servant rather than a political appointee.

Considering the enormity of the task, and the fact that jostling among established institutions vying to influence the direction of the new creation is inevitable, perhaps the critique of Ashton is unfair. Following her appointment as High Representative Ashton was criticized for being a candidate that represented the lowest common denominator. Never mind that her obscurity and inexperience was precisely what landed her the job in the first place. Prior to Ashton’s appointment, names such as David Milliband, Britains foreign minister, former German Foreign Minister Frank-Walter Steinmeier and Massimo D´Alema, a veteran Italian politician, were bandied about Bruxelles. Assuming that one of these candidates was a realistic option, it is hardly clear that these high profile Europeans would have made more headway than Ashton.”

(http://eu.foreignpolicyblogs.com, 21 de Abril de 2010)

sábado, 1 de maio de 2010

Algumas notícias...

Algumas notícias dos últimos dias que merecem destaque:

1.Imprensa tablóide ao ataque contra Nick Clegg.

2. Primeiro-Ministro da Bélgica demitiu-se.

3. O segundo debate no Reino Unido centrou-se na política externa: UE, AMD, Afeganistão figuraram, compreensivelmente, no top das preocupações dos ingleses.

4. Alguns sinais positivos na continuação das conversações de paz entre a Israel e Palestina.

5. As pressões das sanções contra o Irão estão a fazer várias empresas cortar relações com o Irão.

6. Israel terá congelado construções em Jerusalém Oriental. 

7. Jaroslav Kaczynski, irmão do falecido Presidente da Polónia, é candidato à Presidência do país.

8. A Direita vence na Hungria. A extrema-direita soma pontos aqui e na Áustria.

9. Sondagens dão vitória a Cameron no último debate no Reino Unido. Clegg ficou em segundo lugar, com uma prestação muito convincente.

10. NATO está a ponderar Tratado sobre nuclear. A questão vai ser muito delicada e promete grandes tensões.