domingo, 10 de outubro de 2010

Evento


SEMINÁRIO PERMANENTE DE HISTÓRIA DO BRASIL ·
Evergton Sales SouzaUniversidade Federal da Bahia
Um milagre da memória. São Francisco Xavier e a epidemia na Bahia em 1686
21 de Outubro de 2010 – 18:00h – FCSH – Edifício I&D (Sala Multiusos 2, Piso 4)

Organização
CHAM - Centro de História de Além-Mar, Universidade Nova de Lisboa e 
Universidade dos Açores
Sessão conjunta com o Centro de História da Cultura (UNL|FCSH)

sábado, 9 de outubro de 2010

Afinal, nem na China...


Afinal nem na China correrá tinta? Quer dizer, a China censurou a notícia sobre o Nobel da Paz deste ano. Tinta parece não correr. 

Dizia o Público de ontem:

"A censura chegou ao Weibo, site de pesquisa semelhante ao Twitter, e ao Sina, serviço de micro blogging do portal com o mesmo nome. A emissão da CNN foi bloqueada quando se transmitia o anúncio. O jornal da noite da televisão do Estado abriu com inundações na ilha chinesa de Hainan, diz a AFP.


Tentativas para enviar mensagens de texto nos telemóveis com os caracteres chineses do nome de Liu Xiaobo falharam, enquanto uma pesquisa com as palavras-chave “Prémio Nobel, paz, Liu Xiaobo” não davam qualquer resultado em motores de busca como o Sina, o Sohu e o Baidu."


No entanto, como todos os restantes países souberam mais abertamente do acontecimento, muita tinta será necessária para defender a sua posição, especialmente no âmbito diplomático e face ao estrangeiro. Agora o regime não tem nas suas celas um pseudo-criminoso que acusam de promover a desordem, mas o próprio Nobel da Paz de 2010, juntamente com as vozes de todo o mundo que passaram a conhecer o senhor e que por ele falam contra os chineses. Pequim ameaçou o seu relacionamento com Oslo depois desta bofetada diplomática. O que será que se segue? Para mim, o pior ainda está para vir e afinal Xiaobo poderá ser quase tão polémico como Obama...

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Nobel da Paz

No ano passado, comecei o meu blogue com a publicação de um post sobre o Nobel da Paz 2009. Obama era a escolha do Comité, apesar de toda a polémica que levantou e da tinta que fez correr. O prémio de 2010 não causará tanto celeuma, pelo menos no que se refere a grande parte do mundo; o mesmo já não poderá ser dito em relação à China. Claro que a opinião sobre este galardoado não andará a correr os quatro ventos deste país pelas razões que todos conhecemos - mas pelo menos saberemos que causará alguma instabilidade e desconforto no seio das elites políticas que tanto temiam a nomeação.

Liu Xiaobo é o Prémio Nobel da Paz de 2010. E merecidamente o receberá, ainda que não o faça pessoalmente, uma vez que está detido. Já escrevi um post sobre ele aqui e aqui que podem recordar. As notícias em vários jornais internacionais servirão melhor para conhecer o percurso deste lutador pacífico.

Evento


CONVITE
CICLO DE CONFERÊNCIA



O Instituto de História Contemporânea (IHC), em colaboração com a União das Associações de Comércio e Serviços (UACS), divulga o ciclo de conferências "A República falhada: leituras sobre o 31 de Janeiro de 1891". Este ciclo de conferências pretende promover a discussão em torno da primeira tentativa de implantação da República em Portugal, através da apresentação de novas abordagens e leituras sobre o fracasso do golpe de 31 de Janeiro de 1891 e as suas implicações na génese do movimento republicano nacional. Servirá, em simultâneo, como introdução à exposição “O Pequeno Comércio e a Implantação da República (1870 – 1910)” com a qual se pretende comemorar, a partir de Novembro, o centenário da Revolução Republicana e os 140 anos de existência da UACS, fundada em Janeiro de 1870, então com a designação de Associação Comercial de Lojistas de Lisboa.



CONFERÊNCIAS

Maria Antonieta Cruz, Universidade do Porto
O golpe de 31 de Janeiro de 1891: uma ousadia breve?
Data: 11 de Outubro de 2010, 18h00
*
Isabel Corrêa da Silva, ICS, Universidade de Lisboa
O espelho fraterno: o Brasil no imaginário do 31 de Janeiro
Data: 18 de Outubro de 2010, 18h00
*
Daniel Alves, IHC, FCSH, Universidade Nova de Lisboa
O «31 de Janeiro» dos lojistas: republicanismo e participação eleitoral do pequeno comércio lisboeta
Data: 25 de Outubro de 2010, 18h00



As sessões decorrem na sede da UACS, na Rua Castilho, n.º 14, Lisboa.


A entrada é livre

Emprego

Tipo :Estágio
Empresa: Grupo Português com operações no mercado doméstico e exterior.

Descrição das Funções:
Oferece-se estágio profissional de nível 5 de qualificação IEFP de 1 ano na área de Relações Internacionais com possibilidade de integração nos quadros da empresa.

Requisitos pretendidos:
- Preencher os requisitos do Programa de Estágio Profissional de Nível 5 de Qualificação do IEFP.
- Licenciatura em Gestão, MKT ou Relações internacionais. 
- Experiência profissional em gestão e coordenação de negócios. 
- Experiência em contacto com outros Mercados, nomeadamente com o Mercado Africano será valorizada. 
- Idade compreendida entre os 25 e 35 anos. 
- Domínio das línguas Francesa e Inglesa. 
- Proactivo, com características de líder, pragmático e com raciocínio analítico. 
- Orientação para o Cliente e Resultados. 
- Híbrido no sentido de possuir competências de gestão, pedagogia, estratégicas e comerciais .
- Disponibilidade para deslocações. 
- Residência no Aveiro.
Resposta: CV e Carta de Apresentação para o email luiscruz@grupel.pt, com o Assunto: Resposta a anúncio de Relações Internacionais (m/f) – Distrito de Aveiro.

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

O mundo, no futuro

Ao mesmo tempo que se noticiava a subida para o segundo lugar no ranking das maiores economias do mundo, deu-se conta de uma perspectiva também ela já há muito prevista e que é a descida da China do segundo lugar para o terceiro, mas no ranking da população, sendo ultrapassada pela Índia.

As previsões são para as próximas décadas a Índia alcançar os 1748 milhões de habitantes, quase um quinto da população mundial, logo seguida pela China 1437 milhões. Note-se, para qualquer consideração geoestratégica ou outra, que o terceiro país nesta lista é os Estados Unidos que, ainda assim, chega “apenas” aos 423 milhões de habitantes, muito longe dos dois no topo e seguido pelo então maior país muçulmano e grande rival do primeiro, o Paquistão.

Em África, aponta-se para uma subida da Nigéria, que ultrapassará o Brasil, que será relegado para a oitava posição, atrás do Bangladesh. Tanto a Rússia como o Japão descem do top ten, sendo substituídos por africanos – a Etiópia e a República Democrática do Congo.

Dão que pensar…

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Um mundo em mudança

Há muito se previa que isto acontecesse e em Agosto consumou-se: a China ultrapassou o Japão como segunda maior economia do mundo, ficando agora apenas abaixo dos Estados Unidos. Depois de décadas de crescimento acelerado, a China tem vindo a tornar-se num dos maiores parceiros comerciais de todo o mundo, especialmente daquela região, suplantando o Japão.

As previsões apontam agora para que este gigante substitua os Estados Unidos em 2023 como principal economia mundial. Por várias vezes reflecti sobre este acontecimento. Sou, na verdade, um pouco céptico relativamente a esse movimento – só incluo alguns dados básicos nessa reflexão e, portanto, não descarto nem ignoro essa outra possibilidade. Tento é problematizar vários dados sobre os quais os economistas parecem não debruçar-se – não é a função deles, neste caso. Várias questões gravitam em torno dessa reflexão: a formação da sociedade chinesa e o eventual aumento do custo da mão-de-obra, a religião e as oposições internas, o modelo comunista, a integridade territorial e a grande probabilidade de desagregação, a violência e os Direitos Humanos. Até que ponto a comunidade internacional aceitará esta superpotência? Até que ponto não a obstacularizará? Tornar-se-ão os seus cidadãos mais conscientes da vida no mundo ocidental e exigirão melhor tratamento? Resistirá a China aos diferentes grupos étnicos que se digladiam? Aguardemos...

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Era uma vez no Brasil... V

As sondagens à boca das urnas apontavam para uma segunda volta e esta acabou por confirmar-se. Dilma Roussef não conseguiu a vitória à primeira ronda, ficando-se pelos 46,9%, bem distante dos 33% de Serra. Mas como referem vários jornais hoje, a grande culpada dos valores dos dois principais candidatos foi Marina Silva, a candidata que, superando todas as previsões, quase alcançou uns invejáveis 20% que determinaram a segunda ronda. O seu objectivo era precisamente esse: impedir uma vitória absoluta de Dilma, transtornar o panorama eleitoral - e conseguiu-o, foi a vencedora da noite. Agora, os quase 20 milhões de eleitores que optaram pela candidata dos Verdes vão ser disputados até 31 de Outubro pelos dois candidatos que seguem para o segundo sufrágio. Em princípio, se tudo correr como previsto, a maioria de Roussef está assegurada, uma vez que, apesar de recolher os descontentes de ambas as facções, os apoiantes de Marina tenderão mais a a confiar em Dilma do que em Serra. Por enquanto, certo é apenas a aposta nestes indecisos na campanha dos dois e a segunda volta, a acontecer daqui a quatro semanas.

domingo, 3 de outubro de 2010

Iraque sem guerra

Desde 2003, o Iraque sofreu com a invasão de estrangeiros no seu território, a morte de militares e civis e do seu líder político, Saddam Hussein. Independentemente das razões desta Guerra e de se concordar ou não com ela, o “virar da página” de que falava Obama no seu discurso de retirada é um momento emocionante para qualquer iraquiano ou soldado no terreno. A promessa de Obama foi cumprida e, como dizia Chritopher Hill, é necessário agora ver o Iraque como um país e não como uma guerra – eu digo mais: é necessário que o Iraque se transforme num país e que aguente não resvalar para uma outra guerra. Desta vez, seria uma guerra fratricida, onde as diferentes facções que ainda se sustentam sob a mesma entidade política se digladiariam. Que a retirada das tropas signifique mais do que o fim da guerra, que signifique o início de uma paz verdadeira.

sábado, 2 de outubro de 2010

Era uma vez no Brasil... IV

O que poderia estragar este percurso brilhante e imaculado? Um escândalo. E ele surgiu; na realidade um quasi-escândalo. Em meados de Setembro, a sucessora de Roussef na Casa Civil e o seu braço direito foi envolvida num processo escandaloso de “corrupção e nepotismo” (Público, 14 de Setembro), ao favorecer uma empresa do filho. A publicação que o divulgou é conhecida pelas suas tendências de direita e tentou manchar a campanha de Dilma. Aparentemente, esta passou incólume desta situação da qual conseguiu sempre retirar-se, apesar de Serra aproveitar imediatamente o mote, prometendo o fim de situações como esta no Brasil. Um boa jogada, mas sem bons resultados no imediato. Segundo as sondagens, a popularidade desta candidata aumentou inclusivamente em um ponto percentual.

Contudo, mais tarde, com o desenvolvimento sobre a situação da Casa Civil, houve um ligeiro decréscimo no apoio à candidata de esquerda. E assim se encontra a situação actualmente. O apoio de Dilma recuou, Serra tentou aproveitá-lo para seu benefício e Marina Silva lançou as últimas cartadas, acusando ambos os candidatos de continuidade face a estes problemas graves de corrupção na política brasileira. Esta candidata dos Verdes pode ter sido, afinal, a que mais lucrou com todo o escândalo, uma vez que é a que apresenta uma alternativa aos dois “grandes”, uma “terceira via”, segundo as suas palavras no último debate televisivo entre os três.
 
“Dilma Rousseff fechou ontem a campanha eleitoral às presidenciais brasileiras a pedir serenidade. Ao lado de Lula, apelou ao voto na “continuidade”. Prometeu erradicar a pobreza e falou à classe média. Hoje, uma sondagem aponta para a queda da candidata petista em todas as regiões. Aumentam as hipóteses de uma segunda volta.” (Público, 28 de Setembro)

Agora, em dia de eleições, resta aguardar pelos resultas e ver a escolha soberana do povo brasileiro. As cartas estão lançadas.

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Era uma vez no Brasil... III

Toda a campanha eleitoral de Dilma Roussef se baseou, segundo a minha perspectiva, num relativo paradoxo: ora era apoiada por Lula da Silva, como sua protegida e sucessora, aquela que seria capaz de levar a “Missão Lula” avante; ora se afirmava uma mulher independente que conseguiria pensar por si e não ser uma “marionete”. É claro que ambas as situações são compatíveis e podem justapor-se; no entanto, a força da campanha de Roussef pareceu basear-se mais no apoio incondicional do Presidente do que no resto. É, aliás, compreensível. O número de votos que a candidata terá ganho com a campanha activa que o Presidente levou a cabo ao seu lado é, para mim, incalculável. Atrevo-me mesmo a dizer, sem pôr em causa a competência governativa da senhora, que um Lula mais na sombra e sem uma posição tão efusiva poria em causa os resultados destas eleições. Não seriam, certamente, os mesmos ou não fossem os 75% de aprovação que Lula tem junto da sua população. Não foi sempre assim: no início da campanha, ainda em Julho, duvidava-se da capacidade de influência desta popularidade. Para mim, ela desapareceu com o tempo.

Dizia um artigo do NYT do dia 25 de Julho:

“The attitude is, ‘If Lula says she is the right person, she is the right person,’ ” said Riordan Roett, the director of the Latin American program at Johns Hopkins University. “I can’t think of any other case in Latin America in the recent past where this has been the case, where a twice-elected president was simply saying, ‘Trust me.’ ”

“We support Lula’s candidate,” said Severin João da Silva, a 57-year-old farmer in Caetés. “Lula was the best president Brazil has ever had, and after he became president everything got better.”

Naturalmente, a campanha de José Serra teria de ser diferente, dirigir-se a outro tipo de eleitorado, em zonas mais prósperas, nomeadamente no sudeste do país. Serão eles suficientes? Outro ponto forte da campanha de Serra era criticar a falta de currículo político de governação da sua grande opositora trabalhista (Lula gabou por várias vezes as capacidades de liderança da sua escolhida e fê-la acompanhar cada vez mais frequentemente em eventos públicos ao seu lado.). Alguns opositores tentaram demover o apoio de Lula, ameaçando-o de o processar por usar o seu poder presidencial para fazer campanha por Roussef. Outra estratégia de Serra passou ainda por tentar ligar o Partido Trabalhista às FARC e, inclusivamente, ao tráfico de droga – conseguiu, contudo, apenas ser chamado de “Serra Palin” por um colunista brasileiro.
 
Em Agosto, já se falava em vitória de Dilma Roussef à primeira volta. Com os tempos de antena na televisão e no rádio, a vantagem face a Serra continuou a aumentar, uma vez que Dilma conseguia um maior crescimento na sua popularidade através destes meios muito eficazes junto dos que têm pouco acesso à informação – uma notícia dizia que muitos brasileiros até então não sabiam que ela era a “candidata do presidente”. No entanto, uma notícia do Público dava igualmente conta que a candidata do PT também era a preferida entre os eleitores com mais rendimentos. As notícias do aumento da diferença entre os dois candidatos foram-se sucedendo ao longo do mês de Agosto e nos inícios de Setembro.

Evento


Exmo(a) Sr(a).

O Instituto de Defesa Nacional informa que a Comissão Portuguesa do Atlântico (www.cpatl.org) está a organizar uma Cimeira dos Jovens Atlanticistas em Lisboa, que decorrerá em simultâneo com a Cimeira da NATO entre 18 e 20 de Novembro de 2010. A CPA está a recrutar jovens investigadores (idade entre 23 e 35 anos) para participarem nesta Cimeira dos Jovens Atlanticistas. Os candidatos à participação – estudantes (alunos de mestrado ou doutoramento), investigadores, professores ou outros interessados, com fluência em Inglês - deverão enviar o nome, idade, e-mail, filiação institucional e grau académico para ipri@ipri.pt.
Essas informações devem ser enviadas até dia 1 de Outubro.
Melhores cumprimentos
Pelas Relações Publicas

Evento

(só não percebo os preços...)


OdessaNational UniversityModel United Nation 2010

You are welcome to participate in international student conference 
OdessaNational University Model United Nations 2010 (ONUMUN) on November 26 -28, 
2010. The conference will take place on the Black Sea coast, at Odessacity, 
Ukraine. This year we organize our conference in ninth time. 

ONUMUN gives a unique and interactive opportunity for university students from 
all over the world to become familiar with international issues and to enhance 
students’ understanding of the institutional and political in-workings of the UN 
organization. At this role-playing game participants assume roles of diplomats 
representing various member-states of the UN and simulate the debate happening 
in several bodies of the UN and one regional organization, following the 
corresponding rules of procedure.
We have a great traditional support from the General Consulates accredited in 
Odessa and Ministry of Foreign Affairs of Ukraine. 

During the conference the work will be in the following committees: 
* Security Council - (Topic to be discussed: Situation in Iran)
* Human Rights Council - (Topic to be discussed: Domestic Violence)
* Economic and Social Council- (Topic to be discussed: Economic Crimes) 
* United Nations Framework Convention on Climate Change- (Topic to be 
discussed:Climate Change and its Influence on Human Security). 

The deadlinefor application is – 1th of November, 2010. 
The registration is online at www.onumun.org


Participation fee:
Citizens of Ukraine - 15 euro (150 hrivnas) 
Citizens of the CIS states – 20 euro
Citizens of the EU, the USA, Canada and Switzerland – 40 euro
Citizens of other states – 30 euro

You will have free lunches within 3 days of the conference. 
We don’t have travel grants. 

Please, take into account that you should pay for your accommodation, but our 
team do our best to arrange the cheap hostel for all participants. 

For any additional information, please, visit our web-site www.onumun.org . Or 
feel free to ask ONUMUN team via e-mail onumun@ukr.net 

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Emprego

Precisa-se formador para leccionar módulos de Cidadania e Profissionalidade em Curso EFA de Técnico de CAD-CAM em Vila do Conde.

Requisitos obrigatórios:
- Disponibilidade horária das 9h às 17h, de 2ª a 6ª feira
- CAP

- Licenciatura de um dos grupos referidos no seguinte link:
http://www.dgrhe.min-edu.pt/web/14654/propria

Áreas preferenciais de licenciatura: Direito/ Ciência Política/ Relações Internacionais (grupo 430)

Envie o seu CV, CAP e Certificado de Habilitações para candidaturasformacao@gmail.com.

Importante referir no campo Assunto: Cidadania e Profissionalidade


Pode consultar o Referencial de Formação com as respectivas disciplinas a leccionar no seguinte link:

http://www.catalogo.anq.gov.pt/AreasEducacaoFormacao/Metalurgia/Referenciais%20de%20Formao/521221_Técnico%20de%20CAD_CAM.pdf

Era uma vez no Brasil... II

Finalmente, em quarto lugar, um Brasil como um legado de Lula da Silva: esta é a questão interna que menos bem conheço. Ainda assim, a percepção que se tem de fora é a de um líder do Brasil que chamou a si as massas e que obteve sucesso com as suas políticas, que lhe foram granjeando grandes apoios do eleitorado. Muito certamente, a eventual vitória de Dilma Roussef dever-se-á de forma muito intensa a este “legado”. Não há como contrariar os sucessos de Lula na promoção de uma maior igualdade dentro da sociedade, na diminuição da corrupção, na promoção do acesso à educação e de uma série de outras medidas que os brasileiros conhecerão bem melhor do que eu e que, à partida, os terá satisfeito.

Dito isto, é natural inferirmos que, agora que Lula da Silva se retirará como Presidente do país, a campanha eleitoral que leva à sua sucessão não possa centrar-se em duas soluções para o Brasil. Na verdade, a solução é praticamente a mesma: continuar o projecto de Lula, aperfeiçoá-lo e levar o país o mais longe possível, com uma população relativamente satisfeita com o seu Presidente. Em que se centrou, então, a campanha?

A inclinação do eleitorado brasileiro, segundo as sondagens, foi variando. No início, Serra parecia conseguir derrotar a sua principal adversária (vamos referir-nos sempre aos três principais candidatos: José Serra, Dilma Roussef e Marina Silva. No entanto, com o tempo, Dilma foi marcando pontos e empatou nas sondagens, até que começou a distanciar-se. Actualmente, é incerto o resultado, mas eu, neste momento, aponto para a vitória de Dilma Roussef – a minha dúvida existe apenas se o conseguirá com ou sem a segunda volta.


quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Era uma vez no Brasil I

“Era uma vez no Brasil” pretende constituir uma série de comentários pessoais sobre a campanha e o sufrágio no Brasil.

Para começar, há que reconhecer um conjunto de factos indispensáveis a qualquer análise, traçada de forma bastante rude por um observador externo e não muito profundamente conhecedor da realidade brasileira.

O primeiro é a natureza do país em questão: com 190 milhões de habitantes, o Brasil é o quinto país mais populoso do mundo, com uma extensíssima área e uma grande riqueza em termos de recursos naturais (possui entre 15 a 20% da biodiversidade mundial), com uma enorme costa virada para o Atlântico, etc. A sua economia é, também por isso, bastante potente, ainda que as desigualdades sociais continuem a marcar o panorama nacional, assim como alguma dificuldade de governação, principalmente em algumas cidades muito povoadas, verdadeiras mega-cidades, onde problemas de educação, integração e segurança são comuns. Relativamente à educação, é de destacar o relatório de 2008 do Banco Mundial, segundo o qual as lacunas na formação da população brasileira serão um fortíssimo constrangimento ao seu desenvolvimento como grande potência, o que a deixará atrás de outros países emergentes com melhores resultados a este nível.

“We should be ashamed of ourselves,” said Ilona Becskeházy, executive director of the Lemann Foundation, an organization based in São Paulo devoted to improving Brazilian education. “This means that 15-year-olds in Brazil are mastering more or less the same skills as 9-year-olds or 10-year-olds in countries such as Denmark or Finland.” (NYT, 4 de Setembro)

O segundo é o seu posicionamento face ao continente onde se encontra: o Brasil, que ocupa quase metade do território do continente sul-americano, tem fronteiras com praticamente todos os países da América do Sul (a excepção do Chile e do Equador). Está bastante envolvido no processo de integração de todo o continente, do qual se percepciona, pelas características acima, líder natural. Medeia conflitos, apoia e condena, propulsiona o Mercosul e influencia a vida de todos os países que o cercam.

Terceiro – a sua posição no mundo: pois, para além de ser uma potência regional clara, também é uma potência internacional. Em ascensão, eu diria, mas não deixa de o ser. Faz parte dos chamados BRIC, sendo, na realidade, membro fundador da ONU, membro do G20, do CPLP, da União das Nações Sul-Americanas, do Mercosul,… A sua política externa tem vindo a fazer-se sentir com maior intensidade nos últimos anos, uma vez que o país tem sabido fazer valer as duas realidades que apresentámos atrás para seu benefício em termos internacionais. Por exemplo, Lula continua muito empenhado em obter da ONU um assento permanente no Conselho de Segurança. Para além disso, o reforço das suas relações com países como a China, a Rússia e a Índia ou com o continente africano, reforçam essa sua posição. Arriscaria a dizer-me que funciona como interlocutor entre as grandes potências (das quais eventualmente ainda não fará ortodoxamente parte) e os médios e pequenos países, com os quais se sente identificado (passado colonial, solidariedade, proximidade cultural, etc.). Esse foi o caso da mediação, juntamente com a Turquia, do caso nuclear iraniano; e não se coibiu de fazer alianças com países que parecessem menos populares no concerto internacional – exemplo do negócio de armamento com os russos.

terça-feira, 28 de setembro de 2010

Os resultados da Venezuela


O povo venezuelano votou e decidiu. Os partidos ligados a Chávez conseguiram, pelo menos, 95 lugares no Parlamento; mas a oposição impediu-os de alcançarem os dois terços que tanto desejavam. Com uma participação aproximada de 67% dos eleitores inscritos, estas eleições foram marcadas pelo crescimento (previsto) da oposição, que conta com 64 assentos. No distrito de Caracas, a MUD (Mesa de Unidade Democrática) venceu mesmo o partido socialista 

Este acto terá um relativo impacto na política venezuelana - desde há 5 anos com uma esmagadora maioria no Parlamento, o PSUV conseguia facilmente monopolizar o processo legislativo e fazer as vontades a Chávez, inclusivamente aumentando-lhe o seu raio de acção e os seus poderes. Negociação é agora esperada, assim como um maior pluralismo no panorama político interno da Venezuela. A ver vamos se assim o será efectivamente.

Emprego

Amnistia Internacional – Portugal procura um(a) Coordenador(a) de Campanhas
 
Funções
  • Coordenar, sob designação e orientação do(a) Director(a) do respectivo Departamento, as várias acções inerentes às Campanhas da AI – Portugal;
  • Coordenar a organização das iniciativas da AI – Portugal a ter lugar no âmbito das Campanhas; 
  • Orçamentar as acções e projectos a terem lugar no âmbito das Campanhas;
  • Coordenar a logística das acções e projectos a terem lugar no âmbito das Campanhas;
  • Contactar as entidades externas necessárias à concretização das acções e projectos a terem lugar no âmbito das Campanhas e dar a devida sequência a essas relações;
  • Produzir plano de Projecto ou Acção em coordenação com a(o) Director(a) do respectivo Departamento, com enfoque nos objectivos e impacto;
  • Produzir relatórios de avaliação qualitativa e quantitativa do Projecto ou Acção em coordenação com a(o) Director(a) do respectivo Departamento;
  • Coordenar projectos específicos alocados pelo(a) Director(a) da Secção e/ou pelo(o) Director de Departamento.

Perfil
  • Identificação teórica e prática com a Visão e Missão da Amnistia Internacional;
  • Sólido conhecimento da AI – Portugal, das suas acções e campanhas;
  • Conhecimento de activismo e técnicas de mobilização;
  • Forte sentido de responsabilidade, autonomia, rigor e organização;
  • Capacidade de animação, de motivação e de trabalho em grupo, dentro da AI – Portugal e com entidades externas;
  • Experiência em Campanhas e Organização de Eventos;
  • Capacidade de orçamentação e gestão de orçamentos;
  • Conhecimentos e experiência (preferencial) em marketing social;
  • Bons conhecimentos / fluência de inglês falado e escrito;
  • Bons conhecimentos de informática (Word, Excel e gestão de redes sociais);
  • Disponibilidade imediata para trabalhar em full-time;
  • Facilidade de relacionamento interpessoal;
  • Boa capacidade de comunicação e expressão oral e escrita.


Salário – 900,00 € (novecentos euros) ilíquidos por mês sujeito aos respectivos descontos legais + subsídio de alimentação + subsídio de transporte.

Horário – O período normal de trabalho será, em termos médios, de 40 horas semanais, a que correspondem 8 horas de trabalho por dia, de 2.ª a 6.ª feira, das 9h30 às 18h30 com uma hora de refeição.

Regime – Contrato de trabalho a termo certo de um ano, com um mês de período experimental, renovável por igual período com possibilidade de integração nos quadros. Férias, feriados, faltas, seguro de trabalho de acordo com o regime geral.

Local – Com base na sede da AI – Portugal (Av. Infante Santo, n.º 42, 2.º, em Lisboa), pressupondo várias deslocações ao longo do país e algumas ao estrangeiro.

Início – 2 de Novembro de 2010.

Processo de recrutamento:
Envio o seu CV e carta de motivação para o aiportugal@amnistia-internacional.pt até ao dia 15 de Outubro

Entrevistas dos(as) candidatos(as) seleccionados(as) para o efeito decorrerão entre os dias 25 e 27 de Outubro.

O Júri é composto por:
Membro Da Direcção
Membro do Conselho de Responsabilização e Controlo 
Director Executivo

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Evento

Uma Venezuela em mudança?

Estaremos, eventualmente, perante uma mudança importante na Venezuela – ou talvez não. Mas o que é facto é que algum impacto terá a mudança no número de deputados do partido de Chávez nos 165 lugares do Parlamento venezuelano.

A oposição conseguirá aumentar a sua presença neste órgão, segundo os especialistas. A questão é saber de quanto será essa subida – dificilmente a maioria de dois terços tanto desejada para conseguir introduzir alterações fundamentais na Constituição e outras será conseguida por Chávez. Ainda assim, atendendo a uma lei adoptada o ano passado, segundo a qual os votos nas áreas rurais valem mais do que os das zonas urbanas (?!), a situação é dificilmente previsível. “Coincidentemente”, os chavistas têm uma maior base de apoio nas primeiras, como seria de esperar. Augura-se, ainda assim, que a oposição arrecade até uns 60 lugares.

Serão suficientes para a mudança da qualidade da democracia na Venezuela?

domingo, 26 de setembro de 2010

O fim da luta entre dois irmãos

A vitória dos conservadores nas últimas eleições no Reino Unido foi por um triz – pela primeira vez desde 1997 e só com o apoio dos lib-dem, conseguiram formar governo. Naturalmente, vários motivos estiveram na origem dessa mudança no executivo inglês, tais como a crise, o envolvimento na Guerra do Iraque e a impopularidade de Gordon Brown, não tão mediático e querido pelos ingleses como Blair, o senhor da “Terceira Via”.

Blair nunca quis Brown como seu sucessor – esta polémica recente em terras de Sua Majestade fez já correr rios de tinta; os trabalhistas estavam divididos e foi também por isso que o partido fraquejou no último sufrágio. No entanto, surge agora renovado com uma surpresa. Ed Miliband, antigo Ministro do Ambiente, e irmão do ex-Ministro dos Negócios Estrangeiros, o que se pensava ser o preferido para o lugar, foi eleito líder deste partido britânico por uma margem mínima (cerca de 1%).

Saindo da sombra de David, Ed Miliband, de 40 anos, liderará assim a oposição a Cameron. Conhecido pelas suas capacidades de mediador, contou com um apoio massivo dos sindicatos e prometeu recuperar o apoio das bases. Seguiremos a forma como criará essa oposição e se poderá contar com o apoio do irmão derrotado nesta quarta volta.

sábado, 25 de setembro de 2010

Recordando a Austrália II

Tudo estava em aberto. E assim continuou, mesmo depois de 21 de Agosto, dia das eleições. O empate técnico entre os dois partidos (raríssimo na história da Austrália) levou a negociações com os independentes para formação de governo. O fim do sistema bipartidário foi anunciado, num momento em que os Verdes conseguiram entrar no Parlamento e em que proliferaram vários candidatos independentes.

Os Trabalhistas obtiveram 72 lugares na Assembleia e os Liberais 70 – a diferença mínima que levou a conversações entre os dois partidos e os independentes. Só no início de Setembro se soube do apoio dos Verdes e de alguns independentes ao partido de Gillard – o que desenvencilhou este emaranhado e permitiu a formação de governo. No entanto, naturalmente que algumas exigências foram feitas em troca: a) uma atenção especial à mudança climática; b) um referendo sobre o reconhecimento da população aborígene na Constituição; c) debate sobre o envolvimento militar no Afeganistão. Com 76 deputados num Parlamento com 150 lugares, Julia Gillard conseguiu manter-se no poder e prometer um governo estável para os próximos três anos.

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Recordando a Austrália I

O Pacífico, como já se terá compreendido, não é a minha especialidade – mais especificamente, o hemisfério sul desse oceano. A Austrália raramente surge neste blogue. Hoje, a minha intenção é colmatar essa lacuna.

Em Agosto, antes das eleições no país, a Primeira-Ministra trabalhista, Julia Gillard, defendeu que a Austrália, após a morte da Rainha Isabel II, deveria proclamar-se como uma República, abandonando o sistema monárquico. Tony Abbot,  líder do partido liberal, é um apoiante da monarquia e, por isso, opõe-se a essa resolução. Segundo um correspondente da BBC, a Austrália é um país bastante patriótico mas muito pouco importado com a forma de governação, o que relega esta questão para uma agenda secundária.

O período de campanha no país decorreu com algumas surpresas. Não havia certezas quanto aos vencedores da corrida: a trabalhista no poder (que substituiu o colega do Labour que teve que abandonar pela falta de popularidade) era vista como uma certa continuidade desejada, mas criticada por alguma incoerência e uma vida pessoal que não se enquadra nos padrões conservadores (em união de facto, sem filhos,…); o opositor, conservador, tinha o trunfo de ser um ex-seminarista casado e com filhos, que prometia lutar contra a imigração ilegal e abrir uns campos de detenção no Pacífico Sul, abandonar a política ambiental de redução de CO2, concentrando-se na criação de uma situação de superavit da balança comercial australiana. (continua)

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Referendo na Turquia

As relações da Turquia com o clero e os militares têm uma longa tradição de aproximações e afastamentos. Nos últimos anos, e também no âmbito da sua integração no espaço europeu, o estado turco tem tentado estabilizar essas relações, afastando-se tanto de uns como de outros, no sentido em que pretende diminuir a influência destes dois grupos sociais na vida civil.

Normalmente orgulhosa pelo seu laicismo, a confusão que muitas vezes se estabelece entre o Islão como religião maioritária ou como religião oficial do estado não faz jus à situação da Turquia, que, apesar de ser esmagadoramente muçulmana, não tem qualquer religião oficial. Por outro lado, os militares têm uma longa história de intervenção política – foram eles que retiraram o poder a governos democraticamente eleitos, o detiveram por algum tempo e o devolveram novamente aos civis quando assim o entenderam. Isto aconteceu por várias vezes desde a fundação da República em 1923.


No dia 12 de Setembro, um referendo na Turquia veio provar que a maioria da população continua a pretender que o seu país seja laico e se autonomize completamente da influência militar. Para o Primeiro-Ministro, estas mudanças consolidam a democracia turca, democratizando a Constituição que resultou do golpe de Estado da década de 80 e aproximam o país da União Europeia. Politicamente, significa uma vitória para o partido de Erdogan, o AKP, que muito provavelmente será reeleito no próximo ano, aquando das eleições legislativas. 58% dos turcos votaram a favor.

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