terça-feira, 23 de novembro de 2010

Erasmus Mundus

Ghent University would like to inform you about the opportunities offered to EU-students within the framework of the Erasmus Mundus Action 1.
Since 2010, EU-students can also benefit from dedicated scholarships to participate in Erasmus Mundus Master Courses or Joint Doctoral Programmes.
Currently, Ghent University and its partner universities are offering the following joint programmes:
Erasmus Mundus Action 1 Scholarships are awarded on a competitive basis. During their programme students are obliged to study in at least two EU-countries, different from the country where they obtained their last degree. Certain programmes also offer the possibility for short stays in non-EU-countries. Successful students are awarded a double or joint degree.
Application for enrolment and scholarships is directly through the secretariats of these programmes. The application period for next academic year lasts till January 2011. For more information on these programmes, please contact the programmes directly, through the web-links above.
Please find attached a flyer on the same topic, provided by the European Commission’s Executive Agency.
We would highly appreciate if this information could be forwarded to student advisory staff, as well as the students and/or alumni of your institution.

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Call for Papers

CONGRESSO NACIONAL DE HISTÓRIA E CIÊNCIA POLITICA 

OUTRAS VOZES na República 1910-1926

 Figueira da Foz - 12, 13 e 14 de Maio de 2011

Apresentação
Os 100 anos da I República portuguesa convocam não só a celebração de um ideal político e social que é, hoje, parte integrante da matriz ideológica do mundo ocidental, como constituem uma oportunidade para observar com maior acuidade, um período basilar da nossa história nacional. Porque na política, na vida e na História quase nada é consensual, só se pode aspirar à compreensão de um facto através do entendimento dos vários planos que o constituem. Faz, pois, todo o sentido que no momento em que se debruçam as atenções sobre o estudo da I República portuguesa, se insira nessa abordagem a perspectiva do Outro.
Assim, o congresso “OUTRAS VOZES na República” propõe-se discutir a verdadeira riqueza e complexidade da I República portuguesa. Trata-se de uma oportunidade para promover a interacção entre comunidade académica, jovens investigadores e público interessado numa reflexão plural e dinâmica inserida no debate em curso sobre a I República. Espera-se que entre mesas redondas, tertúlias, jantares, conferências, inauguração de exposição, passeios culturais e outras surpresas se propiciem três dias de discussão, trabalho e convívio.
Neste quadro, o Museu da Presidência da República convida todos os interessados a submeter comunicações científicas originais sobre temáticas nas áreas de História e Ciência Política.
Prazos e condições de submissão de propostas

O prazo para apresentação de comunicações decorre até 31 de Janeiro de 2011. As propostas de comunicações devem ser enviadas para o endereçooutrasvozes@presidencia.pt, preenchendo a Ficha de Inscrição do congresso e acompanhadas de um breve CV (limite de 1 página).
Os autores serão informados sobre a aceitação das suas propostas até 28 de Fevereiro de 2011.
Para mais informação, consulte o documento do Call for papers ou a página web do congresso http://outrasvozesnarepublica.wordpress.com/

Resultados da Cimeira V

Mais resultados e reflexões sobre a Cimeira:

8. A Rússia aceitou participar no escudo de defesa anti-míssil. Mais: aceitou reforçar a cooperação com a NATO no âmbito da guerra no Afeganistão. Ainda é cedo para avaliarmos qual efectivamente o envolvimento da Rússia com esta organização, mas a ideia de reset das relações regressou e, com ela, a esperança de uma maior proximidade entre os dois blocos. Estou, como de costume, optimista: as vantagens mútuas de acordos desta natureza e a pré-disposição de ambos os lados para cooperar têm sempre grandes probabilidades de sucesso; houve concessões e a parceria está lançada. Agora, é aguardar pelos resultados.

9. Em 2011 a Alemanha será o local de uma nova conferência sobre o Afeganistão.

10. O encontro bilateral EUA-UE foi mais uma prova da falta de vigor deste relacionamento. Apesar de alguns diplomatas considerarem que é no dia-a-dia que este relacionamento se vai construindo, a recusa de Obama ir a Bruxelas para este encontro e obrigar a que ocorresse em Lisboa, o envio de Biden num anterior e o cancelamento de um outro só mostra que o Presidente, que é tão popular no continente, está mais virado para o Pacífico do que para o Atlântico. Os resultados deste encontro foram escassos. E foi sintomático do que se passa entre Washington e Bruxelas. (Sobre isto, pode ler-se este comentário de Teresa de Sousa no Público)

sábado, 20 de novembro de 2010

Resultados da Cimeira IV

Mais resultados da Cimeira:

6. A retirada do Afeganistão fica agendada para o final do ano de 2014 (era expectável, uma vez que já Obama tinha falado em retirada por volta dessa data).

7. A NATO continuará no terreno após a retirada militar para apoiar o Afeganistão. Fala-se mais em transição do que em retirada; nenhum país anunciou uma data diferente desta para a sua retirada individual. A intenção é permanecer para além de 2014 até a transição estar concluída. (A minha pergunta: será que isso vai algum dia acontecer, atendendo ao panorama actual?)

Resultados da Cimeira III

Ainda não é um resultado, mas uma promessa de um resultado que seria estupendo para esta Cimeira:

- A NATO convidou a Rússia para participar no sistema anti-míssil que se prepara para desenvolver; um projecto na ordem dos 200 milhões de euros e que servirá para proteger todo o território da Aliança Atlântica, assim como o russo. Isto seria o inaugurar de uma nova Era nas Relações Internacionais, onde, finalmente, a Rússia deixaria de ser perseguida como o inimigo da Guerra Fria e começaria mais intensamente a fazer parte do concerto internacional em termos de estratégia e segurança, não obstante as diferenças que ainda marcam ambas as partes. 

Não consigo evitar, assim, de fazer referência a um artigo de Alexander Wendt, que, ao confirmar-se esta situação, estará mais em voga do que nunca e deitará por terra alguns dos pressupostos de que os realistas não conseguem afastar-se: "Anarchy is what states make of it: the social construction of power politics". A anarquia é, de facto, o resultado daquilo que os Estados construírem, nomeadamente em situações como esta. 


sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Resultados da Cimeira II


Mais alguns resultados da Cimeira:


3. Foi aprovado o novo conceito estratégico da NATO

4. Barack Obama anunciou o acordo para o escudo anti-míssil que visará proteger todo o território da Aliança. Falta apenas alguns detalhes serem acertados. Para mim, mais importante ainda é a palavra de Medvedev, uma vez que este escudo implica a colocação de radares e outros dispositivos na Europa de Leste-

5. França e Alemanha chegaram a acordo sobre escudo anti-míssil. 

Resultados da Cimeira I


Algumas novidades da Cimeira:


1. Portugal reforçará a sua presença militar no Afeganistão;

2. A base militar da NATO em Oeiras, apesar de ser redimensionada em número e hierarquia, permanecerá em funcionamento. (Uma meia vitória da diplomacia portuguesa, uma vez que estava para ser encerrada)

Mais um sobre a Cimeira

Decidi não escrever nenhum longo post sobre a Cimeira da NATO que está a decorrer em Lisboa, uma vez que o tema já fez, faz e continuará a fazer correr muita tinta - e muito bater de teclas nos casos digitais.

Só quero fazer uma referência à importância desta Cimeira que pode ser muita ou nenhuma: a agenda dos assuntos em discussão (Afeganistão, conceito estratégico, relações com a Rússia,...) realmente consegue criar com facilidade este paradoxo. Se conseguirem de facto tratar estes pontos com sucesso, ou seja, chegar a conclusões importantes e palpáveis, será uma Cimeira a recordar. No entanto, com as expectativas que tem criado nas últimas semanas, o tratamento superficial destes temas ou a ausência de resultados visíveis e reais pode retirar todo o valor e impacto que a Cimeira causou.

Assim, ficaremos a aguardar pelo desenvolvimento dos trabalhos, desejando eficiência a todos os diplomatas e líderes envolvidos!

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Call for Papers

Call for Papers

Global Governance as Public Authority: Structures, Contestation, and Normative Change

Hertie School of Governance, Berlin: 15 & 16 April 2011

Global governance has gained increasing importance in politics, law, and other realms of public order. This is reflected in the growing contestation over global issues among governments, NGOs, and other domestic and trans-national institutions. Much of this contestation draws its force from conceptual analogies with Œtraditional rule‚: it assumes that institutions of global governance exercise public authority in a similar way as domestic government and reclaims central norms of domestic political tradition, such as democracy and the rule of law, in the global context. Scrutinising this assumption, the workshop aims to shed light on the processes that underpin change in global governance. What is the content of new normative claims? Which continuities and discontinuities with domestic traditions characterise global governance? How responsive are domestic structures to global governance? How is global governance anchored in societies? And which challenges arise from the autonomy demands of national (and sometimes other) communities?

We invite contributions on the broader theme of public authority in global governance and encourage in particular submissions on the three sub-topics outlined below. The workshop will gather 20-25 scholars from different disciplines for an in-depth debate on the proposed topics. We will be happy to receive proposals from scholars at any level ˆ PhD students at an advanced stage, postdoctoral and more senior researchers alike. Travel and accommodation allowances of •200-400 will be provided (depending on travel distance and actual expenses).

Evento

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Percalço cultural

O "handshake" de Michelle Obama a um ministro indonésio deu que falar, uma vez que, apesar do país ser moderado em termos religiosos, o dito ministro é mais conservador e não achou muita graça ao gesto...

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

The Shadow Scholar

Através deste post do blogue de Nuno Monteiro, encontrei este texto intitulado "The Shadow Scholar", cujo subtítulo reza assim: "The man who writes your students' papers tells his story".

Quem ficou tão curioso como eu, pode abrir o link que deixei em cima e deliciar-se com esta "confissão". Reproduzo aqui apenas um excerto que antecede esta notícia:

"Editor's note: Ed Dante is a pseudonym for a writer who lives on the East Coast. Through a literary agent, he approached The Chroniclewanting to tell the story of how he makes a living writing papers for a custom-essay company and to describe the extent of student cheating he has observed. In the course of editing his article, The Chronicle reviewed correspondence Dante had with clients and some of the papers he had been paid to write. In the article published here, some details of the assignment he describes have been altered to protect the identity of the student."

Água mole em pedra dura...

A comunidade internacional aos pouquinhos lá vai criticando a construção dos colonatos israelitas. Dizem que não é correcto e que não contribui para avanços nas conversações de paz, como se compreende. Barack Obama e mesmo Catherine Ashton têm posto muito da sua energia diplomática na resolução deste problema. Diag-se de passagem que quem o conseguir terá uns louros dificilmente inolvidáveis nas próximas décadas. O confronto entre Israel e Palestina parece um nó cego. E o problema é que esta "água mole" da comunidade internacional parece não furar a "pedra dura" que é Israel.

Israel, apesar de ter "bons amigos", está cada vez menos acompanhado; as críticas são unânimes e a sua postura causa danos graves nas relações com a Palestina e em toda a resolução da questão. Estados Unidos menos próximos, União Europeia mais afastada, uma Turquia desconfiada, o mundo árabe a cerrar os dentes,... Até onde continuará esta política? A reeleição de Netanyahu em 2009 não augura grandes mudanças.

Bruno Oliveira Martins escreveu sobre a Economia da expansão dos colonatos que vale a pena ser lido.

Depois de ter escrito este post, encontrei isto no Público. Lá está: a água mole não está a fazer efeito na pedra demasiado dura...

Algum tempo depois, encontrei ainda isto no NYT. Será que a água mole está a conseguir? Eu não chamaria era "água mole" ao que está a pressionar Israel:

"In return, the Obama administration has offered Israel a package of security incentives and fighter jets worth $3 billion that would be contingent on the signing of a peace agreement, the official said. The United States would also block any moves in the United Nations Security Council that would try to shape a final peace agreement."


Aqui se percebe a importância da resolução deste problema para Obama e a sua administração e talvez por estar consciente disso penso que isto há-de resolver-se.

domingo, 14 de novembro de 2010

"Libertação iminente"

Uma boa notícia, ainda no âmbito da hiopocrisia de que falava no outro dia para o caso de Myanmar: foi prometido que a activista dos direitos humanos birmanesa seria libertada. Com 80% dos votos que a Junta afirma ter tido, quem tem a temer por uma senhora?

Entretanto, foi efectivamente libertada. Apelou à união dos birmaneses, revelando-se em frente a uma multidão de 2 000 pessoas - quase tantas como o número de presos políticos em Myanmar. Agora que Suu Kyi está em liberdade, as minhas questões são até quando isso durará e se conseguirá ela modificar a situação daquele país.

sábado, 13 de novembro de 2010

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Faz de conta na Birmânia

Falei há uns dias sobre as eleições na Birmânia e, num desabafo, critiquei a hipocrisia de todo o sistema e do sufrágio naquele país.

Pois os resultados foram entretanto conhecidos e a Junta Militar conseguiu uns surpreendentes 80%. Até aqui, nada que uns nervos já habituados a isto não suportem. O problema é que estas eleições, para além de tudo o resto, decorreram num ambiente de violência e terror, com confrontos, mortes e com 20 000 (!!!) pessoas a procurarem refúgio no país vizinho, a Tailândia. De acrescentar que a zona da Tailândia para onde 15 000 destas 20 000 pessoas em fuga está já sobrepopulada com 100 000 (!) refugiados birmaneses.

Ainda assim, contrariando todos os restantes países que criticaram este "acto eleitoral", a China elogiou o feito. Para o MNE chinês, e cito o jornal Público de dia 9: "o escrutínio de domingo, tido como uma “etapa da democracia disciplinada”, se desenrolou “sem incidentes”." 


Call for papers


CALL FOR PAPERS
Workshop 'Comparative perspectives on the substance of EU democracy promotion'
Friday, 24 June 2011

Centre for EU Studies, Ghent University, Belgium
Organised by: Fabienne Bossuyt (Aston University), Jan Orbie (Ghent University), Michelle Pace (University of Birmingham) and Anne Wetzel (University of Zurich)

Democracy promotion in third countries has been on the EU’s agenda since the early 1990s. Over the past 20 years, EU democracy promotion activities have been substantiated through a ‘learning by doing’ process. In parallel with the development of the EU’s democracy promotion policy, a vast academic literature has emerged on the topic. While many studies have focussed on the impact and effectiveness of EU democracy promotion in third countries, others have dealt with the EU as a democracy promoter itself and, in particular, with its democracy promotion instruments and strategies. Attention is now also being paid to the democratic substance that the EU promotes. Scholars focussing on the issue of democratic substance aim at disaggregating the content of the EU’s democracy promotion activities into single aspects such as support for elections, the promotion of civil rights, rule of law, good governance and support to the development of civil society etc. 
However, the EU is not the only promoter of democracy. Rather, it acts in an environment that comprises a variety of other democracy promoters. While there are studies that compare the strategies and instruments of EU democracy promotion with those of other actors, including the US and international organisations such as the Organization for Security and Co-operation in Europe (OSCE) and the Asian Development Bank (ADB), similarities and differences in the substance that is promoted have not yet been thoroughly and systematically explored. This workshop aims to address the question of how the substance of EU democracy promotion compares to what other democracy promoters advance in third countries. By other actors, we mean (i) EU Member States that maintain separate national democracy promotion programmes with varying foci, such as Germany, Spain, the Netherlands and Sweden; (ii) Non-EU countries that have substantial external democracy promotion programmes, such as the US, Canada, Norway and Japan; and (iii) other international organisations that promote democracy, such as the United Nations, the OSCE and the ADB.

The workshop wishes to address the above questions and invites papers that deal with one or several of the following topics:

- Is there a particular EU-specific conception of democracy underlying its democracy promotion activities?
- How can we characterise the substance that other actors promote in third countries and how does the substance of EU democracy promotion differ compared to other actors?
- Does the substance that EU Member States promote through their national policies differ from the substance that the EU advances, and if so, how? What factors account for possible differences?
- How do EU Member States influence the substance of EU democracy promotion? 
- How does coordination between the EU and other international democracy promoters shape the content of the EU’s policy (e.g. by sharing the work, hiding behind other actors)?
- Is the substance of EU democracy promotion influenced by policy paradigms that were developed by other international actors? Can we detect learning processes in EU institutions that concern the substance of democracy promotion? Is the EU a norm maker or a norm taker in this regard?


Please send an abstract of max. 600 words by Friday, 3 December 2010 to comparativeperspectives@yahoo.com. You will receive a notification of acceptance from the
workshop organisers by 17 December at the latest.
We are planning to include several advanced papers into a special issue on the topic of the workshop.
At the moment we are unfortunately not able to announce the reimbursement of travelling costs. However, we may have some funds to cover travelling expenses by June 2011.

http://www.ugent.be/ps/politiekewetenschappen/nl/onderzoek/onderzoeksgroepen/CEUS/Comparativeperspectivesworkshop.pdf

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Bush julgado?


Amnistia Internacional pede julgamento de Bush por ter admitido prática de tortura

Evento - WISC Porto, 2011

No próximo mês de Agosto o Porto acolhe mais um evento internacional de grande importância. A Universidade do Porto recebe a Third Global International Studies Conference, organizada no âmbito do World International Studies Committee. Depois das edições em Istambul (2005) e Ljubljana (2008), a terceira edição desta Conferência ocorre no nosso país, e é uma oportunidade única para que académicos e outros profissionais na área das relações internacionais apresentarem o seu trabalho para uma audiência esperada de mais de 1000 participantes vindos de todo o mundo.

O call for papers está aberto até 30 de Novembro através do website: http://wisc2011.up.pt/index.php.

Este é um marco importante para as Relações Internacionais na cidade do Porto. Estão todos convidados a participar!

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Para não esquecer

Vive-se hoje na Alemanha um sentimento duplo. O dia de 9 de Novembro tem, na Alemanha, um duplo significado e, por causa de um desses significados, não pode hoje ser feriado.

A 9 de Novembro de 1938, deu-se a Kristallnacht - noite em que Hitler ordenou a destruição da propriedade dos judeus. No entanto, algumas décadas depois, também neste dia mas no ano de 1989, caiu o Muro que dividia a cidade de Berlim, a Alemanha e o mundo inteiro em dois blocos antagónicos.

Festejar com alegria ou recordar e reflectir? Terão os judeus direito a continuar a relembrar este dia negro ou terão os alemães direito a ultrapassar, sem esquecer, esta parte da sua história? E será isto possível?

 
O importante, para mim, é continuar a relembrar e a celebrar ambos os acontecimentos; porque os dois estão ligados. Foi por causa de Hitler que a Europa se confrontou tenebrosamente e que milhões de pessoas morreram com sofrimento. E da paz que depois surgiu veio a divisão do mundo causada por um outro -ismo, o comunismo, que mais dor e sofrimento causou. A queda do muro, que hoje também se celebra, simboliza, assim, o fim dessa divisão, o fim do comunismo e, por este raciocínio, o fim do fascismo. Por isso, é importante que continue a ser recordado o quão perigoso pode o homem ser.

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Grécia e EUA: o significado das midterms

Ora cá está uma notícia que contraria o que escrevi aqui. Apesar das medidas impopulares que o governo de Papandreou teve que tomar no seu plano de austeridade, as sondagens dão vantagem ao seu partido nas eleições regionais, proporcionando-lhe algum conforto em termos governativos, uma vez que não foi "castigado" neste sufrágio, tal como aconteceu a Obama, por exemplo.

Relativamente às intercalares nos Estados Unidos, há especialistas mais qualificados do que eu para tratar do assunto, como pode ler-se aqui ou aqui. Deixo apenas uma nota: as midterms nos Estados Unidos foram claramente um castigo para Barack Obama, que passará a ter que criar compromissos com os republicanos de forma a conseguir fazer aprovar as medidas que pretende. Isso só pode ser saudável em termos políticos, apesar deste Presidente ter feito, para mim, uma boa primeira parte de mandato. No entanto, não podemos esquecer-nos que este "castigo" aconteceu também a Bill Clinton, o que não invalidou a sua reeleição nas Presidenciais. Tudo continua em aberto e dependerá da imagem que Obama transmitir - está visto que os americanos não gostaram que ele tivesse governado "sozinho". O que me surpreende, uma vez que cumpriu parte do seu programa político, o que demonstra que os americanos não o leram antes de votar, pois caso contrário não ficariam tão revoltados...

domingo, 7 de novembro de 2010

Simulação Europeia de Ciberataque

"Simulação Europeia de Ciberataque"


Pode ler-se aqui, no blogue do Bruno Oliveira Martins.

Energia

Talvez mais rápido do que se pensa será possível substituir gradualmente os carros actuais pelos eléctricos. Mesmo apesar da força do lobby do petróleo. Seria uma grande revolução. Uma enorme revolução, eu diria. E gostava de estar cá para ver. Seria fantástica a forma automática e rapidíssima com que se alterariam equilíbrios regionais, estratégias, relações comerciais, alianças e hostilidades. 

A Alemanha conseguiu aplicar a uma Audi de 4 portas um sistema eléctrico com uma autonomia que lhe permitiu fazer a viagem de 7 horas entre Berlim e Munique sem carregar baterias. A BMW e a Volkswagen pretendem ter veículos eléctricos já para 2013 e o governo alemão quer até 2020 um milhão de carros desta natureza nas suas estradas. Não podemos esquecer-nos que os japoneses começarão a comerciá-los na Europa no próximo ano e que estão na vanguarda desta tecnologia, que mostra, como sempre defendo, que o interessa político e económico é motriz numa mudança como esta.

sábado, 6 de novembro de 2010

Imigrantes formam partido na Suécia

Por várias vezes falei aqui no blogue sobre a ascensão da extrema-direita numa Europa em crise. A Suécia foi um dos exemplos que dei e que surge novamente agora no seguimento da intenção dos imigrantes daquele país construírem um partido. 

O sucesso do partido de extrema-direita nas últimas eleições e uma série de crimes que têm ocorrido contra os imigrantes levaram a este movimento muito pouco comum, mas necessário. Independentemente do sucesso ou não deste grupo e da sua eventual inconstitucionalidade, o que também me interessa nesta dinâmica é a forma como as pessoas conseguem organizar-se nos dias que correm. Em pouco tempo, conseguiram centenas de apoiantes para a sua causa: defender os direitos dos imigrantes (especialmente os não caucasianos) face a um partido xenófobo que "roubou" a maioria absoluta dos social-democratas. Num país composto em 14% por pessoas oriundas de outras zonas do planeta, este movimento alerta para a necessidade de se defender os direitos dos imigrantes (que eu esticaria até às minorias). A alteridade não pode funcionar, em época de crise, para criar bodes expiatórios ou sentimentos xenófobos, racistas ou seja o que for que alimente o ódio irracional entre seres humanos - já para não referir questões de natureza muito prática como a integridade física dos indivíduos que daí advém.

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Model of United Nations


Deixo abaixo o email que pediram para divulgar sobre o Model of United Nations da Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra:
MODEL OF UNITED NATIONS - FEUC  Car@s coleg@s, A edição do Model of United Nations da Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra decorre de 15 a 18 de Novembro e todas as informações respeitantes ao seu funcioamento estão disponíveis em www.mun-feuc.org. O MUN-FEUC surgiu em 2007 com o objectivo de acrescentar uma base prática ao curso de RI da Faculdade de Economia de Coimbra. Durante os dias em que o evento terá lugar, os temas discutidos pelos participantes estarão relacionados com a actualidade internacional. Os participantes são convidados a representar um determinado País em dois órgãos internacionais (Conselho de Segurança; Fundo Monetário Internacional; UNESCO). Os participantes, também designados de delegados, devem defender as posições oficiais dos Estados que estão a representar, em vez das suas opiniões pessoais, de modo a tornar o evento numa simulação mais fidedigna. Informa-se também que os cidadãos nacionais de um determinado país não se podem inscrever para representar esse mesmo país durante o MUN-FEUC 2010.
Datas de Inscrição:
- 11 de Novembro (até às 00h00)
Entrega de position papers para os respectivos temas – até dia 13 às 00h00
Nota: As fichas de inscrição, tal como quaisquer questões, devem ser submetidas por correio electrónico para:cipric.feuc@gmail.com
Modalidades de inscrição Inscrição Base: 5,00 € (inclui kit de documentação, coffee breaks e certificado de participação); Jantar de Gala: +7,50 € (não reembolsável após a inscrição). Os dados para pagamento serão fornecidos assim que recepcionada a ficha de inscrição!
O CIPRIC encontra-se também disponível para fornecer quaisquer informações através dos contactos disponíveis no site.
 
Os melhores cumprimentos, Vasco Batista  Direcção do CIPRIC
(911043371)

Evento


Colóquio
Migrações, Minorias e Diversidade Cultural
 11 de Novembro de 2010
Lisboa, Fundação Calouste Gulbenkian, Auditório 2

Organização
Comissão Nacional para as Comemorações do Centenário da República
Fundação Calouste Gulbenkian

ENTRADA LIVRE

RESUMO: Inserido nas Comemorações do Centenário da República Portuguesa, o colóquio “Migrações, minorias e diversidade cultural” fará uma retrospectiva dos últimos cem anos de migrações em Portugal e discutirá a actualidade e o futuro da mobilidade dos portugueses no mundo. No mesmo dia, será lançado o "Atlas das Migrações", coordenado pelo Centro de Investigação e Estudos em Sociologia do ISCTE, um compêndio que através de mapas e gráficos de fácil leitura esquematiza e explica cronológica, geográfica e sociologicamente não só a emigração portuguesa , como a imigração que tem tido como destino o nosso país, ao longo dos últimos cem anos.
PROGRAMA
9h30
Sessão de Abertura
Presidente da Fundação Calouste Gulbenkian
Presidente da Comissão para as Comemorações do Centenário da República

9h45
PAINEL I. 100 ANOS DE MOBILIDADE: LANÇAMENTO DO ATLAS DAS MIGRAÇÕES EM PORTUGAL
Moderador: David Justino (Professor Universitário)
Orador: Rui Pena Pires (Professor Universitário)
Comentador: Rui Ramos (Historiador)

11h30
PAINEL II. GERIR A DIVERSIDADE CULTURAL: UNIVERSALISMO REPUBLICANO OU DISCRIMINAÇÃO POSITIVA?
Moderadora: Isabel Capeloa Gil (Professora Universitária)
Orador: Miguel Vale de Almeida (Professor Universitário)
Comentadores: Delmar Barreiros (Pastoral da Mobilidade) e Maria Xavier (Programadora Cultural)

14h30
PAINEL III. O DESENVOLVIMENTO DAS MIGRAÇÕES EM PORTUGAL: CENÁRIOS
Moderador: António Câmara (Professor Universitário)
Apresentação de vídeo com testemunhos de portugueses emigrantes
Comentadores: Jorge Portugal (Prémio Empreendedorismo Inovador na Diáspora Portuguesa), Ricardo Marvão (Indústria Aerospacial, Londres), Joana Bertholo (Designer e investigadora, Berlim) e Tiago Forjaz (Rede The Star Tracker)

17h00
Conclusões: António Vitorino (Comissário do Fórum Gulbenkian Migrações)

17h30
Encerramento

Informações, Programa e Inscrições em: http://coloquio-migracoes.centenariorepublica.pt/

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

De fachada

A Birmânia, oficialmente República da União de Myanmar, é um país que vive sob uma ditadura militar desde a década de 60, já lá vão mais de 50 anos. Apesar de em 1990 terem ocorrido eleições, os resultados esmagadores a favor do partido democrático liderado por San Suu Kyi foram anulados pelo Conselho Militar. Há uns meses, esta activista dos Direitos Humanos e lutadora pela democracia, foi novamente detida para que não tivesse hipótese de voltar a concorrer a mais umas eleições que têm tão de democráticas como o governo tem de amigável.


Comprovei ainda com mais vigor a hipocrisia vivida neste país com uma notícia do Público de há alguns dias, segundo a qual Suu Kyi será libertada imediatamente após as eleições que ocorrerão a 7 de Novembro. 15 dos 20 últimos anos da “Dama de Rangun” foram passados em detenção e a libertação certamente que a regozijará. Mas até quando ficará livre? Até quando tentará a Junta militar legitimar o seu poder com actos em que ninguém acredita já? Para quê este espectáculo deprimente de arbitrariedade e hipocrisia?

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Dilma Rousseff


"Dilma Rousseff: a mulher a quem Lula deu o Brasil"


"É forte: enfrentou tortura e um cancro. Tem fama de intelectual: Zola, Proust, Sófocles. Como guerrilheira, foi política: nunca disparou um tiro a sério. Como política, foi técnica. Isto chega para governar o Brasil? O PÚBLICO falou com quem conheceu Dilma Rousseff ao longo dos anos."

Público, 1 de Novembro de 2010. Texto Integral aqui.

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Rescaldo da segunda volta

Ontem foram conhecidos os resultados da segunda volta das eleições brasileiras. Vários líderes do mundo inteiro felicitaram a primeira mulher a chegar à Presidência do Brasil. 

Roussef veio juntar-se à chanceler alemã, Merkel, à Primeira-Ministra australiana, à vizinha argentina, à longínqua Finlândia e várias outras mulheres que o século XXI trouxe para as luzes da política. Um artigo sobre o poder no feminino pode ser lido aqui. Também Obama foi um fenómeno não facilmente expectável - naturalmente não como mulher, mas como afro-descendente que chegou à Casa Branca e que, apesar do descontentamento geral, continua a contar com o apoio sólido da população negra americana, como podemos ler aqui.

Excepções e igualdade de género à parte, retomemos as eleições brasileiras. Fecha-se hoje um ciclo de uma longa campanha, marcada por avanços e retrocessos, calma e tensa, renhida e decidida. Como se suspeitava praticamente desde o início (apesar das dúvidas que entretanto surgiram e voltaram a dissipar-se), Dilma Roussef será a próxima "Presidenta" do Brasil, como diria Lula. Serra aceitou a derrota, respeitando a voz do povo, mas prometeu voltar. 

56 milhões de pessoas escolheram-na para liderar o país, certamente numa lógica de continuidade das políticas de Lula, o tão amado Presidente que deixará o cargo em Janeiro. Nunca se saberá qual teria sido o resultado sem o empenho efusivo deste petista que escolheu a sua protegida e conseguiu pô-la no lugar que ansiava. Fenómeno fantástico, este de um presidente em final de mandato ser tão popular que como que "deixa uma filha, uma criação sua" no seu lugar. Que não veremos muitas mais vezes ao longo da nossa vida, isso parece-me certo.

Parte do caminho está desbravado, mas apenas parte. O desejo de Dilma é fazer subir o Brasil de 8.ª para 5.ª economia do mundo. Isso assegurar-lhe-ia certamente uma fácil reeleição, a par com medidas de cariz social que tanto agradam ao eleitorado do PT e que facilmente podem resultar dessa potência económica que se gera e que deverá manter-se nos próximos anos. Para terminar, não queria deixar passar em claro a segunda referência da vencedora no sue discurso: a primeira foi para o facto de ser mulher e ter triunfado e a segunda remeteu-a para a democracia. Segundo Dilma, esta lutará para defender a liberdade de imprensa, de expressão, de religião: 

“Vou zelar pela mais ampla e irrestrita liberdade de imprensa. Pela mais ampla liberdade religiosa e de culto, pela observação criteriosa e permanente dos direitos humanos.”

Numa América Latina perdida num tempo de indefinições, ter um país com o estatuto do Brasil com uma líder a afirmar e a pôr em prática esta máxima é muito positivo.


segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Terrorismo

É por estas e por outras que a Europa anda preocupada...

Segunda volta

Naturalmente, a campanha no Brasil polarizou-se: reduzidos a dois candidatos, os brasileiros tiveram que optar por um dos lados. Marina Silva, que contribuiu para que na primeira fase não sentisse tanto esta oposição, permaneceu neutra, recusando apoiar Serra ou Rousseff. Para mim, foi a escolha mais sensata por vários motivos: não desagradou a nenhuma parte dos seus apoiantes (que provêm da esquerda e da direita), não se comprometeu com um dos candidatos e não está ligada a eles por nenhum tipo de vínculo que isso implicaria, não tinha vantagem se apoiasse o vencedor (porque não estamos a falar de formar um governo), etc.

Ora, nesse sentido, tivemos os últimos dias e semanas bastante extremados e bem mais emotivos que a calma primeira fase. Alguma volatilidade também se notou. Dilma esteve em perigo de não alcançar a vitória logo após a primeira ronda com um Serra confiante; agora a distância que separa ambos é mais sólida e não dá azo a tantas hipóteses. Numa semana, de uma diferença de 5 pontos entre ambos, passou-se para uma de 15.

José Serra apanhou com um rolo de autocolantes; Dilma escapou a sacos com água. Aborto e religião suscitaram mais reacções. Lula foi multado várias vezes por apoiar Dilma de forma tão “efusiva”, usando instalações da Presidência e outros recursos.

O ambiente é de euforia e de muita tensão, apesar de o resultado ser já bastante previsível. Mas esta segunda volta foi bastante mais intensa e violenta do que a primeira. Infelizmente, a substituição da pacatez e do politicamente correcto do primeiro “round” não dignificou a democracia brasileira.